Pela primeira vez, o governador
Renato Casagrande fez uma fala enfática em defesa do deputado estadual
Sergio Majeski, do seu partido, o
PSB, no caso em que o procurador-geral de Justiça,
Eder Pontes, cogita ingressar com ação penal contra Majeski na Justiça por crime contra a honra, em razão de críticas feitas pelo deputado a um projeto do
Ministério Público Estadual (MPES).
Para Casagrande, “o parlamentar é inviolável na sua manifestação.”
“Primeiro, é preciso respeitar as instituições, tanto a Assembleia como o Ministério Público. O Ministério Público tem que tomar a decisão que achar que deverá tomar. E o parlamentar é inviolável na sua manifestação. Acho que, se o Ministério Público se sentiu ofendido, é natural que ele possa entrar. Mas o parlamentar também tem o direito de se expressar.”
Segundo Casagrande, são situações bem diferentes.
“O parlamentar tem o direito de se expressar politicamente. Outros tipos de pronunciamento que levam à indução de um rompimento legal têm diferença nisso que estou falando.”
No dia 17 de julho, em entrevista ao “Bom Dia ES”, Majeski criticou o projeto de autoria de Eder Pontes, aprovado na véspera na Assembleia Legislativa,
que permitiu ao MPES criar até 307 cargos comissionados. Disse que a aprovação teria sido uma “troca de gentilezas” entre as cúpulas da Assembleia e do MPES.
Tanto Majeski como Assumção respondem a processos por possível quebra de decoro parlamentar no âmbito da Corregedoria da Assembleia. O de Majeski, assinado por um cidadão de nome desconhecido, foi encaminhado pelo MPES. Sobre a fala de Assumção, o MPES, pelo que consta, não tomou nenhuma providência legal até o momento.