Na última semana foi destaque a informação que a Polícia Federal apreendeu 220 kg de cocaína que estavam escondidos no casco de um navio atracado em um dos portos capixabas. Essa é a quinta apreensão semelhante somente neste ano. Mas por que o Espírito Santo está inserido na rota do tráfico internacional de cocaína? Este é o tema em destaque no "Segurança em Foco", com o superintendente da PF-ES, Eugênio Ricas.
Em artigo publicado em "A Gazeta", o superintendente trouxe que "esse cenário nos permite algumas análises. Que a cocaína não é produzida no Brasil não é segredo para ninguém. Os países produtores da droga são Peru, Bolívia e Colômbia. Para chegar aos portos capixabas, portanto, a droga precisa ser adquirida na América do Sul e percorrer toda a extensão do Brasil (entrando na fronteira oeste e chegando até o litoral, no leste do país). Para isso, os traficantes se valem do modal aéreo (transportando a droga em pequenos aviões até o Brasil) e do modal rodoviário (utilizando carros e caminhões para fazer com que a droga chegue ao litoral)", escreveu.
Ainda, segundo ele, "ultrapassada essa primeira barreira, os traficantes contam com experientes mergulhadores para esconder a droga nos cascos dos navios, sem que ninguém perceba a complexa operação. O mergulho é tão arriscado que, em maio deste ano, um mergulhador natural de São Mateus morreu na Austrália, ao tentar retirar uma carga de cocaína colocada em um navio", complementa. Ouça a conversa completa!
Segurança Em Foco - Eugênio Ricas - 08-09-22