Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Dados do IBGE

Quais estados alcançaram 80 anos de expectativa de vida?

A esperança de vida dos brasileiros aumentou para 75,5 anos em 2022, porém ainda há um longo caminho a percorrer para o país reduzir as desigualdades regionais de desenvolvimento humano

Públicado em 

15 mai 2024 às 02:30
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

A expectativa de vida é um indicador que possibilita medir o número médio de anos que um indivíduo viva, caso não ocorra nenhuma alteração significativa no padrão de mortalidade, em um determinado recorte temporal, da unidade geográfica pesquisada.
Essa é uma medida consagrada nos estudos da geografia da população e demografia para analisar as condições e qualidade de vida. A esperança de vida é uma das principais variáveis consideradas pela Organização das Nações Unidas (ONU) para calcular o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).
De fato, esse indicador desperta muita atenção por parte da população. Afinal de contas, qual pessoa não gostaria de ser presenteada com mais alguns anos de vida?
No Brasil, a expectativa de vida aumentou para 75,5 anos em 2022, conforme assinala o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Tal desempenho ficou acima da média mundial (71 anos), conforme dados de 2021 calculados pela ONU.
Esse foi o melhor resultado do Brasil desde 2019 (76,2 anos), período pré-crise sanitária da Covid-19. Por conta dos óbitos ocasionados pela pandemia a expectativa de vida reduziu nos anos de 2020 (74,8 anos) e 2021 (72,8 anos). Em 2022 o país recuperou anos de esperança de vida que foram impactados negativamente pela mais grave crise sanitária mundial dos últimos 100 anos.
Ao analisar a série histórica do IBGE, em uma perspectiva de longo prazo, é possível perceber que a evolução do processo da transição demográfica vem contribuindo para o brasileiro viver mais. Em 1940 a esperança de vida era de apenas 45,5 anos. Devido aos avanços no campo da medicina, saúde e tecnologia, melhorias no saneamento básico e outros condicionantes, o país ganhou em média 30 anos a mais de expectativa de vida desde 1940.
É inegável que ocorreram tais avanços. Porém, em comparação com outras nações, o Brasil ainda tem um longo caminho a percorrer para alcançar níveis melhores de qualidade de vida.
Segundo informações de 2021 da ONU e do Banco Mundial, o Japão é a nação com a maior expectativa, 84,6 anos, 9 anos a mais que a média brasileira. Os Estados Unidos, outro país desenvolvido, apresenta uma esperança de vida de 78,9 anos em 2022. Esses dados demonstram que até mesmo os Estados Unidos, uma potência econômica e de desenvolvimento tecnológico, ainda necessita de um esforço mais intenso para superar os 80 anos de esperança de vida.
De acordo com uma projeção realizada pelo portal Brasil em Mapas, com base nos dados do IBGE e no crescimento geométrico anual da população, os brasileiros somente vão alcançar uma expectativa de 80 anos em 2042, ou seja, daqui a 19 anos.
avô, neto, idosos, crianças, família, censo
Expectativa de vida Crédito: Shutterstock
Na escala das Unidades da Federação (UFs), somente Santa Catarina e Espírito Santo alcançaram tal feito. O primeiro estado superou os 80 anos de esperança de vida em 2020 e o outro conseguiu essa marca em 2023. Distrito Federal e São Paulo vão ultrapassar o limite dos 80 anos em 2025 e na sequência, em 2026, será a vez de Rio Grande do Sul.
Paraná, Minas Gerais e Rio de Janeiro chegarão aos 80 anos nesse indicador de desenvolvimento humano apenas em 2028, 2030 e 2033, respectivamente. Ainda que mais distante no tempo, depois será a vez de Mato Grosso do Sul (2043) e Mato Grosso (2053). E por fim, Goiás e os estados Norte e Nordeste somente vão apresentar uma expectativa de 80 anos depois de 2060, sem especificação de ano exato para chegarem nessa marca.
Nesse sentido, por mais que o Brasil tenha registrado aumento na expectativa de vida em 2022, ainda há um longo caminho a percorrer para os brasileiros alcançarem uma esperança superior aos 80 anos, bem como para reduzir as desigualdades regionais de desenvolvimento humano presentes no território nacional.

Pablo Lira

É diretor-geral do Instituto Jones dos Santos Neves. Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
Mister No, o herói de quadrinhos italianos que moldou imaginário sobre Brasil na juventude iugoslava
Imagem de destaque
O país da Europa que promete milhares de empregos a brasileiros e vistos que saem em 2 semanas
Imagem de destaque
Nó do pacto federativo: o subfinanciamento das médias e grandes cidades

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados