Corregedor convoca autor de denúncia contra Armandinho e envia servidor a presídio
Câmara de Vitória
Corregedor convoca autor de denúncia contra Armandinho e envia servidor a presídio
Calma, o servidor não vai ser preso e sim notificar o vereador, que está no Complexo de Viana, sobre pedido de cassação. Já o suposto autor da representação contra o parlamentar, que deu várias versões sobre ter sido enganado, foi chamado a falar à Corregedoria da Câmara
À coluna, Sandro informou que protocolou, no último dia 12, na Câmara, uma declaração sobre o episódio.
Nesta terça-feira (18), a Corregedoria fez uma reunião extraordinária, na qual o corregedor-geral, Leonardo Monjardim (Patriota), comunicou que convocou Sandro Luís da Rocha a prestar depoimento ao colegiado.
O morador de Bairro República deve comparecer ao plenário da Câmara na próxima terça-feira (25), às 14h.
Além disso, o corregedor pediu ao presidente da Casa, Leandro Piquet (Republicanos), que envie um servidor ao Presídio de Segurança Média I, em Viana, para notificar Armandinho sobre o pedido de cassação do mandato.
A notificação, considerando, regimentalmente, que o parlamentar está "em lugar incerto", pois fora de Vitória, já foi publicada duas vezes no Diário Oficial do Legislativo municipal.
"O regimento prevê que, depois disso, a notificação ocorra pessoalmente, no plenário. Mas isso é no caso de um vereador no exercício do mandato. Como o vereador Armandinho está preso, decidimos enviar um servidor lá. Ele não tem nem advogado constituído formalmente (no processo em que é acusado de quebra de decoro) e, de qualquer forma, tem que ser notificado diretamente", explicou Monjardim, à coluna.
O prazo de dez dias úteis para a defesa de Armandinho Fontoura se manifestar vai começar a contar apenas a partir do dia em que o vereador receber a notificação. O corregedor avalia que isso deve ocorrer na quinta-feira (19).
"QUERO QUEM LEVOU O DOCUMENTO PARA ELE"
Quanto ao suposto autor da representação contra o vereador, se Sandro da Rocha comparecer ao plenário da Câmara na próxima terça-feira, a principal pergunta a ser feita a ele é: Se ele foi enganado ao assinar o pedido de cassação de Armandinho Fontoura, quem o enganou?
Uma hora ele diz que assinou pela metade, outra hora que assinou sem ler, mas quem escreveu? Quem entregou a ele o texto para que assinasse, seja lá com qual subterfúgio?
É curioso que o morador de Bairro República nunca tenha chegado até essa parte nas diferentes versões que deu sobre o caso. "Quero saber quem levou esse documento para ele", ressaltou o corregedor-geral.
"Outra coisa: ele não registrou boletim de ocorrência (na Polícia Civil) sobre isso. Por que?", questionou Monjardim.
O vereador foi afastado do mandato, no dia 1º de janeiro, pela Justiça Estadual. Foi também a Justiça Estadual que determinou a posse do suplente Chico Hosken no lugar dele, enquanto isso.
Armandinho não recebe salário durante o afastamento, por força de decisão judicial.
Ele ainda é alvo de um pedido de cassação do mandato, por quebra de decoro parlamentar, na Corregedoria da Câmara de Vitória.
O autor, ou suposto autor da representação, narra, entre outros pontos, ataques verbais feitos por Armandinho em plenário a autoridades, como o ministro do Supremo Alexandre de Moraes, e a voz de prisão que o vereador deu a um homem que acompanhava a sessão da Câmara da galeria da Casa em 2022.
Graduada em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo, ingressou na Rede Gazeta em 2006, como estagiária no site Gazeta Online/CBN Vitória. Em 2008, passou a atuar como repórter da rádio. Em 2012, migrou para a editoria de Política de A Gazeta, tambem como repórter. Exerceu a função de editora-adjunta de 2020 ate 2021, quando assumiu a coluna Letícia Goncalves.