Nos últimos tempos, escutamos muito a palavra disrruptura usada para definir o que é moderno e inovador. Penso que esta é uma boa palavra para definir o comportamento de solidariedade pulsante neste momento no mundo. Vivemos, há muito tempo, sob a má interpretação da palavra solidariedade, muitas vezes, confundindo-a com esmola. Em nossa cultura cristã, recebemos a orientação bíblica: “quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, de modo que, a tua esmola fique oculta.”
E, aí está o engano, esmola é uma caridade feita aos pobres em um momento isolado com a intenção de resolver um problema em um único instante (um prato de comida, dinheiro para curar uma ferida...). O solidário é aquele que se compromete, com responsabilidade, tem um projeto para criar um ambiente onde o outro será capaz de obter, através da ajuda recebida, condições de criar uma vida mais digna e, com possibilidade para se reerguer.
"Olhar nos olhos do outro, enxergando o nosso próximo como um parceiro de jornada"
Por isso aplaudo apoio e divulgo os grupos de solidariedade criados neste momento que vivenciamos, em minha opinião, a experiencia, mais propicia a transformação de comportamento mundial. Sim, acredito que este é o objetivo que deve reger as nossas vidas a partir de agora. Olhar nos olhos do outro, enxergando o nosso próximo como um parceiro de jornada. Um parceiro de frescobol, um jogo em que a graça está em não deixar a bola cair.
A solidariedade já estava se inserindo na sociedade. Vários projetos estão aí para confirmar, mas vejo, neste momento, uma auspiciosa oportunidade de consolidação, onde a exceção pode virar regra.
Está na hora de divulgarmos, espalharmos as boas ações de solidariedade.
Até a próxima!