Nesta edição do "Espírito Santo: Que História É Essa?", os destaques, com o comentarista Rafael Simões, são da microrregião 5, Central Sul, do Estado. São as cidades de Apiacá, Atílio Vivacqua, Mimoso do Sul e Muqui. Vamos às histórias:
CBN - Espírito Sant - Que História É Essa - 07-07-25.mp3
Apiacá
Gentílico: apiacaense
As terras que constituem o atual município de Apiacá pertenciam, até a data de sua emancipação, ao município de Mimoso do Sul.
Os primeiros colonizadores, partindo de Limeira, localidade pertencente à freguesia de Itapemirim, subiram o Rio Itabapoana e fundaram, à margem esquerda do rio, num núcleo populacional que deu origem à atual sede municipal. A fertilidade do solo influiu no povoamento da região, com afluxo de desbravadores que se dedicaram principalmente ao cultivo do café. A primeira denominação do distrito foi Antônio Caetano, alterada em 1911 para Boa Vista e, em 1943, para Apiacá, espécie de marimbondo de notável agressividade.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, figura no município de São Pedro de Itabapoama o distrito de Boa Vista. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Boa Vista figura no município de João Pessoa. Por decreto estadual nº 11u3, de 26-11-1930, e decreto estadual nº 3468, de 17-03-1933, o município de São Pedro Itabapoama passou a denominar-se João Pessoa, e o distrito de Boa Vista figura no município de João Pessoa. Elevado à categoria de município com a denominação de Apiacá, pela lei estadual nº 1405, de 26-08-1958, desmembrado de Mimoso do Sul. Sede no antigo distrito de Apiacá. Constituído de 2 distritos: Apiacá e Iuru. Desmembrado do município de Mimoso do Sul. Instalado em 29-01-1959.
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Atílio Vivácqua
Gentílico: Atílio-vivacquense
Em 1843 Filipe José Leal (que viria a ser presidente da Província entre 1849 e 1851) estabelecia numa das regiões de Cachoeiro de Itapemirim a fazenda de Vila Nova, depois denominada São Felipe, que se transformou na sede do distrito de São Filipe, depois denominada Marapé e, finalmente, Atílio Vivacqua. Em 1850, algumas famílias vindas do Estado do Rio de Janeiro estabeleciam-se na região de Sumidouro.
O município foi criado pela Lei nº 1.916, de 30 de dezembro de 1963, sendo instalado em 10 de abril de 1964. (IPES)
A colonização de Atílio Vivacqua está vinculada à história de Cachoeiro de Itapemirim, do qual foi distrito até a década de 60. A versão mais divulgada aponta como desbravador de um núcleo que originaria o município o tenente coronel José Pinheiro de Souza Werneck, oficial da Ordem da Rosa e Cavalheiro de Valença (RJ).
Alguns registros informam que por volta de 1840, o fazendeiro chegou à região desbravando suas terras, a margem esquerda do Rio Muqui do Sul. Mais tarde trouxe a família, instalando-se na Fazenda Santa Tereza do Sumidouro. Uma segunda versão aponta o início do povoado pela localidade de Vila Nova. O desbravador teria chegado à região por volta de 1836 “derrubando o mato e plantando as primeiras lavouras de café no lugar denominado “Vila Nova”.
Nessa região é grande a possibilidade de ter existido quilombos formados por escravos vindos de fazendas pertencentes ao município de Cachoeiro de Itapemirim. Principalmente a região que margeia a “Serra do Caramba”. O surgimento do núcleo urbano, onde hoje é a sede do Município, se dá a Macário Júdice que chegou à região no final do século XIX. Entre 1902–1903 viabilizou a passagem por suas terras, da Estrada de Ferro Santo Eduardo ao Cachoeiro (Leopoldina Railaway Company Lpd.), o que impulsionou o escoamento da produção das fazendas da região. O primeiro prefeito foi o Sr. Ricardo Barbieri.
