Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

  • Início
  • Comércio exterior é mais complicado do que Trump imagina
Economia

Comércio exterior é mais complicado do que Trump imagina

Nos corredores do Planalto, comenta-se que um "ótimo" produto para represália brasileira à sobretaxa ao aço e ao alumínio seria o etanol

Publicado em 13 de Março de 2018 às 13:28

Públicado em 

13 mar 2018 às 13:28
Angelo Passos

Colunista

Angelo Passos Angelo Passos

O Brasil ainda não tem todas as ferramentas para avaliar a extensão do efeito da taxação norte-americana ao aço e ao alumínio. Já se desenham complicadores. Até onde se enxerga neste momento, o aço brasileiro perde a competitividade e estará fora do mercado dos EUA. A lacuna será preenchida, em parte, por produções do México e do Canadá, parceiros americanos no Nafta e isentos da sobretaxa.

Mas os prejuízos podem ser maiores, inclusive para o Espírito Santo. A economia brasileira está numa das piores posições nessa guerra comercial. Será atingida de ricochete se acontecer a retaliação da União Europeia – também agredida por Trump.

A questão é que, pela lei de comércio, a imposição de salvaguarda exigirá que a UE aplique a mesma tarifa para todos os países, inclusive o Brasil. Isso afetará as nossas exportações, atingindo embarques de aço, aço, tabaco, suco de laranja, têxteis, calçados e outros produtos. Alguns saem pelos portos capixabas. Uma lista provisória está sendo examinada em Bruxelas.

Nos corredores do Palácio do Planalto comenta-se que um “ótimo” produto para represália brasileira seria o etanol. O Brasil é o segundo maior comprador de desse insumo aos EUA, e ele entra isento de tarifas. Porém, como alertou o diretor-geral da OMC (Organização Mundial do Comercio), Roberto Azevedo, uma estratégia de “olho por olho” apenas deixaria “todos cegos”.

Curiosamente, a reação brasileira está embutida na barreira alfandegária. A redução das nossas exportações de aço causaria efeito colateral para a indústria de carvão mineral dos EUA, pois o Brasil importa mais de US$ 1 bilhão por ano de carvão americano, utilizado justamente para a fabricação do aço. Só pelo Espírito Santo entraram 116 toneladas nos dois primeiros meses deste ano.

Comércio exterior é muito mais complicado do que Trump imagina. A maior arma do Brasil nesse conflito é a própria necessidade dos EUA. Cerca de 80% do aço brasileiro vendido para eles é semiacabado, que é reprocessado pelas indústrias de lá para se tornar matéria-prima para os setores automobilístico, militar e de petróleo. Será que isso não sensibiliza a Casa Branca? Ajuda a manter americanos empregados.

* O autor é jornalista

Angelo Passos

Angelo Passos Angelo Passos

É jornalista. Escreve às segundas e às sextas-feiras sobre economia, com foco no cenário capixaba, trazendo sempre informações em primeira mão e análises, sem se descuidar dos panoramas nacional e internacional

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
48% rejeitam Lula e Flávio Bolsonaro, mostra Datafolha
Troféu de homenagem aos vencedores da premiação
Prêmio Biguá 2026 realiza premiações no norte, noroeste e Sul do Estado
Pinhão crocante, creme azedo e caviar de mostarda do chef Robson Feu para o Festival Gabiroba
Festival no ES celebra a Mata Atlântica com música, degustações e lançamento de livro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.