O deputado estadual Marcelo Santos (PDT) quer ser oficialmente reconhecido pelo Estado brasileiro como filho adotivo de Aloízio Santos, que foi prefeito de Cariacica e morreu em 2007. Marcelo foi criado por Aloízio e sua mulher, dona Alice Coutinho, mas não tem a filiação reconhecida em seus papéis. Ele deu entrada na Justiça com pedido de adoção socioafetiva pós-morte.
“É notório que sou filho dele. Quero fazer constar na minha história a importância do Aloízio na minha vida. É uma questão muito mais afetiva e é justiça fazer isso por ele, porque foi ele quem me criou, me deu todas as oportunidades na vida, mas não tenho o nome dele nos meus documentos.”
Nascido em 1970, Marcelo perdeu a mãe no parto. Seu pai biológico não o quis. Na identidade, consta o nome da mãe biológica, Alaidia, e pai “não declarado”. Nos primeiros meses, Marcelo foi criado pelos avós maternos. Porém, muito pobres, eles não puderam continuar cuidando do neto.
Seu avô, então, entregou-o aos cuidados de Aloízio, então recém-casado com Alice, irmã de Alaidia (tia biológica de Marcelo, portanto).
“Não conheci meus pais. Conheci Aloízio e Alice como meu pai e minha mãe”. Hoje com 49 anos, Marcelo tem cinco irmãos de consideração, sendo o mais velho dos seis.
EM NOME DO PAI
Em 2007, Marcelo conseguiu alterar legalmente o seu nome civil, incorporando o sobrenome Santos. Segundo o deputado, ele foi notificado da decisão que acolheu seu pedido no dia do velório de Aloízio Santos, em novembro de 2007.
Legalmente, Marcelo foi tutelado, e não adotado, por Aloízio Santos. Agora, ele quer mudar isso.