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Rodrigo Medeiros

Economia complexa gera renda, aumenta a produtividade e diminui desigualdades

Existem fortes conexões entre estruturas produtivas, conhecimentos e localização das atividades econômicas

Públicado em 

13 jun 2019 às 16:36
Rodrigo Medeiros

Colunista

Rodrigo Medeiros

Economia mais complexa Crédito: Divulgação
Entre os interessantes debates que estão ocorrendo no âmbito do Observatório do Desenvolvimento Capixaba (ODC) destaca-se a discussão sobre a complexidade econômica. Compreendida como uma medida de diversificação e sofisticação produtiva, a complexidade econômica possui repercussões estruturais nos campos da distribuição de renda e da produtividade. Em síntese, quanto maior a complexidade econômica, menor a desigualdade social de renda e maior a produtividade.
A literatura internacional sobre a complexidade econômica cresceu nos últimos anos. Em seu livro “Why information grows” (2015), o professor César Hidalgo (MIT), por exemplo, traz reflexões relevantes sobre o processo de desenvolvimento socioeconômico. Entre as questões levantadas por Hidalgo, consta a pergunta sobre o motivo de conhecimentos e capacidades técnicas estarem circunscritos a certas localidades geográficas.
Olhar para a distribuição geográfica das atividades econômicas, incluindo as extensões das redes produtivas, ajuda a responder tal questionamento. Segundo Hidalgo, indústrias mais “simples”, aquelas que requerem menores conhecimentos e capacidades técnicas, são “viáveis” em muitas localidades. Produtos mais complexos, por sua vez, são encontrados em poucos países, enquanto produtos mais simples são produzidos em muitos países. Existem, portanto, fortes conexões entre as estruturas produtivas, os conhecimentos, as capacidades técnicas e a localização das atividades econômicas.
No Estado do Espírito Santo, quatro municípios concentram aproximadamente 54% do seu PIB. As cidades de Vitória, Serra, Vila Velha e Cariacica somam 2,5% da extensão territorial e 44% da população estadual. Essas cidades evoluíram historicamente a partir da influência da dinâmica portuária e da dependência estadual da exportação de produtos de baixa complexidade econômica. Não deveria causar espanto que essa estrutura produtiva seja concentradora de renda e sujeita a grandes oscilações dos ciclos econômicos globais.
Em 1952, o governador Jones dos Santos Neves, discursando em Colatina, lançou a advertência de que os galhos dos cafezais seriam frágeis para sustentar nossos sonhos de progresso. Os grandes projetos de industrialização foram relevantes para alavancar o segundo ciclo de desenvolvimento capixaba. A dramática queda dos preços internacionais das commodities, em meados de 2014, coincidindo com o início da recessão brasileira, expôs a fragilidade da extensão temporal dessa estratégia capixaba de inserção externa.
 

Rodrigo Medeiros

É professor do Instituto Federal do Espírito Santo. Em seus artigos, trata principalmente dos desafios estruturais para um desenvolvimento pleno da sociedade.

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