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Mimoso do Sul
Gentílico: Mimosense
O município surgiu de uma parte territorial da Sesmaria ‘A Fazenda e Igreja N.S. das Neves da Muribeca”, fundada em 1581 pelo Pe. Almada, pertencente aos Jesuítas. Expulsos estes, no ano de 1759, período colonial pombalino, foram as terras arrematadas em hasta pública por Antonio Pereira da Silva Viana, no ano de 1776.
Os povoadores vieram dos Estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, fixando-se na localidade de Limeira, no atual distrito de Dona América, situado à margem esquerda do Rio Itabapoana, quase na confluência do Rio São Pedro. Sua formação está ligada à navegabilidade do Rio Itabapoana até o ponto em que as cachoeiras interceptavam a subida dos que, vindos do litoral e se aventuravam por essas terras. Limeira constituiu um importante porto fluvial, cujo movimento comercial e de transporte só veio decair com o advento da estrada de ferro, no final do século passado. A fertilidade do solo atraia novos desbravamentos na região. Em 1852, por iniciativa de Manoel Joaquim Pereira, surgiu a Povoação de São Pedro, que veio a ser sede do Município com o nome de São Pedro de Alcântara do ltabapoana, cujo território desmembrado de Cachoeiro de ltapemirim pela Lei Provincial n0 1, de 29 de julho de 1887, foi sede municipal até 1930.
No local da sede atual, sua história nasce no dia 11 de outubro de 1852. Quando o Capitão Pedro Ferreira da Silva compra de José Lopes Diniz em Campos — RJ, junto ao tabelião José Francisco Correa, a Fazenda do Vale Mimozo (da Fazenda Palestina até o Porto da Limeira).
O proprietário do Vale, Capitão Pedro, registra a fazenda no Arquivo Público da Província do Espírito Santo em 1865. Em 1896 recebe do Presidente do Espírito Santo Dr. Muniz Freire a Garantia de Posse, já que a sede da Fazenda havia se tornado Distrito de São Pedro do Itabapoana em 1892. Os Decretos estaduais n0 113 de 26 de novembro de 1930, e n0 3.468 de 1933, transferiram a sede municipal para a povoação de Mimoso, elevada à categoria da cidade com a denominação de João Pessoa, pelo Decreto-Lei estadual n0 15.177, de 31 de dezembro de 1943, o Município passou a chamar-se Mimoso do Sul. A primeira construção de peso da Fazenda Mimozo foi o casarão do Capitão Pedro Ferreira da Silva e de sua esposa D. Joana Felícia Paiva — aproximadamente em 1870.
De sua descendência temos o filho Antão Ferreira da Silva que se casou com Maria de Rezende da Silva, natural de São José do Calçado, dessa relação tiveram os filhos: Armilia, Amintha, Maria Josephina, Joanna e Pedro Antão. Antão Ferreira da Silva, faleceu no dia 17 de novembro de 1896, no distrito de São João Batista — Nova Friburgo-RJ, onde estava fazendo tratamento da tuberculose, dos seus filhos temos os seguintes matrimônios com suas respectivas heranças: -Armilia casou-se com Misael Ferreira de Almeida (bens imóveis e propriedades no Rio de Janeiro), tiveram dois filhos: Antão e Joanna; -Arminta casou-se com Coronel Nominato Ferreira da Silva, (Fazenda da Serra), tiveram uma filha: Maria da Conceição; -Joanna casou-se com Dr. José Ribeiro Monteiro da Silva (região do Belmonte e Bairro Pratinha – que recebeu seu nome), tiveram dois filhos que ainda morreram pequenos.
Maria Josephina casou-se com o Coronel Gervásio Monteiro da Silva (São Gonçalo e Fazenda Mimozo), tiveram uma filha: Maria do Carmo. Dona Maria do Carmo ficou sendo a herdeira natural da Fazenda Mimozo, casou-se com Victor Leite, e dessa relação nasceram quatro filhos: Maria de Lourdes, Amelina, Hilda e Gil Leite. Nos dias atuais a família detém boa parte do patrimônio da Sede Urbana Municipal.
