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Desastres meteorológicos

Cidades Inteligentes: uso de drones para mapear áreas de risco

Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) desenvolveu uma solução geotecnológica inovadora para proporcionar o mapeamento detalhado das áreas de risco a alagamentos e deslizamentos

Publicado em 19 de Abril de 2023 às 00:20

Públicado em 

19 abr 2023 às 00:20
Pablo Lira

Colunista

Pablo Lira

A Defesa Civil de Marataízes está em alerta, pronta para atender a população em caso de risco para as pessoas e pede atenção quanto a áreas alagadas e encostas de morros
Alagamentos nas cidades Crédito: Internauta
Artigo escrito com coautoria de Pablo Jabor, doutor em Geografia, mestre em Geoprocessamento, pesquisador do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN)
A cidade inteligente (smart city) constitui uma tendência do século XXI. Representa uma orientação essencial para o desenvolvimento territorial e transformação digital mais sustentáveis em espaços urbanos. As smart cities integram diversos sistemas automatizados e sensores eletrônicos para coletar dados e processá-los visando o gerenciamento otimizado do tráfego, transporte público, saneamento básico e consumo de energia em ambientes urbanos. Além disso, potencializam a transparência, controle, coesão social e gestão democrática.
As cidades inteligentes objetivam fortalecer o planejamento e tomada de decisões inovadoras, sofisticadas, inclusivas e matriciais que utilizam tecnologias para amenizar e/ou resolver problemas urbanos, diminuindo desigualdades e vulnerabilidades, ampliando a resiliência e melhorando a qualidade de vida.
Em um mundo marcado pelas mudanças climáticas, as tecnologias atreladas às cidades inteligentes podem contribuir para gerar soluções de adaptação e mitigação de impactos ocasionados por eventos climáticos extremos. Nesse sentido, o Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN) desenvolveu uma solução geotecnológica inovadora para proporcionar o mapeamento detalhado das áreas de risco a desastres meteorológicos (alagamentos e deslizamentos), com a utilização de drones.
O emprego cada vez mais disseminado de drones por instituições públicas pode trazer uma transformação significativa no âmbito do planejamento urbano-ambiental e da defesa civil, assim como em outras áreas de políticas públicas. Com o ampliado acesso a dispositivos de alta qualidade, organizações federais, estaduais e municipais podem dispor de um recurso valioso para detectar áreas de risco, por meio de aerolevantamentos, viabilizando o desenvolvimento de ações preventivas e mitigadoras com mais eficiência, eficácia e precisão.
Com a vantagem de registrar imagens em alta resolução, em tempo real e com um custo bem mais barato do que em um aerolevantamento convencional com avião, os drones têm se revelado uma potente ferramenta na produção de mosaicos e modelos digitais em 3D, que apresentam uma representação detalhada do território.
Nesse sentido, a geotecnologia inovadora desenvolvida pelo IJSN concatena o aerolevantamento com o uso de drone, a combinação de bases cartográficas do Geobases (consórcio de dados geoespaciais gerenciado pelo IJSN), a interoperabilidade de Sistemas de Informação Geográfica (SIGs) e a geração de modelos digitais em 3D. Essa solução inovadora potencializa o planejamento urbano-ambiental, fiscalização das equipes de defesa civil e a prevenção a desastres meteorológicos, especialmente às enchentes, alagamentos e movimento de massas em encostas.
A solução de aerolevantamento com uso de drones foi um dos destaques apresentados pelo IJSN na 1ª Feira de Cidades Inteligentes do Espírito Santo – InovaES, que aconteceu nos dias 4 e 5 de abril, em Vitória. A InovaES foi promovida pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia, Inovação e Educação Profissional (Secti) e da Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes). Durante a feira o Instituto Jones foi homenageado com a menção honrosa pelo trabalho de valorização da ciência e por sua contribuição na transformação da sociedade.

Pablo Lira

Pós-Doutor em Geografia, mestre em Arquitetura e Urbanismo (Ufes), pesquisador do IJSN e professor da Universidade Vila Velha (UVV). Escreve às quartas

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