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Vitor Vogas

Pazolini se anima a ser prefeito de Vitória

Se resolver entrar mesmo nessa disputa, Pazolini pode ter uma boa velocidade de arranque, com o bom capital político que conseguiu reunir logo em seu ingresso na política

Publicado em 02 de Abril de 2019 às 01:33

Públicado em 

02 abr 2019 às 01:33
Vitor Vogas

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Vitor Vogas Vitor Vogas
Charge Crédito: Amarildo
Político de primeiro mandato, o deputado estadual Lorenzo Pazolini está gostando cada vez mais da ideia de ser candidato a prefeito de Vitória em 2020 – ideia essa que não para de ser soprada nos ouvidos dele por aliados.
Se resolver entrar mesmo nessa disputa, Pazolini pode ter uma boa velocidade de arranque, com o bom capital político que conseguiu reunir logo em seu ingresso na política. Na primeira eleição do ex-chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, no ano passado, ele mostrou que larga forte: no geral, foi o 2º candidato a deputado estadual mais votado, com 43.293 votos. Só ficou atrás de Sergio Majeski (PSB), que passou dos 47 mil votos. Especificamente em Vitória, Pazolini foi o 3º mais votado, com quase 10 mil votos.
Pazolini se elegeu pelo modesto Partido Republicano Progressista (PRP), dentro da coligação de Renato Casagrande (PSB). Em âmbito nacional, o PRP não superou a cláusula de barreira. Para sobreviver, fundiu-se ao Patriota. A fusão é um dos casos excepcionais em que um deputado pode se desfiliar da sigla pela qual se elegeu sem risco de perder o mandato. Aproveitando o ensejo, o delegado pulou fora. Agora, seu passe está livre e se tornou o mais cobiçado no mercado político capixaba.
Pazolini admite já ter recebido convites de muitas siglas para se filiar. Via de regra, a proposta de filiação vem acompanhada do oferecimento de legenda para ele concorrer à prefeitura. “Não vou ser leviano. Recebi muitas propostas e estou conversando com muitos partidos”, conta ele.
“Eu não planejava isso. Me preparei para estar aqui [no Legislativo]. Não sou do mundo político. Estou aqui para aprender. Não sei por quê, mas realmente surgiram os convites. Não respondi e estou avaliando com muita sinceridade, mas com muita felicidade e humildade por ser lembrado”, completa.
Cauteloso, o deputado prefere não declinar os partidos que o convidaram. Mas um deles (e dos graúdos!) não é mistério algum. Na convenção do PSDB de Vitória no último domingo, Pazolini marcou presença e ouviu convites feitos publicamente pelo atual presidente estadual do partido, César Colnago, e pelo provável sucessor de Colnago na direção estadual da legenda, o também deputado estadual Vandinho Leite – com quem Pazolini, por sinal, tem excelente relação política.
O convite de filiação feito pelos tucanos também vem com o projeto de lançamento de Pazolini na eleição a prefeito de Vitória. Mais que se reerguer, o PSDB precisa se reciclar. Para isso, necessita de caras novas. Esse encontro pode ser o da fome com a vontade de comer.
Enquanto isso, também a fim de se distinguir, Pazolini tem buscado dar demonstrações de independência em plenário. Mesmo considerando-se integrante da base de Casagrande – o que ele reafirmou ontem à coluna –, o deputado tem feito críticas pontuais ao governo. Na semana passada, reclamou de falhas na articulação política por parte da Casa Civil. Ontem, criticou duramente o governo por não discutir com os deputados o programa Estado Presente. Foi rebatido pelo líder do governo, Enivaldo dos Anjos (PSD).
Pazolini rechaça que ele queira se deslocar da base e que isso faça parte de uma estratégia. “Não estou me deslocando. Tenho muito respeito e consideração pelo governador e sua equipe. Mas não tenho compromisso com o erro. E é o que tento fazer no meu mandato.”

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

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