Em meio à realização da 27ª Conferência do Clima da Organização das Nações Unidas (COP 27), o conceito de ESG vem sendo ainda mais difundido. Ele foi criado na metade da década de 2000 pelo Banco Mundial, pela Organização das Nações Unidas (ONU) e por organizações financeiras.
Essa sigla, em inglês, representa os termos Environmental, Social and Governance, os quais podemos traduzir para o português como Ambiental, Social e Governança (ASG). Para ser mais tecnicamente preciso, o conceito pode ser tratado como “Governança Ambiental, Social e Corporativa”. A sustentabilidade ambiental, responsabilidade e equidade social, prosperidade econômica e governança estratégica podem ser consideradas os eixos principais do ESG, que não devem ser sobrepostos pelos interesses do lucro pelo lucro na economia global do século XXI.
Na ótica ambiental, a ideia de ESG busca orientar ações de instituições voltadas ao meio ambiente, tais como mitigação das mudanças climáticas, redução de gases poluentes, gestão de resíduos, eficiência energética, biodiversidade, diminuição do desmatamento, dentre outros temas. Na perspectiva social, o conceito de ESG está imbricado à responsabilidade social, direitos humanos, impacto das instituições em favor das comunidades e sociedades, condições trabalhistas, diversidades, proteção de dados, avanços científicos, inovação, tecnologia, investimento social, entre outros.
No prisma da Governança, o ESG se relaciona às práticas, processos, estratégias e políticas adotadas pelas instituições. No campo da gestão pública, a Governança reverbera aspectos estruturantes de políticas públicas em diversas áreas, como por exemplo no saneamento básico, saúde, educação e segurança pública.
Considerando a forte relação do mencionado conceito com as políticas ambientais, seria possível pensar no desenvolvimento de políticas de segurança pública a partir de premissas de ESG? A resposta é: sim. E temos um bom exemplo capixaba para ilustrar isso.
Sabemos que a segurança pública lida diariamente com um dos maiores desafios do Brasil, a violência urbana, que pode ser definida como um problema social complexo e multifacetado. Por conta desse desafio, o governo do Espírito Santo, por meio do programa Estado Presente, vem implementando o Cerco Inteligente, uma robusta e inovadora plataforma tecnológica de monitoramento de vias que integra modernas ferramentas, inteligência policial e análises criminais. Em seus três meses iniciais de implantação, o Cerco Inteligente já possibilitou a recuperação de mais de 100 veículos com restrição de roubo no território capixaba. Esse tipo de plataforma tecnológica na área da segurança pública contribui para prevenir crimes, uma vez considerado seu efeito dissuasório na mente dos criminosos.
O Cerco Inteligente do governo do Espírito Santo já possui 523 câmeras operando em 130 pontos de monitoramento. Até o final de 2022, o Cerco contará com 700 câmeras inteligentes de monitoramento instaladas nas principais rodovias do território capixaba, completando 290 pontos estratégicos de monitoramento.
Além de contribuir para ampliar a segurança pública na recuperação de veículos roubados e na repressão e investigação de outros crimes, o propósito do Cerco é de também otimizar as fiscalizações fazendárias, ambientais (combatendo o excesso de carga de veículos, o transporte clandestino de cargas de recursos naturais e garantindo a durabilidade da pavimentação das vias) e de trânsito nas rodovias estaduais e demais vias públicas do Estado.
Nesse sentido, as múltiplas funcionalidades do Cerco Inteligente do governo do Espírito Santo, uma plataforma tecnológica regida por uma governança estratégica e integrada, proporcionam benefícios para toda a população nas perspectivas socioeconômica e ambiental.