O senador Ricardo Ferraço (PSDB) conversou nesta quinta-feira (14) com Casagrande, no gabinete do governador. Da mesma conversa participou o deputado estadual Vandinho Leite, candidato à presidência estadual do PSDB. Ferraço tem sido um conselheiro e um articulador entre a bancada tucana na Assembleia e o governo Casagrande. A convite de Casagrande, tem participado de reuniões do governador com deputados tucanos.
Gilson Daniel
Na assinatura do projeto que cria o Programa de Integridade do governo estadual, chamou atenção o prestígio dado por Casagrande a Gilson Daniel (Pode), futuro presidente da Amunes. O prefeito de Viana se sentou à esquerda de Casagrande, à cabeceira da mesa de autoridades. E foi chamado pelo governador para também assinar o projeto, simbolicamente, “para incentivar os prefeitos a seguirem o exemplo”.
Posse antecipada
Na próxima terça-feira, Casagrande deve ir de novo a Brasília e está tentando marcar audiência com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles (Novo). Se a audiência for marcada, Gilson Daniel acompanhará o governador. O assunto interessa a prefeitos capixabas: negociação de dívidas de prefeituras multadas pelo Ibama. As multas são relacionadas a resíduos sólidos e estão vinculadas ao CPF dos prefeitos devedores. Ou seja, antes mesmo de assumir, Gilson já está agindo (e sendo tratado) como presidente da Amunes.
Trio socialista
Sergio Majeski, Davi Esmael e Sérgio de Sá se reuniram ontem. O tema: lançamento de candidatura própria do PSB, partido do trio, a prefeito de Vitória em 2020. Os três são cotados.
Não é não
Casagrande jogou a pá de cal: não há chance de o governo incluir promoção por tempo de serviço no novo projeto de lei de promoções para PMs. “Não há margem para negociação nesse ponto.”
Lavou as mãos
Casagrande diz ter conversado com o presidente do Tribunal de Contas do Estado, Sérgio Aboudib, sobre o projeto do TCES que institui o pagamento de bônus por produtividade aos servidores do tribunal. Na segunda, Casagrande manifestou preocupação com a criação de despesas. Aboudib defendeu o projeto. Perguntamos a Casagrande se Aboudib o convenceu. “Cabe a ele agora fazer o trabalho de convencimento dos parlamentares na Assembleia Legislativa”, esquivou-se o governador. Traduzindo: não pôs a mão no fogo, mas liberou a sua base.