Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Com que moral alguém que frauda diploma vai educar?
Opinião da Gazeta

Com que moral alguém que frauda diploma vai educar?

As constantes farsas acendem um alerta sobre a qualificação dos profissionais a quem estamos entregando a educação de nossos alunos

Publicado em 26 de Julho de 2018 às 13:39

Públicado em 

26 jul 2018 às 13:39

Colunista

Além de lidar com a queda nos investimentos na casa dos milhões nos últimos anos, como mostrou reportagem deste jornal na última quarta-feira (25), o sistema educacional no Espírito Santo também está lidando com um inimigo pernicioso: um esquema de uso de diplomas falsos por professores.
Poucos dias depois de a Prefeitura da Serra demitir 300 profissionais que apresentaram certificados inválidos, ontem foi a vez da Operação Mestre Oculto, do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), desbaratar um sistema fraudulento no Norte do Estado. Duas pessoas foram detidas em Rio Bananal e outras duas em Linhares, mas isso é só a ponta do iceberg. Pelo menos 150 pessoas que usaram diplomas falsos foram identificadas. A promotoria de Justiça de Rio Bananal confirmou que o esquema é muito maior e que as investigações vão continuar.
Neste ano, outros nove casos foram identificados em contratações da Prefeitura de Cariacica e da Secretaria de Estado da Educação (Sedu). Na Serra, o caso mais grave até aqui, a média de demissões foi de quase 50 professores por mês. Nem todos, cabe ressaltar, são criminosos. Há indícios de que alguns educadores foram eles mesmos vítimas de fraudes, pois pagaram por cursos em instituições que se vendiam como idôneas, mas não eram reconhecidas pelo Ministério da Educação (MEC).
As constantes farsas acendem um alerta sobre a qualificação dos profissionais a quem estamos entregando a educação de nossos alunos. Além da atuação diligente do Ministério Público e da Polícia Civil, prefeituras e governo do Estado devem enrijecer o controle nas contratações. É inadmissível que para angariar uma vantagem pessoal – o emprego –, alguém prejudique a formação de centenas de crianças e adolescentes. Com que moral vai educar?

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
20 concursos e seleções com salários de até R$ 13 mil; veja vagas
Imagem de destaque
PF mira pessoas e empresas suspeitas de caixa 2 nas eleições na Serra
Atriz Alanis Guillen e a ex-namorada, a produtora Giovanna Reis
Após medida protetiva de atriz, entenda Lei Maria da Penha para casais homoafetivos

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados