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Desenvolvimento

A Vitória de hoje é um legado de administradores arrojados

A quarta grande obra que marcou decisivamente a expansão da Capital foi a Terceira Ponte. Iniciada no governo Élcio Álvares no final dos anos 1970, foi concluída em 1989, no governo Max Mauro

Publicado em 31 de Outubro de 2022 às 01:30

Públicado em 

31 out 2022 às 01:30
Luiz Carlos Menezes

Colunista

Luiz Carlos Menezes Luiz Carlos Menezes
drone - Movimentos de carros na Terceira Ponte, lado Vitória
Movimentos de carros na Terceira Ponte, lado Vitória Crédito: Luciney Araújo
Dos vários temas que tenho abordado neste espaço, as questões urbanas têm merecido atenção especial. Muitas foram as propostas visando à melhoria da mobilidade na região metropolitana, a revitalização do Centro Histórico de Vitória e um melhor aproveitamento do potencial turístico da nossa bela Capital.
Desta feita, porém, como acompanhei o crescimento da Capital desde os anos 1960, volto ao passado para levar ao leitor minhas considerações sobre obras de administradores que enxergaram além do seu tempo – e se revelaram essenciais para a expansão urbana e o funcionamento da Grande Vitória.
A Esplanada da Capixaba, na década de 1960, foi a primeira grande obra de expansão territorial da Capital – e o primeiro grande aterro hidráulico. Realizado por iniciativa do governador Jones dos Santos Neves, acrescentou à ilha de Vitória um extenso território a partir do cais do porto, se estendendo até o clube Álvares Cabral. Propiciou a construção da Av. Beira Mar, importantíssima ligação do centro da cidade com a região norte da ilha.
Embora Vitória seja uma cidade predominantemente construída sobre aterros (convencionais), o pioneirismo daquele aterro hidráulico foi o ponto de partida para a conquista ao mar de mais dois grandes territórios.
O aterro das praias do Suá, Santa Helena, Comprida, do Barracão e do Canto – que se estendeu até a Ilha do Boi –, foi a segunda grande área conquistada ao mar. Executado na década de 1970, foi uma iniciativa do governador Arthur Gerhardt, quando exerceu a presidência da Comdusa (estatal/ES responsável por melhorias urbanas na região metropolitana), e veio a se transformar na Enseada do Suá, um dos bairros mais valorizados de Vitória.
A terceira grande área conquistada ao mar, ainda na década de 1970, foi o aterro que uniu a Ilha do Príncipe a ilha de Vitória, também executado pela Comdusa nos governos Arthur Gerhardt e Elcio Ávares. Foi a obra que viabilizou a construção da segunda ponte, ampliação do acesso sul à Capital e a construção de equipamentos urbanos como a rodoviária e o sambódromo.
Por fim, a quarta grande obra que marcou decisivamente a expansão da Capital foi a Terceira Ponte. Iniciada no governo Élcio Álvares no final dos anos 1970, foi concluída em 1989, no governo Max Mauro. Obra que, pela sua grandiosidade, por ter alavancado o vertiginoso crescimento de Vila Velha, pelos benefícios trazidos para a região metropolitana e pela grande valorização do panorama visual da Capital, se revelou o cartão postal de Vitória.

Luiz Carlos Menezes

Luiz Carlos Menezes Luiz Carlos Menezes

É engenheiro civil, empresário e conselheiro da Ademi-ES. Desenvolvimento urbano, tráfego e mobilidade urbana são os destaques deste espaço. Escreve quinzenalmente, às segundas

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