Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Vitor Vogas

O PT parece fazer questão de ser o velho PT

Cenário atual seria propício a uma reorganização do partido, mas o PT parece fazer questão de continuar sendo o velho PT

Publicado em 10 de Maio de 2019 às 01:53

Públicado em 

10 mai 2019 às 01:53
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Charge Crédito: Amarildo
Vinícius Valfré - interino
Para fazer oposição ao governo Bolsonaro não são necessárias formulações profundas. O presidente abastece com pedras as bancadas antibolsonaristas por conta própria. O cenário seria propício a uma reorganização do PT em busca da remoção de desgastes e da retomada da relevância. A imposição de um forte ritmo positivo pelo governo federal na largada empurraria o partido ainda mais em direção ao limbo. Mas o PT parece fazer questão de continuar sendo o velho PT.
Virar a página exigiria deixar de lado a defesa cega ao ex-presidente Lula, o que é impensável. Enquanto isso, a agremiação segue (sem ironia) presa à própria realidade. A entrevista coletiva concedida ontem, em Vitória, pelo ex-presidenciável Fernando Haddad apresentou alguns indícios nesse sentido.
Perguntado sobre como reerguer o partido no Espírito Santo – em péssima fase eleitoral – Haddad ofereceu a gestão do ex-prefeito João Coser como case de sucesso. Mas o mandato de Coser em Vitória acabou em 2012. De lá para cá, o partido perdeu a Grande Vitória, cumpriu tabela em duas eleições para o governo, encolheu bancadas, foi preterido.
A maneira como a mesa de Haddad foi composta para a entrevista também disse bastante: Jackeline Rocha, novata lançada na fogueira da eleição ao Palácio Anchieta no ano passado; José Carlos Nunes, ex-deputado estadual por um mandato que não conseguiu a reeleição; Coser, que acumula duas derrotas eleitorais maiúsculas, ao Senado e à Câmara; Iriny Lopes, que até um dia desse era ministra de Estado e hoje tenta se encontrar na Assembleia Legislativa; e Helder Salomão, a maior aposta do partido para a eleição municipal, mas que pode ter mais a perder do que a ganhar na disputa em Cariacica. Ali estava o melhor que o PT pode oferecer neste momento.
O retrato nacional também é velho. Insistem na ladainha da injustiça contra o líder máximo, da perseguição aos defensores dos pobres e de uma pregação sobre o que deveria ser a agenda prioritária – mesmo que Lula e Dilma, quando puderam, não tenham tocado no assunto.
Com uma reflexão de alguém que já aprendeu que é hora de alguma chacolhada, Haddad saiu-se com esta: “a generosidade tem que imperar sobre projetos pessoais. Tem que pegar a pessoa mais bem posicionada, com condições de comunicar uma ideia transformadora e dar palanque”. O professor Haddad precisa ensinar a lição ao partido inteiro.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
Meritíssima, escravidão é o povo pagar seus privilégios!
Fernanda Queiroz, apresentadora da CBN Vitória
CBN Vitória celebra 30 anos com programa "Fim de Expediente" ao vivo da Rede Gazeta
Imagem de destaque
Canhão de caça e fuzil estão entre as onze armas apreendidas por dia no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados