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Virgínia Pelles

Coisas incríveis acontecem quando as mulheres se unem

Somos fortes o suficiente para levantar e nos unir pela compaixão que temos, com a infinita capacidade de amar, mesmo em meio às decepções

Publicado em 08 de Março de 2019 às 18:02

Públicado em 

08 mar 2019 às 18:02
Virgínia Pelles

Colunista

Virgínia Pelles

Crédito: Carlos Alberto Silva
Paradoxal... em meio a tantos casos de feminicídio, está sendo celebrado o Dia Internacional da Mulher. Mulher que tem sido protagonista da maioria das notícias pela diferença salarial, pelos casos de agressão, pela exposição corporal, pelos casos de traição e de abuso, em alguns raros casos pela premiação ou por um lugar de honra.
Meio contraditório isso, não acha? Estamos na época do empoderamento feminino, mas por que não temos vistos isso positivamente acontecendo? Por que ainda encontramos mulheres com jornada tripla de trabalho sem valorização alguma? O que será que está errado?
O fato é que a modernidade e a tecnologia nos mostraram que estamos vivendo em uma sociedade de muitos “doutores” (redes sociais), e a exposição da mulher nunca foi tão intensa. Todos são donos do saber, mas sem saber algum. A classe feminina se automutila, se julga e não consegue permanecer unida, não acredito que seja apenas pela divisão do feminismo ou machismo, se fosse teríamos apenas dois lados. Na verdade o que há é um individualismo extremo, seja de homens XY ou mulheres XX, presente em todos os aspectos da vida, por isso temos visto tantos problemas, e de certa forma isso tem nos tornados cada vez mais competitivos.
Crédito: Divulgação
O saber parece que perdeu espaço e o que “EU” penso se tornou ainda mais importante, é nítido que a classe mais influente (digitalmente falando) impõe através da televisão, internet e redes sociais sua forma de vestir, falar, pensar e se comportar. E seu individualismo, sem saber nenhum, na maioria dos casos, é transferido a centenas de milhares de pessoas, tornando a sociedade cada vez mais competitiva, e desunida. Esses falsos líderes influenciam a forma de pensar e desafiar as pessoas, e sem perceber estamos perdendo o foco daquilo que é realmente importante. Estamos politicamente envolvidos em questões como tocar ou não o hino nacional nas escolas, enquanto na verdade o ideal seria que tivéssemos fazendo um movimento nacional em busca de leis mais rígidas, uma educação de qualidade e mais proteção para quem precisa. Mas o individualismo não nos permite, infelizmente.
É nítido que o empoderamento sem o saber nos levará à falência, pois gera um desempoderamento masculino, e isso gera revolta aos machistas de plantão, o que muitas vezes se reflete em violência. Nós, mulheres, podemos nos unir, precisamos ter autoestima para não aceitar relacionamentos abusivos, precisamos confiar mais uma nas outras, precisamos ter mais sabedoria para saber quem é que seguimos, em quem nos inspiramos, pois existem inúmeros “charlatões” por aí. Precisamos ter foco e nos especializar, conhecer e dominar o assunto de que falamos, precisamos não aceitar baixos salários por conta do desespero da provisão.
Crédito: Pixabay
Que possamos aprender a nos valorizar e acreditar que sem nós a humanidade não existira, portanto somos protagonistas da vida, temos uma energia incrível, pois não temos feriado, nem licença, nosso plantão é de 24h, e o salário é a gratidão por cuidar dos nossos e de quem precisa. Somos como o sal, às vezes não percebem a nossa presença, pela satisfação do que fazemos, mas se faltamos, tudo fica sem sabor. Precisamos nos vestir de confiança, nos adornar de valores, calçadas de conhecimentos, carregando a bolsa da sabedoria e maquiadas de respeito, pois somos mulheres fortes. Fortes o suficiente para levantar e nos unir pela compaixão que temos, com a infinita capacidade de amar, mesmo em meio às decepções, com a certeza de que quando nos unimos coisas incríveis acontecem.

Virgínia Pelles

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