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Crítica

"Warrior", da HBO Max, continua excelente em 3ª temporada

Uma das melhores séries que pouca gente vê, "Warrior" traz cenas de lutas poucas vezes vistas em séries e amplia seu universo em nova temporada

Públicado em 

30 jun 2023 às 16:12
Rafael Braz

Colunista

Rafael Braz

Série
"Warrior" se baseia numa história escrita por Bruce Lee sobre a guerra das máfias chinesas Crédito: HBO Max/Divulgação
Mesmo que não seja uma marca ou nem mesmo um nome conhecido, Jonathan Trooper merece ser olhado com atenção. Ele é o criador de algumas das séries mais subestimadas dos últimos anos, como a saudosa “Banshee” e a excelente “Warrior”, que chega agora à sua terceira temporada na HBO Max.
Baseada em textos originais de Bruce Lee (que acabaram adaptados e transformados na série “Kung-Fu”, com David Carradine), “Warrior” acompanha a jornada de Ah Sahm (Andrew Koji), um imigrante chinês recém-chegado a São Francisco no final do século 19. Um lutador poderoso, ele acaba recrutado pelos Hop-Wei, uma das máfias chinesas em conflito por poder na crescente Chinatown. Nas duas temporadas anteriores, acompanhamos os conflitos entre as “tong” (as tais máfias) e também algumas questões pessoais do protagonista.
É fácil notar as semelhanças de estrutura narrativa entre “Banshee” e “Warrior”. Ambas têm um elemento novo em um ambiente já estruturado, e é pelos olhos desse novo elemento (Ah Sahm ou o Lucas Hood) que conhecemos aquele universo à medida que o protagonista da história também o descobre. As temporadas sempre trazem uma nova ameaça, algo que, de alguma forma, potencializa a ameaça antiga ou forja alianças inusitadas. Não é novo, mas funciona e oferece novas possibilidades de ação.
Em sua terceira temporada, “Warrior” volta à Chinatown após os caóticos acontecimentos do final da temporada anterior, quando as tongs se juntaram para defender a região de uma horda de irlandeses responsáveis pelo linchamento de um jovem chinês. Ah Sahm virou uma estrela, admirado pelas crianças e respeitado pelos adultos, causando ciúmes no Jovem Jun (Jason Tobin), que tem receio que o amigo roube seu lugar na hierarquia da tong.
Série
"Warrior" se baseia numa história escrita por Bruce Lee sobre a guerra das máfias chinesas Crédito: HBO Max/Divulgação
Os novos episódios também introduzem novos personagens, como um novo e mais brutal chefe de polícia, disposto a “limpar” São Francisco dos chineses, e Kong Pak (Mark Dacascos), o chefe de uma tong menor que se junta aos Long-Zi comandados por Mai-Ling (Dianne Doan). O texto entende bem o “peso” de ter Dacascos, um astro do nicho de filmes de artes marciais, e seu personagem é tratado com cautela, sendo desenvolvido com calma para o terceiro ato da temporada, mas desde o início mostrando suas habilidades ao lado de Li Yong (Joe Taslim).
A nova temporada ainda se aprofunda no passado de Richard Lee (Tom Weston-Jones), que ganha mais tempo de tela para lidar com seus fantasmas e com questões presentes desde o início da série, mas sempre preteridas ao arco principal. Os dez episódios oferecem aos roteiristas a possibilidade de trabalhar tudo com calma, com espaço e arcos para cada um dos personagens mais importantes de forma que as histórias inevitavelmente se cruzem adiante.
Série
"Warrior" se baseia numa história escrita por Bruce Lee sobre a guerra das máfias chinesas Crédito: HBO Max/Divulgação
A série também é muito inteligente ao brincar com a expectativa de uma nova luta entre Ah Sahm e Li Yong, uma revanche do final da primeira temporada. “Warrior” tem nas lutas seu grande atrativo – elas são cruas, com coreografias ricas e atores habilidosos que possibilitam takes longos e sequências de poucos cortes. Assim, o espectador sente o peso dos golpes, potencializados por uma edição de som simples, mas eficaz, e percebe o nível de habilidade daqueles personagens. Os takes longos e os enquadramentos mais abertos tornam tudo mais compreensível e dão certa grandiosidade à ação, a exemplo do que foi visto no final da temporada passada.
Mesmo sem inovar em sua terceira temporada, “Warrior” continua sendo uma das séries mais legais e subestimadas da atualidade. Perfeita para fãs de ação e artes marciais, a série de Jonathan Cooper ainda tem bons personagens com boas histórias a serem contadas.

Rafael Braz

Crítico de séries e cinema, Rafael Braz é jornalista de A Gazeta desde 2008. Além disso, é colunista de cultura, comentarista da Rádio CBN Vitória e comanda semanalmente o quadro Em Cartaz

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