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Paulo Bonates

Maria-chuteira não dá em cima de jogador de 2ª divisão

Pelo fato de serem pobres nunca receberam de uma maneira acintosa os favores amorosos de lindas mulheres

Publicado em 10 de Junho de 2019 às 21:01

Públicado em 

10 jun 2019 às 21:01
Paulo Bonates

Colunista

Paulo Bonates

Maria-chuteira Crédito: Ari Nicolosi
É com imenso pesar e constrangimento que, em nome da turma do Boulevard, e por decisão unânime do América Futebol e Sangue, que venho a público falar do preconceito feminino de times de jogadores da 2ª divisão para baixo.
Pelo fato de serem pobres nunca receberam de uma maneira acintosa, ou não, os favores amorosos de lindas mulheres, cheias de esperanças no futuro deles. Sequer um tchauzinho. Diferente de milionários colegas de profissão, como do Barcelona, do Paris Saint-Germain, do Liverpool, e de outras milongas mais.
Todos nós sabemos o que atraiu a escandalosa amiga de Neymar: o vastíssimo conhecimento de literatura francesa do jogador. O ícone da Seleção Brasileira de vez em quando oferece o tornozelo para disputar uma bola dividida, um estranho método de tirar férias. O mesmo faz com a própria vida pessoal, quando vê uma linda mulher oriunda de um convento.
Embora em São Paulo a Igreja da Sé esteja à disposição, fazem questão de orar na Igreja Notre Dame de Paris, onde a reza é mais forte. E certamente terão seus desejos compatíveis, vamos dizer, com sua fé e castidade.
Consta que a freirinha do Neymar deu uma facada no ex-marido. Tento imaginar quantas “facadas” deve ter aplicado no jogador. Agorinha mesmo a recatada mocinha queixa-se de ter sido estuprada contra a vontade dele. Só Deus sabe por que e como.
Diferentemente do Garrincha – lembram dele? - que dependia da Elza Soares para comer, todo mundo compreendia aquela imensa paixão entre duas entidades próprias da alegria do povo brasileiro, Um cantava o outro dançava e tirava pra dançar qualquer um que se aventurasse a marcá-lo. Chamava todos de “João”. E todos querem ser Mané de Pau Grande, no Estado do Rio.
Com Messi, o Duende Mágico do Barcelona, não acontece essas coisas típicas do eterno sonho brasileiro que é o de ocupar um reinado. Rei disso, rei daquilo, todos querendo ser Dom Pedro. Se assediarem o gênio do Barça, ele dá um chapéu, vai pra casa e nem toma conhecimento. O gênio joga por mágica e está acima do real.
No momento em que concluo esta edição, ouço pelo rádio que vai haver entrevista sobre o caso com o advogado, do advogado, do advogado, do advogado, e assim sucessivamente, até o dinheiro acabar.
Ninguém ou nada representa o ideal do ego de um jogador de futebol melhor que o célebre e autêntico Coalhada, obra e graça de Chico Anysio (mas a dedicada mãe o chamava de Otávio Arlindo).
Que faria o imorrível Coalhada no lugar do Junior?

Paulo Bonates

É médico, psiquiatra, psicanalista, escritor, jornalista e professor da Universidade Federal do Espírito Santo. E derradeiro torcedor do América do Rio.

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