Nos dez primeiros meses do ano, o Espírito Santo teve apenas 11 ocorrências de roubos a cargas. É um número muito pequeno se comparado ao Rio de Janeiro. O Estado vizinho, no mesmo período, registrou 6.272 casos. E o olha que no Rio a situação já foi bem pior: em 2018, aconteceram 22.183 roubos de carga, 3 mil a menos que em 2017.
E qual o “segredo” para o ES ter tão poucas ocorrências desse tipo de crime? O Estado tem um Grupo de Trabalho, coordenado pela Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp), que conta com a participação de forças policiais (PM, PC, PRF e PF), além das áreas de Inteligência de todas as corporações, empresas estatais, como a Codesa e a Infraero, e representantes do setor privado, como o Transcares, o sindicato dos transportadores de cargas.
O trabalho desse grupo é muito focado em cooperação e integração. Existe uma troca diária de informações entre o grupo, inclusive com as polícias e representantes de outros Estados, monitorando o cenário. Existe um forte trabalho de prevenção às ocorrências, para evitar que a violência de outros Estados migre para o ES.
Além de todo esse aparato, o Espírito Santo tem uma lei específica de combate à receptação de roubo de cargas.
CARGA VALIOSA
Segundo dados nacionais, 75% dos roubos acontecem em área urbana, no entanto os roubos em rodovias ganham mais destaque porque são mais seletivos, ou seja, têm valor agregado maior.