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Economia do ES cresce e geração de empregos também

Nos três primeiros trimestres do ano corrente, o Estado gerou 18,5 mil novos postos de empregos a mais do que o número de vagas fechadas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia

Publicado em 23 de Outubro de 2019 às 05:00

Públicado em 

23 out 2019 às 05:00
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira Pablo Lira
Desemprego no Brasil atinge mais de 12,5 milhões de pessoas Crédito: Reprodução/Folha de S.Paulo
O Brasil vive uma grave crise econômica. Estudiosos, como José Luis Oreiro e nosso amigo Orlando Caliman, assinalam com propriedade que o país caminha para a segunda década perdida em 40 anos. Os resultados econômicos da atual década são preocupantes quando comparados aos indicadores dos anos 1980.
Uma das perspectivas mais perversas das crises econômicas é o desemprego. De acordo com a série histórica do IBGE, em 1989 a taxa de desemprego do Brasil foi de 4,6%. Essa taxa mede a relação entre os desempregados e a população economicamente ativa. Em 2003, a taxa de desemprego chegou a 12,3%, o maior patamar registrado nas últimas décadas. Deste ano em diante, a taxa de desemprego foi reduzindo gradativamente até chegar a 4,8%, em 2014.
Com a intensificação da crise econômica brasileira a partir de 2015, este problema social voltou a crescer. A Organização Internacional do Trabalho (OIT) estima que a taxa de desemprego do país em 2019 será de aproximadamente 12%.
Atualmente, são mais de 12,5 milhões de desempregados. Essa situação desafiadora e sua magnitude demonstram que estamos vivendo uma crise estrutural que continuará gerando impactos negativos durante alguns anos. Projeções otimistas indicam que o país pode voltar a ter crescimento consistente no PIB na primeira metade da década de 2020.
A retomada do crescimento econômico pode ser influenciada por situações adversas enfrentadas em várias unidades da federação. Segundo o IBGE, o Brasil computou um PIB de 0,4% no segundo trimestre de 2019, na base de comparação contra o trimestre imediatamente anterior da série histórica dessazonalizada. Esse resultado indica que a economia do país permanece estagnada.
No grupo de Estados que estão contribuindo com a melhoria do quadro econômico do país, o Espírito Santo registrou um PIB de 2,5% no segundo trimestre de 2019, quando considerada a mesma base de comparação, de acordo com o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).
Nos três primeiros trimestres do ano corrente, o Estado gerou 18,5 mil novos postos de empregos a mais do que o número de vagas fechadas, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia. Esse saldo de empregos formais foi o melhor desde a intensificação da crise nacional. O mencionado desempenho somente foi inferior ao acumulado de janeiro a setembro de 2012, quando o Espírito Santo teve um saldo de 19,8 mil postos de empregos.
Esses dados demonstram que, mesmo em um contexto de adversidades na escala nacional, o Espírito Santo está apresentando resultados positivos de crescimento econômico e geração de empregos. Servindo de exemplo para outras unidades federativas, o Estado demonstra ser possível superar a atual crise. Isso é o que os brasileiros e capixabas desejam que ocorra o mais breve possível.

Pablo Lira

Pablo Lira Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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