O destaque dessa edição do "Espírito Santo: Que História É Essa?", com o comentarista Rafael Simões, vem da chamada microrregião 3 Sudoeste Serrana do Estado: Conceição do Castelo, Domingos Martins, Marechal Floriano e Venda Nova do Imigrante. Ouça a conversa completa!
CBN - QUE HISTÓRIA É ESSA - 04-08-25
Conceição do Castelo:
Gentílico: Conceiçãocense
Toda a região (que incluía os atuais municípios de Conceição do Castelo, Castelo e Venda Nova do Imigrante) era primitivamente habitada pelos índios Puris ou Botocudos. A fartura propiciada por uma das mais ricas florestas em variedades de animais e vegetais. No princípio do século XVIII, começaram a chegar os portugueses atraídos pelas perspectivas de riquezas minerais e riquíssimas fertilização do solo, iniciando assim a conquista nas regiões costeiras na Província por eles denominada Espírito Santo. Em 1752, com a descoberta de ricas minas de ouro, o número de habitantes começa a aumentar, tornando aquela região a mais procurada da capitania. Dentre as famílias pioneiras citam-se Escobar, Xavier, Grilo, Marques, Coutinho, Pereira, Souza Pinto, Ferreira, Mota, Dias, Cruz, Soares, Moreira, Oliveira Costa, Gonçalves Leite, Vargas Correia, Lopes da Rocha, Silva Pinheiro, Machado, Araripe, Davel, Azevedo, Moraes, entre outras.
O negro foi segundo elemento a povoar o município. Vieram para o trabalho escravos, e juntamente com os portugueses formaram grandes fazendas, destacando assim as famílias Oliveira, Ascacibas, Silva, Costa, Rangel, Souza, Santos, Constantino e Emílio. A população que se dirigia para essa região começou a construir casas e formar uma pequena povoação. Em 1754, foi construída a matriz sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição das minas de castelo. Em 1828, o governador da Capitania do Espírito Santo. Baltazar de Souza Botelho de Vasconcelos dirigiu-se ao Rei D. João VI enaltecendo as riquezas da região (solo fértil e minérios) e sugerindo uma regulamentação sobre os trabalhos das minas e de proteção dos índios, cujo aldeamento se impunha.
Em 01 de Agosto de 1829, o governador Imperial expediu um alvará determinando dos Silvícolas e encarregando desta missão o comendador Joaquim Maralino da Silva Lima, residente em Itapemirim e futuro Barão desse nome. Porém, não se registrou as províncias por ele tomadas para o cumprimento desta missão. Após alguns anos tornou-se Vice-Presidente da província e em 1849, empreendeu uma viagem de reconhecimento em companhia de seu cunhado Fortunato Tavares da Silva Medilo, quando fundou definitivamente o Aldeamento Imperial Afonsino, (hoje Conceição do Castelo), dos Índios Purís. Foi instalado à margem esquerda do Rio Castelo pelo engenheiro Frederico Willner, no qual foi seu primeiro administrador. Em 1864, passou a pertencer ao recém-criado Município de Cachoeiro de Itapemirim.
Em 1871, a lei provincial nº 09, elevou o Aldeamento à categoria de Freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Aldeamento Imperial Afonsino. Em seguida, surgiu à primeira paróquia da região de minas de castelo, a igreja N. Sª da Conceição do Aldeamento Imperial Afonsino, foi reformada e em 25/05/1900, D. João Batista de Correia Nery, primeiro Bispo do Espírito Santo, presidiu a sua consagração.
Em 1892, com a crise europeia e a súbita emancipação dos escravos com a assinatura da Lei Áurea em 1888. Chegam os primeiros italianos que passaram a fazer abertura na floresta virgem para exploração de culturas do café. Destacam-se as famílias italianas Galavoti, Manhoni, Serafim, Bareto, Menegace e Simonatto.
O nome Conceição do Castelo surgiu de dois fatos curiosos. Um deles deve-se à impressão causada a um desbravador que, vindo da costa litorânea, deparou com uma alta muralha que parecia um castelo. Outro fato é que, em homenagem à Padroeira da Paróquia, surge a denominação "Conceição do Castelo".
No ano de 1887, chegou a imagem de Nossa Senhora da Conceição, esculpida em cedro-de-líbano, na cidade de Douros (Portugal), trazida pelo português, José de Souza Pinto que a doou para a Freguesia de Nossa Senhora da Conceição, hoje matriz, no dia 08/12/1887. Os primeiros habitantes europeus, que eram os portugueses, eram religiosos e devotos de Maria, N. Sª. da Conceição. Em 1901, Conceição do Castelo passou a ser distrito de Cachoeiro de Itapemirim.