Do ponto de vista social, os grupos instalados, não tinham uma elite intelectual do porte da sede e comarca que era São Pedro do ltabapoana, mas tinham determinação perspectiva e vontade de crescer. O movimento crescente, gradativo favoreceu Mimoso a transferir primeiro todo o processo econômico, o capital girava em torno: da Estação Ferroviária, do Comércio, dos proprietários das fazendas vizinhas — segundo a vida política que culminou em novembro de 1930 com a aquisição de condição de Sede Municipal. Em 02 de novembro de 1930, uma caravana constituída por treze caminhões chefiada pela autoridade do Sr. Waldemar Garcia de Freitas, trazia de São Pedro, antiga sede do município, os arquivos das Repartições Públicas para Mimoso, que pelos Decretos n0 113 de 26/11/1930 e 3.468 de 1933, transformavam a então Vila de Mimoso em Sede do Município com o nome de João Pessoa, sendo nomeado o Sr. Pedro José Vieira para interventor. Sendo o mesmo o primeiro prefeito eleito de Mimoso do Sul pelo Partido da Lavoura em 1935. Todavia o Decreto Estadual n0 15.177 de 31/12/1943 de o nome definitivo à cidade de "Mimoso do Sul".
A economia de Mimoso do Sul é totalmente voltada para o comércio e para o setor agropecuário. Onde se baseia nas agriculturas do café conilon nas regiões mais baixas do município e café arábica nas áreas de montanhas. Também se destacam outras lavouras permanentes como laranja, banana, goiaba, coco-da-bahia, palmito, e também as lavouras temporárias como arroz, feijão, mandioca e milho.
A produção industrial de Mimoso do Sul baseia-se nos setores de rochas ornamentais como o mármore e o granito, cuja produção é voltada para o mercado interno e externo como, Japão, Itália e Estados Unidos.
Uma região rica em casarios históricos é o distrito de São Pedro que possui 41 patrimônios históricos e culturais. O distrito é também muito conhecido pelo tradicional Festival de Sanfona e Viola de São Pedro, em que ocorrem anualmente apresentações de atrações nacionais da música sertanejos e violeiros da região.
A festa da cidade, que acontece em data móvel, tem início geralmente na segunda quinta-feira do mês de julho. Já o Festival de Sanfona e Viola de São Pedro tem início entre a última semana do mês de julho ou na primeira semana do mês de agosto.
Na época do carnaval, acontece um dos melhores carnavais do Espírito Santo com os desfiles dos blocos de ruas que animam os foliões.
Um dos principais pontos turísticos de Mimoso do Sul são o mirante do Cristo Redentor, a Cachoeira das Graças, o pico dos Pontões (localizado no distrito de Conceição do Muqui) e a pedra Estrela d’Alva, onde, em dias claros, se avistam as praias de Marataízes.
Não há uma definição específica ou certeza para o nome do município. Acredita-se em algumas hipóteses, como por exemplo, a extensão de todo o vale onde caprichosamente foi fixado nossa vila. A bela visão do ponto de observação nas direções oeste e leste é encantadora. Simpáticas e arredondadas montanhas formam um gigantesco corredor, serpenteado por rios e riachos, caprichosamente coloridos por um tapete verde espelhado, principalmente nas manhãs ensolaradas, vindo da região do Belmonte. Um vale gracioso! Belo Mimoso!
Outro fato é relacionado a localização geográfica (Hemisfério Sul) em que todos os navegantes têm como referência a constelação do Cruzeiro do Sul, perfeitamente visível. Umas constelação localizada em um dos braços da cruz é intitulada “Mimosa” e não é de se espantar que homens, há centenas de anos tinham conhecimento astronômicos e se interessavam por geografia. Quem sabe algum pioneiro por aqui sabendo dessa informação pode ter dedicado a este vale uma homenagem a estrela? Há ainda outra evidência, pois na região existia algumas árvores da espécie Jacarandá Mimoso (esse originário da Argentina, Bolívia e Peru em partes do sul do Brasil) e de alguma forma foi espalhado por nossa região. “Jacarandá Mimoso” também pode ter alguma ligação com o nome da cidade.
