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Eleições 2022

"Vou cumprir o que o partido determinar", diz Contarato sobre filiação ao PT

Senador é pré-candidato ao governo do ES, mas pode não concorrer se o PT formar federação, uma espécie de coligação turbinada, com o PSB de Renato Casagrande

Publicado em 28 de Janeiro de 2022 às 02:10

Públicado em 

28 jan 2022 às 02:10
Letícia Gonçalves

Colunista

Letícia Gonçalves

Senador Fabiano Contarato
Fabiano Contarato na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Crédito: Edilson Rodrigues/Agência Senado
O senador Fabiano Contarato, eleito pela Rede em 2018, chega, nesta sexta-feira (28), oficialmente às fileiras do PT. O ex-presidente Lula o convidou pessoalmente para ingressar no partido. 
Contarato é pré-candidato ao governo do Espírito Santo, plano que pode ser brecado se o PT formar federação, – uma espécie de coligação turbinada – com o PSB do governador Renato Casagrande. Nesse caso, as duas siglas caminhariam juntas no país e no estado por quatro anos.
"O Espírito Santo merece uma candidatura progressista", afirmou Contarato à coluna, em tom eleitoral, para em seguida emendar: "Se houver a articulação com o PSB e isso (a retirada da candidatura ao governo do estado) for posto como requisito para a aliança, isso é possível".
"Sou um bom soldado, vou cumprir o que o partido determinar"
Fabiano Contarato - Senador
Se conseguir concorrer ao Palácio Anchieta, contra Casagrande, e não sair vitorioso, o parlamentar tem mandato no Senado até 31 de janeiro de 2027. Parece um cenário confortável para entrar na disputa pelo governo.
A senadora Rose de Freitas (então filiada ao Podemos) fez isso em 2018. Ficou em quarto lugar, com 105.704 votos (5,4%). À frente dela, além de Casagrande, que sagrou-se vencedor ainda no primeiro turno, estavam Carlos Manato (27,22%) e Jackeline Rocha (7,38%). Rose saiu menor, politicamente.
Contarato estaria disposto a correr o risco? "Eu sairia bem maior (em relação à estatura política que ele tem hoje). Paulo Hartung, Casagrande e José Ignácio foram todos eleitos (governadores) no meio dos mandatos de senador", lembrou à coluna. 
Para o novo petista, em jogo está não apenas a chefia do Executivo estadual, mas "o resgate da credibilidade do PT".
Quanto aos escândalos de corrupção, como o mensalão e os desvios na Petrobras, ele defende que quem errou pague, mas não se pode punir todo o partido. "A partir da anulação dos processos do ex-presidente Lula o PT começa a se reerguer, está em ascensão. A gente não pode criminalizar nenhum partido", avaliou.
O Espírito Santo, como Contarato já admitiu, no entanto, é um estado conservador, com forte sentimento antipetista.
Como argumento a favor da eleição de um governador do PT, o parlamentar ressaltou que, se Lula voltar ao Palácio do Planalto, o Espírito Santo "só tem a ganhar" sendo administrado por alguém do mesmo partido que o presidente da República.
Esse, entretanto, é um cenário com muitas variáveis.

A SAÍDA DA REDE

O senador disse que saiu da Rede porque o partido de Marina Silva não tem musculatura, elegeu poucos nomes no Congresso, o que não o permite ocupar lugares de destaque no Legislativo.
Contarato teve atuação destacada na CPI da Covid, mas não era membro do colegiado, nem mesmo suplente. Outro parlamentar da Rede, Randolfe Rodrigues, era o vice-presidente da comissão.
Ele quer permanecer na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), a mais importante da Casa.
Questionado sobre os primeiros passos como novo petista, o senador respondeu que quer "discutir com os companheiros" um plano de governo para o Espírito Santo, ainda que o partido não encabece uma chapa.
Lula deve participar, virtualmente, do ato de filiação, que vai ocorrer em Vitória a partir das 18h desta sexta. Petistas graduados, como o senador ex-governador da Bahia Jacques Wagner são aguardados.
"Escolhi o PT por identidade ideológica, como a pauta da redução da desigualdade", elencou o senador.

Letícia Gonçalves

Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiaria no Gazeta Online/ CBN Vitoria. Em 2008, passou a atuar como reporter da radio. Em 2012, migrou para a editoria de Politica de A Gazeta, tambem como reporter. Exerceu a funcao de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Leticia Goncalves.

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