Conceição do Castelo teve como primeiro vereador Joaquim de Souza Pinto, que cumpriu seu mandato na Câmara Municipal de Cachoeiro de Itapemirim no período de 1920 a 1923.
Através da Lei nº 1687, de 04/12/1928, criou-se o Município de Castelo e o distrito de Conceição do Castelo passou a pertencer-lhe, sendo elevado à categoria de vila. Nessa época, elegeram-se vereadores e atuaram na Câmara Municipal de Castelo, Harvey Vargas Grilo, Mário Pizzol, Américo Comarella e Rui Paiva.
Em 1963, foi apresentado um projeto de lei na Câmara de Castelo, para emancipar Conceição do Castelo. Através da Lei nº 1909, de 06/12/1963, criou-se o município de Conceição do Castelo, e a instalação oficial deu-se em 09/05/1964. O legislativo Municipal foi instalado oficialmente em 31/01/1967, no grupo escolar Elisa Paiva.
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Domingos Martins:
Gentílico: Martinense
Era o ano de 1846. Chegava na Alemanha, na Região do Hunsrück, um funcionário do Governo Imperial do Brasil com a finalidade de recrutar colonos para as terras brasileiras.
Logo a notícia se espalhou por todas as partes. Os alemães que lá viviam, em péssimas condições de vida, animaram-se, e a primeira providência foi vender todos os seus pertences para, então, seguirem viagem para a América do Sul, onde se prometia uma vida mais digna. Embarcaram em Dunquerque, na França, e após 70 dias de viagem chegaram ao Rio de Janeiro.
Depois de passarem por várias decepções no Rio de Janeiro, conseguiram audiência com o Imperador D. Pedro II que providenciou três vapores para o transporte até Vitória, muito embora o destino fosse o Sul do Brasil. A 1ª leva chegou à capital do Espírito Santo no dia 21 de dezembro de 1846. Permaneceram alguns dias em Vitória e, então, seguiram para a Colônia de Santa Isabel, a 1ª fundada em solo capixaba pelo Dr. Luiz Pedreira do Couto Ferraz que era o Presidente da Província do Espírito Santo.
Os colonos foram subindo as margens do Rio Jucu Braço Norte e se instalaram, em 27 de janeiro de 1847, na Serra da Boa Vista. Eram 39 famílias sendo 16 Evangélico-Luteranas e 23 Católicas. A primeira capela foi logo construída no morro de Boa Vista onde pretendiam também construir a vila. Ali ficaram cerca de 10 anos. Alguns por questão de clima, subiram mais e foi então que as famílias católicas ficaram em Santa Isabel e as luteranas prosseguiram um pouco mais e chegaram a um lugar plano entre as montanhas o qual denominaram de Campinhoberg - Morro do Campinho. Em 1852 a primeira igreja católica foi consagrada na vila de Santa Isabel e tinha como Padroeiro São Bonifácio.
E entre os anos de 1858 e 1860 no lugar Campinho os luteranos iniciaram a construção de seu templo. Antes, porém, construíram uma pequena capela no centro de terreno onde hoje localiza-se o cemitério e enquanto se erguia a nova igreja, os cultos eram celebrados, ora lá, ora em residências dos colonos. Quando D. Pedro II visitou a colônia em 30-01-1860, mencionou a existência dessa pequena capela que ficava próxima à residência do diretor da colônia, hoje residência da família Barcelos no condomínio Vivendas do Imperador, e no caminho do morro do Chapéu. Mencionou ainda, que a viúva do Pastor Held encontrava-se em péssimas condições financeiras devido à morte do esposo. (Ver parágrafo 3º página 106 do livro - Viagem de D. Pedro II ao Espírito Santo - Autor: Levy Rocha - 1960, 2ª Edição ? 1980).
A Colônia foi progredindo gradativamente e logo emancipou-se de Viana. Foi elevada à condição de Freguesia em 1869 e Distrito Policial em 1878.
No dia 20 de outubro de 1893, o município de Santa Isabel desmembrou-se de Viana através do Decreto Estadual nº 29.
