
Nailson Dalla Bernadina*
Como transformar o Espírito Santo na porta de entrada de projetos inovadores? Essa pergunta permeou uma oficina de trabalho realizada pelo ES em Ação e uma resposta coletiva está sendo produzida por instituições públicas e privadas, bem como pessoas ligadas ao tema, que estão trabalhando forte para melhorar o ambiente capixaba de inovação. Afinal, diante de uma era digital que trouxe, entre outras coisas, IoT, hiperconectividade, big data e inteligência artificial, nós precisamos, mais do que nunca, conectar as ações!
Integrar iniciativas pode ser um caminho para avanços significativos no raio do ecossistema capixaba de inovação. O mapeamento e a comunicação do que está sendo realizado em nosso território são passos importantes para o entendimento desse projeto.
Valorizar as ações das incubadoras em operação no Estado e das instituições que investem em desenvolvimento dessas ideias, que posteriormente se tornam negócios, gerando empregos e renda é ação admirável da sociedade
Contudo, devemos avançar! Potencializar a criação de novas ideias, através de programas como o Sinapse da Inovação (Fapes) e outros espalhados em ambientes universitários e empresariais, além dos que nascem naturalmente para tentar resolver os problemas da sociedade, pode incentivar o surgimento de um maior número de startups. Estas, por sua vez, precisam de orientações apropriadas ao incremento da ideia.
Valorizar as ações das incubadoras em operação no Estado e das instituições que investem em desenvolvimento dessas ideias, que posteriormente se tornam negócios, gerando empregos e renda, também é ação admirável da sociedade.
As aceleradoras, ainda incipientes em nosso Estado, contribuem para transformar ideia em projeto, atribuir gestão e governança, bem como dar escala e formas de monetização ao negócio.
Desmistificar as origens de financiamento das startups com potencial também será necessário. Investidor Anjo ou Fundos de Venture Capital precisam ser entendidos e difundidos, pois são uma alternativa de investimento econômico e social com potencial transformador.
Ter uma boa ideia e não possuir disciplina para colocar em prática é apenas perda de tempo. Um ambiente propício ao acolhimento e desenvolvimento poderá fazer a diferença entre investir em solo capixaba ou em qualquer outro polo tecnológico do mundo.
Sebastien Taveau, Chief Technologist da Zelle, rede norte-americana de pagamentos em tempo real, afirmou que “aqueles que terão sucesso não precisam ser os mais inovadores, precisam ser os melhores integradores”. Essa frase pode ajudar na resposta à indagação inicial de transformar o Espírito Santo na porta de entrada de projetos inovadores.
*O autor é diretor de Competitividade do Espírito Santo em Ação