A base de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do governo federal, indica que em 2011 o saldo de empregos formais no Espírito Santo foi de 41 mil postos de trabalho, até então resultado mais expressivo da década de 2010. Esse é um indicador macroeconômico, resultante da diferença entre admissões e demissões. Medidas de emprego são fundamentais para compreender a dinâmica e estrutura econômica, conforme assinalam os ricos ensinamentos de Olivier Blanchard.
O Estado manteve saldo positivo no mercado formal de emprego nos anos 2012, 2013 e 2014, com, respectivamente, mais de 27 mil, 20 mil e 13 mil postos de trabalho. Nesse período, o estoque de emprego capixaba evidenciou crescimento. O estoque em 2012 foi de aproximadamente 760 mil postos. Em 2013, esse indicador aumentou para 781 mil empregos. No ano de 2014, alcançou um pico histórico de mais de 794 mil vagas preenchidas.
Em 2015, o Espírito Santo registrou o pior resultado da última década, com um saldo negativo de -44 mil empregos, ou seja, as demissões superaram as admissões. Em 2016 (-38 mil) e 2017 (-1.827), o Estado continuou evidenciando saldos negativos no mercado formal. Em 2015, o estoque de emprego capixaba encolheu para 743 mil postos de trabalho. Esse número seguiu encolhendo em 2016 (705 mil) e 2017 (703 mil), menores patamares do estoque de emprego no mercado formal capixaba.
No ano de 2018, o saldo voltou a ser positivo, com cerca de 17 mil postos. Naquele período, o estoque estava em 721 empregos. Em 2019, o Estado alcançou o melhor resultado dos últimos seis anos, com saldo de mais de 19 mil postos de trabalho. O estoque manteve crescimento, chegando a aproximadamente 740 mil vagas preenchidas.
Insta salientar que a partir daquele ano o governo federal realizou alguns aprimoramentos na base de dados e expandiu a sistematização das informações por meio do novo Caged.
O ano de 2020 começou com expectativas positivas para a economia capixaba. Contudo, os efeitos negativos da pandemia da Covid-19 acabaram por gerar frustração por aqui, assim como ocorreu no mundo. Mesmo com tais efeitos , o Espírito Santo conseguiu finalizar 2020 com saldo positivo de 5.834 postos de trabalho e aumentou o estoque para 741 mil empregos. O modelo de gestão de risco implementado e coordenado pelo governo estadual contribuiu, concomitantemente, para preservar vidas e mitigar os efeitos da pandemia na economia.
Finalizando nossa análise sobre a série histórica do mercado de trabalho capixaba, chegamos ao atual ano de 2021. De janeiro a setembro, o Estado acumula saldo superior a 45 mil postos de trabalho, melhor resultado nos últimos dez anos! Além disso, com um estoque de mais de 787 mil empregos registrados até setembro, o Espírito Santo também tem condições de superar o recorde de 794 mil postos computados em 2014. A combinação da gestão de risco da pandemia com a ampliação da vacinação no território capixaba está possibilitando melhorias significativas no mercado de emprego e ampliando oportunidades socioeconômicas.