Sua instalação deu-se no local denominado Campinho em 19 de dezembro do mesmo ano. Em 26 de junho de 1896, por causa da malária, a sede do município foi transferida para Santa Isabel pelo Decreto Municipal nº 19, retornando para Campinho em 1917.
Em 20 de dezembro de 1921 o nome do Município foi mudado para Domingos Martins em homenagem ao herói Capixaba Domingos José Martins, que nasceu em 9 de maio de 1781 no Município de Itapemirim e participou como líder da Revolução Pernambucana, tendo sido fuzilado em 12 de junho de 1817 na Bahia. Suas últimas palavras foram: "Morro pela liberd".
A primeira Câmara Municipal era composta por cinco Vereadores: Felipe Endlich - Presidente, Christiano Bruske, José Pereira da Cruz, Mathias Stein e Johann Nikolaus Velten. O primeiro Prefeito foi o Sr. Felipe Endlich que governou de 1893 a 1895. Naquela época o Presidente da Câmara era também o Prefeito. É Sede de Comarca desde 27 de dezembro de 1918. Hoje, o Município é composto de sete Distritos: Sede, Aracê, Santa Isabel, Paraju, Melgaço, Biriricas e Ponto Alto, e sua área geográfica abrange 1.225 Km² (IBGE 2007).
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Marechal Floriano:
Gentílico: Florianense
A saída dos colonos alemães e italianos de sua terra natal teve como razão a crise pelo qual passava toda a Europa e também o Brasil. Na Europa, pelas consequências das Guerras Napoleônicas: miséria, fome e desemprego. No Brasil, a fase difícil com a mudança da mão de obra escrava pela mão de obra assalariada e livre. Originários da Prússia Renana chegaram 39 famílias a Vitória em 21/12/1846 e seguiram em 27/01/1847, para a Colônia de Santa Isabel, primeiro núcleo de colonização em Terra Capixaba, fundada por Luiz Pereira do Couto Ferraz, presidente da Província do Espírito Santo.
Em 1858 o Ministro e Secretário de Negócios do Império, Sérgio Teixeira de Macedo mandou contratar 130 famílias na Alemanha, para as Colônias de Santa Isabel e Santa Leopoldina. A maioria das famílias que vieram para a Colônia de Santa Isabel foi para a região do Braço do Sul. O Governo Imperial nomeou um novo engenheiro para a Colônia de Santa Isabel, o Sr. Adalberto Jahn, que contratou o agrimensor Hermann Steinkopf para fazer levantamento de terras ao longo das margens do Rio Braço do Sul.
Em 1860, o Ministro da Agricultura Manoel Felizardo de Souza e Mello, em seu relatório, menciona a contratação do engenheiro Pedro Cláudio Soído para demarcação de 100 novos prazos na região do Braço do Sul, onde se projeta um ponto sobre o rio. Em 1861 começou a ser construída a ponte sobre o Rio Braço do Sul. O local desta ponte hoje é a que está situada no segundo trevo, saindo para Belo Horizonte. O custo da ponte foi de 1.754,260. (Hum mil contos, setecentos e cinquenta e quatro reais).
Conforme relatório da Assembleia Geral Legislativa, datado de 22 de outubro de 1862, feito pelo Ministro e Secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, Coronel e Engenheiro Pedro de Alcântara Bellegarde, consta a inauguração da Vila do Braço do Sul.
Em 13 de maio de 1900 recebeu o nome de Marechal Floriano, uma homenagem do ex-governador José de Melo Carvalho Moniz Freire ao 1º Vice-Presidente da República, Marechal Floriano Peixoto.
O município de Marechal Floriano foi emancipado de Domingos Martins em 31 de outubro de 1991. Conhecido como “Cidade das Orquídeas”, pela grande quantidade de espécies existentes nas matas do município, a cidade era chamada de Braço Sul, devido ao Braço Sul do Rio Jucu que corta o município.
O imigrante trouxe consigo, além das tradições, uma esperança muito grande de uma nova vida. Graças ao otimismo e a força daqueles que aqui chegaram, povoando vilas, multiplicando sua cultura e tradições, que até hoje são mantidas.
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Venda Nova do Imigrante:
Gentílico: Venda-novense
O Município de Venda Nova do Imigrante, criado em 10 de maio de 1988, através do Decreto Lei nº 4069 (de 06-05-88), desmembrando-se de Conceição do Castelo, possui uma área de 188,9 km2, compreendendo, além da sede, os distritos de São João de Viçosa e Alto Caxixe além de outras 12 comunidades. Situa-se na região serrana do Espírito Santo, às margens da rodovia BR 262, com uma altitude variando de 630 a 1550 metros.
