Desde a eleição do presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), o Espírito Santo vive um boom no número de armas de fogo registradas legalmente. O chefe do Executivo federal adotou uma política de flexibilização do acesso a armas, que beneficia, principalmente, os CACs (colecionadores de armas, atiradores e caçadores). Mas eles querem mais. A estratégia da Associação Proarmas, que representa os armamentistas, é formar uma bancada no Congresso Nacional, que vai além da "bancada da bala", esta integrada, sobretudo, por policiais. Com o poder das cadeiras no Legislativo, a ideia é a ampliar o número de armas em circulação no país, com a revogação do Estatuto do Desarmamento, lei em vigor desde 2003, por exemplo. Estão de olho, também, nas Assembleias Legislativas, para tornar a atuação das polícias mais simpática aos atiradores. No Espírito Santo, a Proarmas apoia o ex-deputado federal Carlos Manato e o ex-senador Magno Malta, para o governo e para o Senado, respectivamente. Os dois são do mesmo partido de Bolsonaro. O PL tem ainda a candidatura de Roger Monteiro, coordenador local licenciado da Proarmas, que quer ser deputado estadual. Para a Câmara dos Deputados, de acordo com Monteiro, o escolhido é o médico Leonardo Lessa (Republicanos). A associação chegou a endossar o nome do vereador de Vila Velha Devanir Ferreira, da mesma legenda, mas agora chancela Lessa. E pode trabalhar ainda pela eleição de um candidato do PL à Câmara dos Deputados, o que está em análise. No dia em que Manato anunciou o vice na chapa, o empresário Bruno Lourenço (PTB), Roger Monteiro se fez presente. Ouça a análise da comentarista Letícia Gonçalves.
CBN e a Política - 09-08-22