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Vitor Vogas

Com apoio de novatos, Erick Musso será reeleito na Assembleia

Presidência da Casa deve ficar como já está

Publicado em 04 de Janeiro de 2019 às 10:48

Públicado em 

04 jan 2019 às 10:48
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

O atual presidente da Assembleia Legislativa, Erick Musso (PRB), está virtualmente reeleito para o cargo. A eleição só ocorrerá no dia 1º de fevereiro, quando tomarão posse os 30 deputados estaduais eleitos em outubro. Mas a recondução à presidência já está no colo de Musso, que, ao que tudo indica, encabeçará um chapão de consenso. Ou seja, não haverá disputa.
A primeira questão é matemática. Musso hoje já conta com mais da metade dos votos necessários para sua permanência no comando da Assembleia por mais um biênio.
Nas eleições gerais de outubro, a composição do plenário sofreu uma renovação considerável. Dos 30 deputados que farão parte da próxima legislatura, só 15 foram reeleitos. A outra metade é formada por deputados que não faziam parte da Assembleia – os “novatos”.
Entre os 15 reeleitos, Musso conta com apoio de quase todos. Mas esses não lhe garantem a maioria dos 30 votos, certo? Certo. Para isso, ele precisa garantir o apoio de pelo menos alguns novatos. E é aí que está o xis da questão: pelo andar da carruagem, Musso poderá contar com o apoio não de poucos, mas de um bom número de novatos. Reservadamente, alguns deles já admitem isso.
Dos 15 novatos, 14 (exceto Iriny Lopes, do PT) têm realizado desde novembro uma série de reuniões para unirem forças e aumentarem o próprio capital político nas discussões visando à eleição da Mesa e à partilha dos postos estratégicos nas comissões temáticas da Assembleia. É o chamado “bloco dos novatos”, que nesta quinta-feira (03) se reuniu mais uma vez num popular restaurante de Jardim Camburi.
Se quisessem, esses novatos até teriam força numérica e um “capital político inicial” para lançar chapa própria completa à Mesa Diretora, fazendo frente a quem já está lá. Mas é aí que reside o segundo ponto-chave desta análise: eles não querem lançar chapa própria. E mais: não pleiteiam a presidência da Mesa, como admitem alguns deles, sob anonimato.
Em conversa com a coluna, alguns desses novatos repetem palavras como “isonomia”, “equilíbrio” e “paridade” em relação aos deputados reeleitos. O que eles querem mesmo é que a distribuição de espaços cobiçados na Assembleia (são muitos) reflita a renovação que saiu das urnas em outubro. De modo mais específico, o que querem de verdade é ocupar os cargos de 1º e 2º secretários da Mesa e a presidência de algumas comissões. Quanto à presidência da Mesa, não se opõem a que ela fique com Musso. Isso tudo já está pactuado nos bastidores. Tudo caminha para uma chapa de consenso entre quem chega e quem continua, viabilizando essa composição.
A preço de hoje, então, a próxima Mesa terá Musso na presidência, ladeado por dois novatos nas duas secretarias.
“Hoje está muito para o Erick”, confirma um novato. “Até porque ele é muito bem-visto entre os novos. Se fosse um antigo que tivesse resistência dos novos, nós até teríamos número de deputados para fazer um enfrentamento. Mas não é o caso. Erick passa bem entre os novos.”
Então vamos lá: Erick Musso quer ser reeleito presidente? Quer. Ele pode? Pode. Tem o apoio de reeleitos como ele? Tem. E de parte dos novatos? Também.
O que lhe falta, então? A bênção de Casagrande. Mas essa será dada a seu tempo. Conforme apuramos, o nome de Musso também “passa bem” pelo governador e sua equipe, que trabalharão, a partir deste fim de semana, justamente para viabilizar um chapão consensual.
Não falta mais nada para Erick Musso.
70% ou mais
Segundo o deputado Enivaldo dos Anjos (PSD), um dos principais apoiadores e articuladores da reeleição de Musso, o atual presidente hoje já conta com o apoio de 21 dos 30 deputados eleitos. Sob sigilo, um dos novatos reconhece que o número pode até ser superior.
Tranquilidade
Para aliados de Musso, ele tem um perfil agregador e pacificador que agrada a Casagrande. Mais do que agradar, é um perfil que convém muito ao governador neste início de mandato. Representaria menos risco, por exemplo, do que a volta de Theodorico Ferraço (DEM), hoje aliado de Casagrande, mas de temperamento imprevisível.
Ouviu e deixou falar
Entre 2017 e 2018, o trio de deputados socialistas formado por Majeski, Freitas e Bruno Lamas se revezou na tribuna para bater no governo Paulo Hartung. Isso sem falar em Da Vitória (PPS). Erick Musso jamais lhes cerceou a palavra.
PSL em bloco com Musso
Segundo o presidente do PSL, Carlos Manato, a bancada do partido (a maior da futura Assembleia, formada por quatro deputados) vai votar em bloco. Provavelmente, em Erick Musso. “Está tudo caminhando para o Erick.” Torino Marques pode beliscar a 1ª vice-presidência.
“Olha eu aqui!”
Em seu discurso na posse de Casagrande na Assembleia, na última terça, Musso fez um senhor aceno a Casagrande, equivalente a um “tô aqui, conte comigo!”. “Somos uma mesma orquestra”, afirmou, sobre o Executivo e o Legislativo. E defendeu que a próxima Mesa Diretora “esteja alinhada ao Palácio Anchieta”.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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