O senador Fabiano Contarato, líder do PT no Senado, assinou o requerimento de Soraya Thronicke (União Brasil-MS) para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) com o objetivo de apurar "a responsabilidade pelos atos antidemocráticos e terroristas praticados no dia 8 de janeiro de 2023 por um grupo de pessoas que invadiu e depredou os prédios do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal e do Palácio do Planalto". Ao todo, 47 senadores apoiaram a iniciativa. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ressaltou, no último dia 10, que a CPI somente pode ser instalada em fevereiro, quando começa a nova legislatura.
No dia 12 de janeiro, Contarato foi enfático. "Assinei pedido de CPI p/ investigar e responsabilizar duramente autores e financiadores dos crimes de terrorismo, associação criminosa, atentado contra o Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, incitação a crime e outros cometidos pela extrema-direita bolsonarista", escreveu, no Twitter. Em entrevista à jornalista Letícia Gonçalves na segunda-feira (23), entretanto, o senador avaliou que a comissão não é mais necessária, uma vez que há investigações em curso por parte de instituições como a Polícia Federal e o Ministério Público. Ele afirmou que não mudou de ideia. E sim que o contexto mudou.
"Naquele momento era necessária a coleta de assinaturas. Agora é outro momento. As instituições já estão atuando para penalizar e responsabilizar essas pessoas por crimes contra o Estado Democrático de Direito". "O objetivo de uma CPI é apurar um fato diante da omissão do Estado brasileiro. Cito como exemplo a CPI da Covid. O Ministério Público não atuou, a Polícia Federal não atuou. O Executivo deixou as pessoas sem vacina e sem oxigênio, em Manaus. Mas agora qual seria a omissão? Qual seria a apatia do Estado brasileiro? Não há", complementou. A comentarista trata do assunto nesta edição do "CBN e a Política". Ouça a conversa completa!
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