Investidores venderam ações dessas empresas, o que levou a uma queda acentuada nos preços delas. Especialistas calculam que, somados os valores de mercado dessas companhias, a desvalorização foi equivalente a US$ 1 trilhão. Esse terremoto sacode agora os grandes investidores, mas essa não é uma questão apenas deles, ou dos governos dos Estados Unidos e da China, mas de todos nós. A IA vai afetar nossas vidas num futuro bem mais próximo do que pensávamos.
O abalo no mercado é proporcional à importância dessa conquista. A inteligência artificial está cada dia mais presente no nosso cotidiano. Qualquer um já viu, em seus telefones celulares ou navegadores de internet no computador, avisos sobre ferramentas de IA disponíveis.
O uso de IA no dia a dia do trabalho e dos negócios só crescerá. A IA poderá nos ajudar a fazer mais com menos esforço, reduzirá o tempo de trabalho em diversas tarefas, proporcionará resultados que hoje não conseguimos, entre muitas outras coisas. Mas isso não é simples de alcançar.
Para tirar o melhor de ferramentas de IA é preciso saber, antes de tudo, perguntar: quanto mais se souber o que se quer, aonde se quer chegar, quanto melhores e mais detalhadas forem as perguntas feitas para a máquina, quanto mais dados forem inseridos nela, melhores serão as respostas, melhor será o resultado. Só que nós não fomos treinados para isso; teremos de ser, teremos de aprender.
Especialistas já disseram que o uso da IA mudará praticamente todas as profissões. Tão importante quanto estudar as disciplinas de cursos de Engenharia, Direito, Economia, Medicina, etc, será o treinamento do estudante universitário no uso de IA.
Em pouco tempo, esse conhecimento será tão relevante quanto dominar as habilidades normais das suas áreas. Afinal, um diagnóstico médico, a busca por um entendimento jurídico num contrato complexo entre grandes empresas, a análise de um plano de investimentos, em tudo haverá IA.
Quem tem um negócio vai precisar acrescentar a IA à sua atividade rotineira. Pode ser para fazer um plano de negócios, para estudar alternativas de redução de custos, fluxo de caixa, pesquisas de mercado… enfim, qualquer atividade ligada ao empreendimento. A aplicação da IA vai depender da criatividade de cada um. Não é uma questão de pensar se essa tecnologia pode ser usada, mas de como vai ser usada.
Ter um negócio significa estar disposto a enfrentar mudanças para sobreviver e prosperar. Aprender a usar IA já é uma necessidade. Quem não fizer isso poderá ser atropelado pela concorrência. Não será uma opção, mas uma obrigação.
Como vimos na semana passada, o mercado financeiro internacional está sendo impactado pelo potencial dos produtos que as gigantes de tecnologia - as “big techs” - podem desenvolver. Todos nós seremos afetados pelo uso destes produtos por nossos colegas de trabalho, parceiros de negócios, concorrentes. É hora de aprender e incorporar a inteligência artificial.