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Muqui
Gentílico: Muquiense
Charmosa, histórica, cultural e linda, nossa cidade se encontra a 170 km da Capital: Vitória. Sua jornada começa por volta do final da década de 1840, com a chegada de imigrantes do Vale do Paraíba em busca de novas terras para a expansão da produção de café.
Com terreno próspero e clima propício para a agricultura, várias fazendas começaram a surgir. Nesse momento, Muqui recebeu o nome de “Arraial dos Lagartos”. Segundo histórias do senso comum, vários lagartos ficavam sob as pedras na região. Em 1901, com o intuito melhorar a logística no transporte de café para o Rio de Janeiro, a Linha Férrea Leopoldina chegou ao vilarejo, alavancando a economia local. Portanto, a Linha Férrea foi a responsável pelo desenvolvimento da produção de café, e consequentemente do povoado.
Em 22 de outubro de 1912, sob o nome de São João do Muquy, o então distrito foi elevado à condição de cidade, desmembrando-se do Município de Cachoeiro de Itapemirim.
No período compreendido entre 1920 e 1930, Muqui viveu fase de profundo desenvolvimento, em virtude da produção de café. No intuito de evidenciar poder, as famílias ricas construíram casas com características da cultura europeia, que naquele momento histórico; detinha a influência no mundo das artes. Essa ambiência arquitetônica representa até hoje, um dos espaços mais significativos da arquitetura eclética no Brasil.
O Tombamento do Sítio Histórico se deu em dois âmbitos. No Município, em 1999. E no Estado, em 2012, por meio da Resolução CEC Nº 002/2012. Atualmente Muqui representa 60% de todo o Patrimônio Histórico do Estado.
A cidade preserva, também, uma gama de patrimônio imaterial, abraçando as atividades folclóricas. Muqui é referência em Cultura Popular. Carnaval do Boi Pintadinho, Jaguará, Caxambu, Quadrilhas e Folias de Reis estão presentes no dia a dia do povo muquiense.
Com um carnaval animado pelos Bois desde 1970, a cidade conta com 22 grupos de Bois Pintadinhos, sendo dois deles Vacas – incluindo a Vaca Mocha, bloco composto apenas por mulheres – e Bois Mirins voltados para o público infantil. Os Jaguarás também são entes que constante estão presentes no carnaval do município.
Muqui sedia o maior e mais constante encontro de Folias do Brasil, segundo a Comissão Nacional de Folclore. Com início na década de 1950, Muqui manteve a tradição dos encontros anuais, realizados inicialmente na Região Sul Capixaba e posteriormente abrangendo outros Estados Brasileiros. No intuito de preservar a memória coletiva, o Encontro Nacional se deu de forma online durante os anos de 2020 e 2021, devido à pandemia do COVID-19. Em 2022, o 72º Encontro Nacional de Folias de Reis será realizado no formato presencial no dia 10 de dezembro.
Já o Caxambu, herança cultural afrodescendente, é uma linda expressão popular onde as pessoas cantam, dançam, entoam poesias e rimas ao som do tambor e de outros instrumentos. No “Morro do Querosene”, como é comumente conhecido na cidade, ou Bairro São Pedro; a Família Rosa organiza essas manifestações desde o período de 1850. O Caxambu de Muqui, que também pode ser chamado de jongo, batuque, corimá ou tambu, tem uma presença tão forte na comunidade que já foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) como Patrimônio do Brasil.
