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Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica aqui, diariamente, informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Rizk quer erguer nova sede para OAB

Publicado em 01/06/2019 às 21h01
José Carlos Rizk Filho, presidente da OAB-ES. Crédito: Amarildo
José Carlos Rizk Filho, presidente da OAB-ES. Crédito: Amarildo

Completados cinco meses de trabalho na presidência da Ordem dos Advogados do Brasil no Espírito Santo (OAB-ES), o advogado José Carlos Rizk Filho cultiva um plano audacioso, externado em primeira mão para a coluna, na última quinta-feira: quer construir uma nova sede para a OAB-ES durante o seu mandato.

Atenção: não se trata apenas de mudar a sede para outro espaço ou alugar imóvel já existente. O sonho de Rizk é, de fato, erguer um novo edifício para sediar a seccional capixaba da OAB, a partir da estaca zero.

Hoje (e há muitos e muitos anos), a sede da OAB-ES fica em um antigo prédio no Centro de Vitória. A entidade ocupa três andares, de sua propriedade, no Edifício Ricamar, situado na Rua Alberto de Oliveira Santos. De acordo com o presidente, além de pouco acessível, o endereço é muito escondido, o que leva muitos advogados, inclusive, a evitarem frequentar a sede após determinada hora.

Ainda segundo Rizk, a sede da OAB-ES é considerada a pior entre todas as seccionais estaduais da Ordem. Ele assegura que essa não é apenas sua opinião pessoal, mas um fato atestado até por integrantes do Conselho Federal. “O tesoureiro nacional da OAB, José Augusto Araújo de Noronha, foi claro: o Espírito Santo tem a pior sede estrutural do Brasil”, ressalta o sucessor de Homero Mafra.

“Aqui em Vitória, a Ordem sofre muito de falta de visibilidade. Infelizmente eu estou escondido aqui. É um prédio velho aqui no Centro de Vitória. Quando eu viajo, vejo outras seccionais da Ordem com prédios (voltados) para as ruas, com diálogo com os cidadãos. Eu me sinto às vezes escondido. E a classe também se queixa da falta de acessibilidade.”

Rizk chega a se entusiasmar ao explicar o seu projeto. Perguntamos a ele se pretende mesmo inaugurar uma outra sede. “É um grande sonho meu. Fiquei até arrepiado com a sua pergunta (risos). Isso está em estudo. Não foi uma promessa de campanha, é bom que se diga isso...” De fato, não foi. “Mas, ao me instalar aqui, senti que eu estou distante, que estou encastelado. Faço eventos aqui às 20h, às 21h, e sinto que a advocacia tem medo de vir aqui. Advogadas saem daqui com medo. É uma rua erma. Então preciso ficar mais próximo da nossa classe”, explica ele.

E dinheiro para isso? Aí, conforme explicação de Rizk, é preciso ter em mente que estamos falando de dois momentos. No primeiro passo, a OAB-ES precisa obter um lote para construir a nova sede; o segundo é a construção propriamente dita.

O imóvel, prossegue o presidente, pode ser comprado pela OAB-ES ou quem sabe obtido por meio de doação. Nos dois casos, ele já está se mexendo para tirar o sonho do papel. Diz que não necessariamente a OAB-ES precisa sair do Centro, mas deixa claro que sua preferência pessoal é se mudar para outra área da cidade – ele cita Bento Ferreira ou Enseada do Suá, embora ressalve os altos preços dessa última. No caso de doação, Rizk vislumbra a possibilidade de parceria ou com a Prefeitura de Vitória ou com o governo do Estado. Para isso, já abriu conversas com Renato Casagrande (PSB). O governador o encaminhou para a secretária estadual de Gestão e Recursos Humanos, Lenise Loureiro (PPS), a “dona da chave” dos imóveis pertencentes ao governo.

Fiel à linha seguida por ela desde os tempos em que chefiava a Secretaria de Desenvolvimento da Cidade de Vitória, Lenise aposta na revitalização do Centro. Por isso não gostaria que a OAB-ES saísse do bairro. “Já nos falamos. Ela não quer que eu saia do Centro. Mas eu falei que vou sair, ela querendo ou não (risos).”

