Onde e como você tem buscado muitas das informações que necessita ou que precisa durante o seu dia? Cada vez mais, a funcionalidade das redes sociais e dos sites vem ganhando expressão como mecanismo de busca de informações. Isso é o que revelou o mais novo estudo feito pela Teads, plataforma global de mídia, em parceria com o Instituto Toluna Corporate, veiculado pelo Meio&Mensagem, que procurou avaliar como os latino-americanos se relacionam com conteúdo jornalístico e publicidade.
Entre os brasileiros pesquisados, 76% disseram que utilizam sites de notícias como fonte de informação. O mesmo percentual citou as redes sociais como sua principal fonte na hora de buscar por alguma informação. O YouTube aparece em seguida, sendo citado por 72% dos entrevistados, empatando com a TV aberta, único meio mais tradicional a aparecer entre as principais fontes de informação.
Por outro lado, apesar de consumirem notícias de forma intensa, os brasileiros se mostram desconfiados em relação àquilo que leem: apenas 42% das pessoas do país pesquisadas no estudo declaram que confiam nas notícias que consomem. Quando é feito o recorte para o meio digital, o índice de confiança sobe um pouco: 62% dos respondentes garantem confiar nas notícias que acessam em sites.
O que isso pode representar para o contexto que estamos vivendo? Cada vez mais a internet se apresenta, a partir dos seus algoritmos, como bolha, como cercadinho de informações que nos são apresentadas a partir daquilo que mais curtimos, mais interagimos ou buscamos (remarketing). Na “vida real”, também é assim. Nós nos relacionamos com quem tende a ser mais parecido conosco, que compartilha valores e interesses análogos. Isso, entretanto, também vem acontecendo na internet e nas mídias sociais, tanto devido aos algoritmos quanto por escolha própria do usuário.
Onde e como você tem buscado muitas das informações que necessita ou que precisa durante o seu dia? No campo das ideias que sustentam nossas crenças ou que permitem pensarmos diferente? Furar a bolha é o desafio. Já somos e seremos cada vez mais digitais. Não temos para onde correr. É daqui pra frente. Todavia é preciso pensar para onde vamos, para onde estamos sendo levados, e para onde queremos ir.
Como sair da bolha? Buscando o diferente, o divergente. Os algoritmos melhoram a experiência do usuário, mas não melhoram nossa humanidade. É preciso manter em mente que seu principal objetivo é econômico. Se quisermos sair desse ambiente, precisamos nos abrir, curtir e reagir com o novo que não vai despontar na aba de explorar do Instagram, mas na nossa capacidade de buscar e de explorar novos rumos.