O município baseia-se economicamente na agricultura, principalmente do café que compreende 90% das propriedades, além da produção de hortifrutigranjeiros e uma pecuária ascendente. Venda Nova é referência em todo o país como o berço do Agroturismo, modalidade de turismo rural que associa a vivência do cotidiano agrícola ao lazer, à visitação e à valorização do meio ambiente. Reconhecido como Capital Nacional do setor pela Abratur em 2005, o Agroturismo no município hoje envolve 70 propriedades, com 300 famílias e 1.500 pessoas diretamente atuantes, com destaque para a confecção artesanal e caseira de produtos típicos, principalmente na culinária (embutidos como o socol, doces, geleias, licores, biscoitos, etc).
Venda Nova começou a ser colonizada por volta de 1892, basicamente por imigrantes italianos, cuja cultura permanece viva em seus descendentes e na vida da comunidade vendanovense. No entanto bem antes a região era habitada por índios, provavelmente Puris, dos quais foram encontrados muitos objetos pela primeira leva de imigrantes que aqui chegaram.
Antes da colonização italiana, grandes fazendas de café de propriedade dos portugueses floresceram no altiplano serrano, onde mais tarde nasceria Venda Nova. Entre as fazendas destacam-se: Providência, Lavrinhas, Tapera, Bananeiras, Bicuíba e Viçosinha. Junto com os portugueses vieram os negros escravos, que lidavam na lavoura. Contudo, com a abolição da escravatura, essas fazendas caíram no abandono até que surgissem os colonos, imigrantes italianos, originários da Região do Vêneto (Itália), atraídos pela procura de terras nas localidades de São Pedro do Araguaia, Matilde, São Martinho e Carolina, sendo inicialmente cerca de 18 a 20 famílias, entre elas: Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Bragato, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola, Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze e Mascarello.
A comunidade que surgiu com a chegada dos primeiros imigrantes em 1892, conserva traços fortes da cultura dos mesmos, principalmente o espírito comunitário e progressista, manifestados em 1922 com a construção da primeira escola, a instalação da linha telefônica em 1925, a criação da Cooperativa Agrária de Lavrinhas (1927) ou mesmo a construção dos primeiros 20 km de estrada em regime de mutirão. Venda Nova se expandiu mantendo sua identidade sem maiores afluências de estranhos, até que se viu "rasgada" pela BR 262 (Rodovia Presidente Costa e Silva), nos idos de 1957, experimentando um crescimento extraordinário, graças ao impulso dado com a ligação com grandes centros, como Vitória e Belo Horizonte.
[fontes: sites das prefeituras, Câmaras municipais; Wikipédia]
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Informações sobre a Microrregião 3 – Sudoeste Serrana:
A microrregião Sudoeste Serrana é composta por sete municípios, a saber: Conceição do Castelo (11.937), Domingos Martins (35.416), Marechal Floriano (17.641), Venda Nova do Imigrante (23.831), Brejetuba (12.985), Afonso Cláudio (30.684) e Laranja da Terra (11.094). A região ocupa 8,30% do território estadual e apresenta uma população estimada em 143.588 habitantes (IBGE, 2022), o que representa cerca de 3,5% da população total do estado. A densidade da microrregião é de cerca de 37 hab/km², considerada baixa, se comparada à densidade do Espirito Santo, com 86,19 hab/km². A região tem forte influência da imigração europeia, com destaque para o agroturismo e as festas tradicionais, e é cortada pela BR 262, um fator positivo de integração.
O PIB da microrregião Sudoeste Serrana corresponde a 2,45% do PIB estadual. Na composição do PIB por setores, destacam-se as atividades de serviços, com 61%, seguido pela agropecuária, com 20%, indústria com 12% e, por último, impostos líquidos de subsídios sobre produtos, com 7%. O PIB per capita da microrregião Sudoeste Serrana é de R$ 18.537,66, sendo que o do Espírito Santo é de R$ 27.487,47. Quanto aos maiores PIBs per capita da microrregião, destaca-se o município de Marechal Floriano, com R$ 23.083,88, seguido pelos municípios de Venda Nova do Imigrante (R$ 22.503,03) e Brejetuba (R$ 20.275,59), nesta ordem. O menor PIB per capita da microrregião é o do município de Laranja da Terra, com R$ 11.655,36.
