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Painel “Diálogos” debate efeitos da Reforma Tributária na economia capixaba

Nova legislação está sendo implementada este ano, ainda que em fase de “teste”, e já exige adaptações de empresas e empreendedores no Espírito Santo e em todo o Brasil; evento debateu desafios e oportunidades criados pelas mudanças

Publicado em 29 de Abril de 2026 às 17:17

Públicado em 

29 abr 2026 às 17:17
Pelo mercado

Colunista

Pelo mercado

Diálogos: Reforma Tributária
"Diálogos: Reforma Tributária" recebeu especialistas para debater as mudanças que a nova legislação promove. Levi Mori

Os impactos da Reforma Tributária já estão sendo sentidos por empreendedores e empresas em todo o Brasil, que estão se adaptando a novas regras e a um novo sistema de tributação. Por isso, é importante discutir as mudanças que a nova legislação impõe, tanto para o dia a dia administrativo quanto para a economia dos Estados. 


Este foi o tema central do Diálogos.ag: Reforma Tributária, evento da Rede Gazeta que reuniu lideranças empresariais e representantes institucionais para falar sobre as transformações que já estão ocorrendo, além dos desafios e as oportunidades criadas por elas.


O painel contou com a participação do diretor jurídico titular da Fiesp, Helcio Honda, o secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo, Benício Costa, o economista, colunista de A Gazeta, comentarista da CBN e professor da Fucape, Felipe Storch, e o colunista de Economia e Negócios de A Gazeta, Abdo Filho, que foi o mediador.

A Reforma Tributária muda o principal imposto que os Estados têm hoje, o ICMS, que vai estar englobado no IBS. Isso vai obrigar estados e municípios a repensar as formas de trazer investimentos, se baseando em outros fatores e não necessariamente apenas o tributo. E o Espírito Santo tem uma infraestrutura portuária belíssima e um potencial turístico que fomenta o consumo aqui. São características como essas que os governos estaduais e municipais vão ter que focar com essas mudanças.

Helcio Honda Diretor jurídico titular da Fiesp

Helcio Honda, diretor jurídico titular da Fiesp
Helcio Honda, diretor jurídico titular da Fiesp. Levi Mori

A fase atual de implementação da nova legislação, que já está valendo, serve como uma espécie de teste, para que os Estados conheçam e se adaptem ao novo sistema de cobrança de tributos. Benício Costa ressaltou que esta etapa é importante para o Espírito Santo, que, para o secretário, é um dos Estados mais preparados para encarar a Reforma Tributária.

É um Estado que tem, hoje, uma robustez fiscal que faz com que a gente consiga criar políticas públicas para suprir o fim dos benefícios fiscais. A partir de 2029 começa, efetivamente, o recolhimento dos tributos, e se continuarmos como estamos hoje, com uma gestão fiscal sólida, o Espírito Santo vai chegar lá bem preparado.

Benício Costa Secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo

Benício Costa, secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo
Benício Costa, secretário de Estado da Fazenda do Espírito Santo. Levi Mori

Além das entidades governamentais, este também é um período de adaptação para as empresas e os empreendedores, que, segundo Felipe Storch, serão impactados principalmente pelos custos que a transição exigirá.

São custos voltados diretamente para preparar o financeiro e o contábil da empresa, para a emissão de novas notas, por exemplo. Mais do que isso, a gente tem uma mudança de ambiente econômico, que vai exigir alterações de precificação, preço relativo, fluxo de caixa e tomada de decisões.

Felipe Storch Economista e professor da Fucape

Apesar das dificuldades impostas pelas mudanças do sistema de tributação, Storch reforçou que a Reforma tem como objetivo reduzir a complexidade dos impostos e gerar ganhos de produtividade, o que pode beneficiar as empresas a longo prazo.


“No entanto, essa produtividade é potencial. Ganhar essa produtividade, no final das contas, depende muito do dever de casa que as empresas vão fazer e como elas vão se preparar, em relação aos fornecedores, contratos, custos e outros fatores que vão além da área fiscal”, complementou.

Espírito Santo prepara terreno para novas regras

A Reforma Tributária terá impactos em todos os negócios, desde grandes empresas até os micro e pequenos empreendedores, que desempenham um papel importante na economia do Espírito Santo. Segundo o diretor-geral da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Alberto Gavini, é importante discutir a Reforma neste meio e ampliar o conhecimento acerca da nova legislação.

Estamos atentos a esta fase de transição da Reforma Tributária, porque os pequenos negócios muitas vezes não tem uma estrutura jurídica e contábil sólida. E existem algumas particularidades no texto da reforma, relacionadas ao Simples Nacional, que podem reduzir a competitividade das pequenas empresas. Então, nós estamos trabalhando para equilibrar este cenário e adotar novas estratégias, mas é claro que a reforma tem o objetivo de simplificar a legislação e reduzir a burocracia.

Alberto Gavini Diretor-geral da Aderes

Alberto Gavini, diretor-geral da Aderes
Alberto Gavini, diretor-geral da Aderes. Levi Mori

Para empresas com uma estrutura jurídica e contábil bem estruturada, os desafios também podem aparecer durante a fase de transição do sistema de tributação atual para o novo. Inclusive, as duas formas irão coexistir por um tempo, até que a implementação esteja completa.

É importante que as empresas estejam bem afinadas com seus contadores e seu corpo jurídico para que não tenham surpresas. Com esses dois sistemas correndo em paralelo, os profissionais da área vão receber o dobro de clientes, se considerarmos que eles estarão usando tanto o sistema antigo quanto o novo. Então, essas mudanças geram desafios, mas também oportunidades.

Luiz Cláudio Allemand Advogado tributarista e diretor jurídico da Fiesp

Luiz Cláudio Allemand, advogado tributarista e diretor jurídico da Fiesp
Luiz Cláudio Allemand, advogado tributarista e diretor jurídico da Fiesp. Levi Mori

De olho nessas oportunidades e desafios que surgem com a Reforma Tributária, os futuros profissionais, tanto da área jurídica quanto da contábil, já estão se preparando desde a formação. A coordenadora de Graduação da Fucape, Sabrina Oliveira de Figueiredo, ressaltou que a instituição já busca aproximar os alunos deste tema.

Nós temos promovido o conteúdo legislativo acerca da Reforma Tributária dentro da sala de aula, mas também buscamos levar os alunos para mesas de discussão, onde eles podem escutar profissionais do mercado. A gente acredita que eles têm uma boa base técnica e robusta de conhecimento, mas é a prática que nos leva a aprender.

Sabrina Oliveira de Figueiredo Coordenadora de Graduação da Fucape

Sabrina Oliveira de Figueiredo, coordenadora de Graduação da Fucape
Sabrina Oliveira de Figueiredo, coordenadora de Graduação da Fucape. Levi Mori

Pelo mercado

A jornalista Mariana Perini e o time de conteudo do Estudio Gazeta trazem as novidades do mercado publicitario e da comunicacao, com cases e tendencias que se destacam dentro e fora do Estado

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