Ciclovia em Camburi: a malha cicloviária de Vitória ganhou somente cinco quilômetros entre 2014 e 2018.Crédito: Divulgação
A extensão da malha cicloviária em Vitória ganhou somente cinco quilômetros entre 2014 e 2018, segundo dados do portal Observa Vix, da PMV. O indicador mede a totalidade dos quilômetros de rotas para bicicletas implantadas no município. Em 2014, eram 31,33 km, enquanto em 2018 a rede passou para 36,42 km. A malha cicloviária é composta por ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e paraciclos.
A meta
Pelo plano de Metas 2018-2020 da Prefeitura de Vitória, a malha deveria chegar a 50 km em 2020. Portanto, faltam ainda 13,58 km para serem feitos até o fim do ano que vem.
E as bikes avançam
Enquanto a malha cicloviária avança lentamente, o número de usuários cadastrados no Bike Vitória acelera forte. Se em 2016 havia 47.790 cadastrados, em 2018 a quantidade passou para 92.434.
Há vagas
A Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou à Assembleia Legislativa, no dia 11 de março, que dispõe de mil tornozeleiras eletrônicas. Na ocasião, 222 estavam em uso.
Pacote do mal
Menos radares nas estradas, pontuação mais tolerante com os maus motoristas, estradas horrorosas: tem fórmula melhor para aumentar o caos e as mortes no trânsito?
A ordem voltou
Finalmente o secretário municipal de Esportes de Vila Velha, Luiz Felipe de Azevedo, renunciou à presidência do Conselho Municipal de... Cultura. O colegiado se reúne esta quarta-feira para apreciar a renúncia e convocar nova eleição para o seu comando.
Vamos torcer
A Eco101 pretende começar neste segundo semestre a duplicar o trecho entre Guarapari e Anchieta da BR 101. E até o final do ano a concessionária planeja entregar a duplicação entre Viana e a Cidade-Saúde.
Belo exemplo
O jornalista e escritor carioca Aziz Ahmed, de 80 anos, acaba de lançar “Memórias da Imprensa Escrita”. Numa prova de confiança no ser humano, ele envia o livro aos interessados, pelo Correio, e o comprador só paga depois, quando a obra chegar ao destinatário.
Reunião de feras
No livro, Aziz reuniu 26 coleguinhas veteranos que contaram a história dos bastidores da imprensa escrita no Brasil. Um dos entrevistados é o falecido jornalista Ricardo Boechat, que deu um depoimento de três horas.
Alô, carrasco!
Será que nesta semana o serviço público vai enforcar o trabalho na véspera da crucificação de Jesus?
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MINIENTREVISTA
“Os vilões do preço da gasolina não são os postos”
Dirceu Oliveira Filho, vice-presidente do Sindipostos-ES, diz que não há cartel nos postos do Estado, defende a qualidade do combustível e reclama dos impostos: “A carga tributária onera muito o preço final”.
Por que a gasolina é tão cara? Quem são os vilões dessa história?
Com certeza não são os postos. A soma dos impostos e do preço da Petrobras representa mais de 80% do preço da gasolina. O restante são custos operacionais, frete e margem das distribuidoras e dos postos. A gasolina é muito cara no nosso país. Isso é ruim para todo mundo, inclusive para nós empresários.
Tem cartel nos postos de gasolina do ES?
Só uma investigação pode responder isso. Cartel é crime e como tal deve ser tratado. Mas antes de condenar é preciso investigar e comprovar, sem acusações levianas que possam manchar a imagem de empresários sérios e de todo um setor econômico. O que induz as pessoas a acharem que existe um cartel é justamente o reflexo da grande concorrência entre os postos.
Por que os preços são tão semelhantes nas bombas da Grande Vitória?
Primeiro, o setor tem, na origem, monopólio, o que estabelece toda uma cadeia com paralelismo de preços. Segundo, pela grande concorrência entre os postos. O natural comportamento do consumidor que escolhe o posto que vai abastecer pelo menor preço conduz à saudável concorrência.
Se a Petrobras fosse privatizada, haveria mais competição e os preços poderiam cair?
Acreditamos que sim. Mas o mais importante seria criar mecanismos de atração de novos players para a exploração e refino de petróleo e distribuição. Aí sim, teríamos concorrentes na produção, que hoje é um monopólio. Mas não pode deixar de reduzir a carga tributária, que onera em muito o preço final.
O Sindipostos tem 100% de certeza da procedência e da qualidade do combustível vendido no ES?
A resposta está no site da ANP. O ES tem 98% de conformidade. Dos menos de 2% de não conformidade, boa parte é de itens que os postos não têm condições de averiguar.
Iniciou sua história em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De lá para cá, acumula passagens pelas editorias de Polícia, Política, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Também atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 é colunista. É formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espírito Santo.