A receita líquida da microrregião Sudoeste Serrana é de R$ 2.534,97, que é bem próxima da receita líquida do estado do Espírito Santo (R$ 2.524,19). No contexto dos municípios que compõem a microrregião, a maior receita líquida per capita é a do município de Marechal Floriano, com R$ 2.944,11, seguido por Domingos Martins (R$ 2.779,50) e Conceição do Castelo (R$ 2.638,55). 1 O Índice Firjan de Emprego e Renda nos municípios da microrregião Sudoeste Serrana varia entre 0,254 a 0,603, portanto, valores considerados de “baixo” (de 0 a 0,4) a “regular” desenvolvimento (de 0,4 a 0,6). O maior índice de emprego e renda refere-se ao município de Venda Nova do Imigrante, com 0,603, seguido pelos municípios de Marechal Floriano e Domingos Martins, com 0,570 e 0,513, respectivamente. O município de Laranja da Terra apresenta o menor Índice Firjan de Emprego e Renda, com 0,254.
Todos os municípios da microrregião Sudoeste Serrana estão bem avaliados no Índice Firjan de Saúde, com valores variando entre 0,805 e 0,974, o que significa dizer que apresentam um “alto” desenvolvimento na Saúde (de 0,8 a 1). Os melhores índices referem-se aos municípios de Laranja da Terra, com 0,974, Marechal Floriano (0,874) e Venda Nova do Imigrante (0,862). O menor índice é do município de Brejetuba, com 0,805, ainda assim considerado de alto desenvolvimento. Assim como na Saúde, a microrregião está bem posicionada nos Índices Firjan de Educação, visto que todos os municípios estão na categoria “alto” desenvolvimento (de 0,8 a 1). O maior índice é do município de Venda Nova do Imigrante, com 0,917, seguido pelos municípios de Domingos Martins e Marechal Floriano, com 0,896 e 0,878, respectivamente.
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) , que mensura o desenvolvimento com base em três dimensões – longevidade, escolaridade e renda –, apresenta um IDHM para o Espírito Santo com valor de 0,740, considerado de alto desenvolvimento humano. Entretanto, o IDHM de quase todos os municípios que compõem a microrregião Sudoeste Serrana apresenta índices inferiores a 0,7, o que revela um IDHM médio (de 0,550 a 0,699), com exceção de Venda Nova do Imigrante e Marechal Floriano, que apresentam um IDHM alto, de 0,728 e 0,710, respectivamente. 3 O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) é mensurado com base em três dimensões: Infraestrutura Urbana, Capital Humano, Renda e Trabalho. O indicador auxilia no enfrentamento das desigualdades e oportunidades. O Espírito Santo apresenta um IVS baixo, de 0,274, o que significa dizer que o estado apresenta baixa vulnerabilidade. A maioria dos municípios que compõe a microrregião Sudoeste Serrana acompanha o Espírito Santo com um IVS baixo (de 0,200 a 0,300). O município de Venda Nova do Imigrante apresenta um IVS muito baixo (de 0 a 0,200), de 0,166, o que significa dizer que o município apresenta uma vulnerabilidade muito reduzida. Os demais municípios apresentam IVS baixo, com índices que variam entre 0,221 e 0,284, com exceção de Brejetuba e Afonso Cláudio, com IVS de 0,302 e 0,317, respectivamente, que apresentam índices de vulnerabilidade médio (de 0,300 a 0,400).
Quanto ao atendimento dos serviços de saneamento da região, foram considerados três serviços básicos: abastecimento de água, coleta de lixo e coleta de esgoto. Os serviços básicos não estão universalizados, sendo que apenas 45% da população regional é atendida por abastecimento de água através da rede pública, 65% por coleta de lixo e 37% por coleta de esgoto. Em relação aos serviços de saneamento nos municípios, observa-se que Venda Nova do Imigrante lidera em todos os serviços com a maior cobertura da microrregião: o maior percentual relativo ao abastecimento de água por rede pública, com 59,11%, assim como os maiores percentuais de coleta de lixo e coleta de esgoto, com 89,69% e 62,52%, respectivamente. Quanto aos menores percentuais de atendimento no saneamento, temos: Domingos Martins, com o menor percentual de abastecimento de água por rede pública, com apenas 24,63%; Laranja da Terra, com 40,94% na coleta de lixo; e Marechal Floriano, com 12,81% na coleta de esgoto.
[fontes: IJSN, com dados de população atualizados com dados do IBGE 2022]