Já para financiar a execução da obra, não há previsão de recursos para dar início à empreitada no orçamento da seção estadual. Por outro lado, Rizk tem conversas encaminhadas com o Conselho Federal. Há boas chances, garante, de a OAB-ES conseguir um repasse substancial para a execução do projeto, sem contrapartida financeira por parte da seccional capixaba. “Hoje é um sonho, por causa do custo elevado, e não temos caixa próprio para isso este ano. Mas a OAB federal nos cede (o valor) para a construção. Talvez seja até uma estratégia deles pedir que eu arrume o terreno, e eles fazem o prédio. Aí tenho o desafio de achar o terreno. Politicamente, já tenho deles o compromisso de que vão nos repassar o valor para a obra, sem ônus. Existe um fundo específico para isso, de R$ 40 milhões. E eles já priorizaram a sede do Espírito Santo porque, volto a dizer, é a pior do Brasil. Esse compromisso político é público. Não é papo de gaveta.”

Sem trocadilho, há entraves de ordem financeira. Mas a disposição política existe. A conferir se Rizk conseguirá transformar seu sonho em realidade. E se a advocacia capixaba sonhará esse sonho com ele.

República de Aracruz

O jornalista Danilo Sergio Salvadeo foi nomeado pelo presidente da Assembleia, Erick Musso (PRB), na última quinta-feira, para exercer o cargo comissionado de chefe de Comunicação Social da Presidência da Casa. Desde 1993, ele é dono de um jornal de circulação semanal em Aracruz, reduto político de Erick. Salvadeo já estava na Assembleia. Desde março de 2017, um mês após a chegada de Erick à presidência, era coordenador especial de Cerimonial.

República de Aracruz 2

Também indicado por Erick, o procurador-geral da Assembleia, Rafael Teixeira de Freitas, foi procurador da Câmara de Aracruz entre 2014 e 2015, biênio em que Erick foi vereador da cidade.

The Carlinis

A família do vereador Ivan Carlini (DEM) é maior do que o tempo que ele leva na presidência da Câmara de Vila Velha. E seus parentes estão mais espalhados pelo poder público capixaba do que a água pelas ruas da cidade quando chove. Nesta semana, descobrimos mais dois.

The Carlinis 2

Casada com um sobrinho de Dom Ivan (como o próprio confirma), Loyana Carlini entrou na Assembleia em março de 2015, como assessora da Comissão de Cidadania, por indicação do então deputado Nunes (PT). Então presidente do colegiado, Nunes também é da Grande Cobilândia, informa Ivan. Desde abril deste ano, Loyana é assessora da Secretaria de Gestão de Pessoas. Ganha R$ 3,3 mil.

The Carlinis 3

Sobrinho de Dom Ivan, Bruno Figueiredo Carlini é “faz-tudo” de Euclério Sampaio (sem partido), confirma o próprio deputado. Ele foi admitido em março de 2013 e hoje é assessor da Comissão de Finanças, presidida por Euclério. Remuneração líquida: R$ 5,3 mil.

Irmãos Peçanha

Falando em Euclério, desde novembro de 2018, o servidor André Peçanha é assistente de gabinete do deputado, com salário de R$ 3,1 mil. Ele é irmão do prefeito de Itapemirim, Thiago Peçanha. Na última segunda-feira, Euclério fez duro pronunciamento da tribuna contra os vereadores que abriram CPI contra o prefeito e tentaram afastá-lo do cargo.

De Peçanha a Campanha

Atual subsecretário da Casa Civil e aliado histórico do governador Renato Casagrande (PSB), Fernando Campanha (PSB) foi assistente de gabinete de Euclério durante o mandato passado inteiro, de 2015 a 2018. Durante a maior parte do último governo Paulo Hartung, Euclério foi da oposição. Agora, apoia a administração de Casagrande.

Amanhã de manhã

O presidente da Câmara de Vitória, Cleber Felix (PP), vai servir um café para vários políticos diretamente interessados, como ele, na próxima disputa a prefeito de Vitória. Confirmaram presença à coluna: os deputados estaduais Sergio Majeski (PSB) e Lorenzo Pazolini (sem partido) e os vereadores Sandro Parrini (PDT), Neuzinha (PSDB), Roberto Martins (PTB) e Mazinho dos Anjos (PSD). O deputado federal Amaro Neto (PRB) disse não saber se marcará presença.

Ele não...

Quem chama a atenção, pela ausência na lista, é o deputado estadual Fabrício Gandini (PPS), pré-candidato pelo grupo do prefeito Luciano Rezende (PPS).

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