Até os dias atuais, a economia do Município gira ao redor da agricultura, com enfoque na produção de café de qualidade. Muqui detém, ainda, o título de Melhor Produtor de Café Conilon do País, encontrado no Sítio Grãos de Ouro (aberto a visitações junto a Rota turística da Morubia), eleito por mais de três mil pessoas durante o concurso Coffee of the Year 2019, em Belo Horizonte. A cidade ainda conta com o Café Especial “Pó de Mulheres”, produzido na comunidade rural de São Luiz, por um grupo feminino. Tais atividades são coordenada pela CAFESUL – Cooperativa dos Cafeicultores do Sul do Estado do Espírito Santo.
Na Fortaleza, comunidade rural do Município, a produção de milho crioulo foi resgatada e atualmente várias variedades locais foram cridas. Muqui integra a Rede Nacional de Milho Crioulo, e participa do estudo de novas sementes desde 1993.
Contando também com um fantástico Patrimônio Natural, integrando o Monumento Natural Estadual Serra das Torres; Maior Unidade de Conservação da Categoria Proteção Integral criada pelo Estado, Muqui abriga incríveis Roteiros Turísticos. Seguindo a “Rota da Morubia” é possível experimentar uma incrível viagem pelas belezas naturais ao pé da famosa “Pedra do Dragão”, visitar fazendas e casarios históricos, ter contato com o lindo artesanato local no Mercado Regional dos Vales e Café e saborear a culinária caseira com almoços ao ar livre e piqueniques.
Com os avanços das tecnologias, em 2012, nasce o FECIM – Festival de TV e Cinema. O evento, único dessa modalidade na Região Sul Capixaba, impulsiona a imagem do Município através de obras audiovisuais.
Muqui é o cenário perfeito para quem deseja viver o Patrimônio com a alegria do interior e construir novas histórias entre as ruas de paralelepípedos.
[fontes: sites das prefeituras, Câmaras municipais; Wikipédia]
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Informações sobre a Microrregião 5 – Central Sul
A microrregião Central Sul é composta por sete municípios, a saber: Castelo (36.930), Vargem Alta (19.563), Cachoeiro do Itapemirim (185.784), Muqui (13.745), Atílio Vivacqua (10.540), Apiacá (7.223) e Mimoso do Sul (24.475). A região ocupa 8,10% do território estadual e tem uma população de 298.260 habitantes (IBGE, 2022), o que representa cerca 8,5% da população total do estado. O município de Cachoeiro do Itapemirim tem grande influência na rede de cidades do sul do estado. A sua área de influência na rede de cidades do estado extrapola a própria microrregião, chegando a atingir alguns municípios mineiros e do norte fluminense.
O PIB da microrregião corresponde a 6,59% do PIB estadual. No tocante aos setores, destacam-se as atividades de serviços, com 63%, seguido pela indústria, com 21%, impostos líquidos de subsídios sobre produtos, com 11%, e, por fim, a agropecuária, com uma pequena participação de apenas 5%. Trata-se de uma das cadeias produtivas mais completas do Espírito Santo, inclusive com a produção de equipamentos e acessórios para a extração e o beneficiamento das rochas. O PIB per capita da microrregião Central Sul é de R$ 20.911,80, sendo que o estado do Espírito Santo apresenta um PIB per capita de R$ 27.487,45. O PIB per capita pode ser desagregado por município, destacando-se o município de Castelo com maior PIB entre os municípios da região, com R$ 23.339,54, e em segundo lugar, Cachoeiro de Itapemirim, com R$ 22.904,87. O município de Muqui apresenta o menor PIB per capita da região, com R$ 10.783,05.
A receita líquida da microrregião Central Sul é de R$ 2.016,70, sendo que a receita líquida do Espírito Santo é de R$ 2.524,19. Se considerado o contexto dos municípios que compõem a microrregião, o município de Apiacá é o que apresenta a maior receita líquida per capita, com R$ 3.401,83, seguido pelo município de Atílio Vivacqua (R$ 2.653,70). O maior Índice Firjan de Emprego e Renda da microrregião é do município de Cachoeiro do Itapemirim, com 0,623, seguido pelos municípios de Castelo e Atílio Vivacqua, com 0,550 e 0,489, respectivamente. Mesmo sendo considerado um município de influência regional, Cachoeiro do Itapemirim apresenta a mais baixa receita líquida per capita da região: R$ 1.804,32. Vale ressaltar que o município de Muqui apresenta o menor PIB per capita (R$ 10.783,05) e o menor Índice Firjan de Emprego e Renda (0,271) dentre os municípios da microrregião Central Sul.
A maioria dos municípios da microrregião Central Sul apresenta Índice Firjan de Saúde na categoria alto desenvolvimento (de 0,8 a 1), sendo eles: Muqui (0,909), Castelo (0,902), Atílio Vivacqua (0,837), Mimoso do Sul (0,827) e Cachoeiro do Itapemirim (0,811). Os demais municípios, Apiacá (0,773) e Vargem Alta (0,773), apresentam índices moderados de desenvolvimento (de 0,6 a 0,8). O maior Índice Firjan de Educação é do município de Cachoeiro de Itapemirim, com 0,868, seguido pelos municípios de Castelo e Atílio Vivacqua, respectivamente com 0,860 e 0,845. Os demais municípios da Central Sul também apresentam alto índice de desenvolvimento (de 0,8 a 1,0), com exceção do município de Apiacá, com índice de 0,773, considerado moderado (de 0,6 a 0,8).
O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) mensura o desenvolvimento humano com base em três dimensões – longevidade, escolaridade e renda. O IDHM do Espírito Santo é de 0,740, considerado de alto desenvolvimento humano. A maior parte dos municípios que compõe a microrregião Central Sul apresenta índices próximos a 0,7, o que revela um IDHM de médio a alto desenvolvimento. O município de Cachoeiro do Itapemirim apresenta o maior IDHM da microrregião, com 0,746, seguido por Castelo e Atílio Vivacqua, com 0,726 e 0,708, respectivamente. Portanto, os três municípios são classificados como de alto desenvolvimento humano. O Índice de Vulnerabilidade Social (IVS) é mensurado com base em três dimensões: Infraestrutura Urbana, Capital Humano e Renda e Trabalho.
O indicador auxilia no enfrentamento das desigualdades e oportunidades. O Espírito Santo apresenta um IVS baixo, de 0,274, o que significa dizer que o estado apresenta baixa vulnerabilidade. Da mesma forma, todos os municípios que compõem a Central Sul apresentam IVS baixo (de 0,200 a 0,300), com índices que variam entre 0,199 a 0,283, o que indica baixa vulnerabilidade. O IVS mais baixo é o do município de Castelo, com 0,199, e o mais alto é o do município de Mimoso do Sul, com 0,283. mesma forma, todos os municípios que compõem a Central Sul apresentam IVS baixo (de 0,200 a 0,300), com índices que variam entre 0,199 a 0,283, o que indica baixa vulnerabilidade. O IVS mais baixo é o do município de Castelo, com 0,199, e o mais alto é o do município de Mimoso do Sul, com 0,283.
Quanto ao atendimento dos serviços básicos na microrregião, foram considerados três serviços básicos: abastecimento de água por rede pública, coleta de lixo e coleta de esgoto. Os serviços básicos ainda não estão universalizados na microrregião Central Sul, sendo o abastecimento de água com percentual de 78% de cobertura, a coleta de lixo com 85%, e a coleta de esgoto com 72% da microrregião atendida. Em relação aos serviços de saneamento nos municípios, observa-se que o município de Cachoeiro de Itapemirim apresenta a maior cobertura da microrregião: abastecimento de água por rede pública, com 92,10%; coleta de lixo, com 95,07%; e coleta de esgoto, com 88,82%. Quanto aos menores percentuais de cobertura dos três serviços de saneamento, temos: Vargem Alta, com 37,07% no abastecimento de água por rede pública; Mimoso do Sul, com 44,67% na coleta de lixo; e Vargem Alta, com apenas 3,17% na coleta de esgoto.
[fontes: IJSN, com dados de população atualizados com dados do IBGE 2022]