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Leonel Ximenes

Casos de feminicídio aumentam 35% no Estado. Até quando?

Em 2021, 43% desse tipo de crime teve como responsáveis maridos ou companheiros das vítimas

Publicado em 06 de Setembro de 2021 às 02:05

Públicado em 

06 set 2021 às 02:05
Leonel Ximenes

Colunista

Leonel Ximenes

O  feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino
O feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino Crédito: Divulgação
Os casos de feminicídio estão em alta no Espírito Santo. De acordo com o levantamento feito com números da Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sesp), foram registradas 23 ocorrências desse tipo, entre janeiro e agosto deste ano, contra 17 no mesmo período de 2020. Um aumento de 35.29%.
Destaca-se que 43% dos feminicídios ocorridos no Estado são cometidos pelo marido ou companheiro da vítima. A covardia também impera no modo como o assassinato é cometido. Em 57% desses homicídios ocorridos neste ano, a arma utilizada foi do tipo branca - pode ser uma faca ou outro objeto perfurante.
No Espírito Santo, de janeiro a agosto deste ano, 60,9% das vítimas de feminicídios eram pardas, 26,1%, brancas, e 4,3%, negras. Um percentual de 8,7% não teve sua cor de pele informada.
A Região Noroeste lidera os feminicídios, com oito ocorrências, seguida pela Metropolitana (sete), Sul (quatro), Norte (dois) e Serrana (dois).
Feminicídio é o homicídio doloso praticado contra a mulher em razão da condição do sexo feminino. Em meio ao isolamento social, o Brasil contabilizou 1.350 casos de feminicídio em 2020 - um a cada seis horas e meia, segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O número é 0,7% maior comparado ao total de 2019.  Três a cada quatro vítimas de feminicídio tinham entre 19 e 44 anos. A maioria (61,8%) era negra. O Brasil ocupa o vergonhoso 5º lugar no ranking desse tipo de crime.
No ranking geral de homicídios dolosos de mulheres, o município que lidera os tristes indicadores é Vila Velha, com nove assassinatos, seguido por Cariacica (oito) e Serra (cinco). Destaca-se ainda o elevado quantitativo em Conceição da Barra, no Norte do Estado, com quatro ocorrências nos primeiros oito meses deste ano.

Leonel Ximenes

Iniciou sua historia em A Gazeta em 1996, como redator de Esporte e de Cidades. De la para ca, acumula passagens pelas editorias de Policia, Politica, Economia e, como editor, por Esportes e Brasil & Mundo. Tambem atuou no Caderno Dois e nos Cadernos Especiais e editou o especial dos 80 anos de A Gazeta. Desde 2010 e colunista. E formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Espirito Santo.

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