Enquanto o governador Casagrande discursa, o prefeito Lorenzo Pazolini e o deputado Erick Musso olham para as lentesCrédito: Leo Duarte
Foi uma noite de gala, nesta quarta (29), para marcar a posse da nova diretoria da Fecomércio-ES. Mas o constrangimento estava visível a todos na seleta plateia de convidados no belíssimo Centro Cultural Sesc-Glória. Chamados a compor a mesa, o governador Renato Casagrande (PSB) e o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) não se olharam, não se cumprimentaram, não se harmonizaram. Mais uma vez.
OS LIMITES DO PROTOCOLO
O governador até que, de forma protocolar, citou o rival antes de proferir seu discurso de saudação. Mas Casagrande, neste momento, nem sequer olhou para Pazolini, o mesmo fazendo em relação ao presidente da Assembleia, Erick Musso (Republicanos), também citado, mas não “olhado”. Aos demais componentes da mesa, o governador os citou e olhou para cada um deles.
TUDO BEM, CASÃO?
Também em rota de colisão com o Palácio Anchieta e pré-candidato a governador, Erick Musso, aliado do prefeito da Capital, logo ao ocupar seu lugar à mesa, tomou a iniciativa de cumprimentar Casagrande, que estava a “dois corpos” de distância.
SAINDO DE FININHO
Encerrada a cerimônia de posse, Pazolini (que alegou que ainda tinha dois compromissos naquela noite) e Erick deixaram o Sesc-Glória e foram embora. O governador optou por subir ao terraço e participar do coquetel oferecido pela Fecomércio.
ESQUERDA, O PROBLEMA DE CASAGRANDE
Casagrande está com o pé esquerdo imobilizado, resultado, segundo ele, de uma lesão que sofreu numa partida de futebol.
FAMÍLIA E EMOÇÃO
A cerimônia foi marcada pela emoção de José Lino Sepulcri, que deixou a presidência da Fecomércio-ES após (longos) 16 anos de mandato. Ele chegou a chorar quando citou sua família.
DO ANALÓGICO AO DIGITAL
Por falar em José Lino, ele fez seu discurso no velho papel; Idalberto Moro, o novo presidente, discursou lendo no smartphone.
NADANDO EM DINHEIRO
O ex-presidente afirmou que deixou em caixa para o seu sucessor R$ 343 milhões e um patrimônio de R$ 8 bilhões. Teve gente fazendo conta na plateia.
ACEITA OURO OU DÓLAR?
Um aplicativo de transporte de bacanas estava cobrando mais de R$ 80, em alguns momentos da noite de quarta, para uma corrida entre o Centro de Vila Velha e o Sesc-Glória, um percurso de 13 quilômetros. A concorrência fazia o mesmo trajeto por R$ 23.
SACRIFÍCIO
O discurso do presidente da Confederação Nacional do Comércio (CNC), José Roberto Trados, foi longo e cansativo. E a fome só aumentava.
PARIS É AQUI
Emocionante, bela, sensível: antes de começar a cerimônia, a acolhida aos convidados foi um luxo. A harpista Gláucia Castilhos e o violonista Elias Belmiro encantaram a plateia com músicas consagradas como La Vie En Rose. Teve gente suspirando.
BRAVO!
Também no teatro, um dos momentos mais emocionantes foi protagonizado pelo menestrel Moacir Reis, que circulou pela plateia declamando um texto atribuído a William Shakespeare.
BRAVO! BRAVO!
Na acolhida no coquetel no terraço, o espetáculo ficou a cargo do tenor Eduardo Santa Clara e da soprano Meire Norma. Em seguida, uma apresentação impecável da Filarmônica de Mulheres do ES.
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Feedral do Espírito Santo.