A eleição de Carlão, por unanimidade, põe fim à divisão do órgão de assessoria técnica às micro e pequenas empresas brasileiras. É preciso lembrar que quando
Manato foi eleito presidente, no final de 2018, o Conselho do
Sebrae-ES rachou. Ele recebeu sete votos contra seis dado ao seu oponente, o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, num pleito marcado por acusações de traição e manobras políticas palacianas.
Carlão, segundo a coluna apurou, foi escolhido por ser conciliador, perfil considerado essencial neste momento da trajetória do Sebrae-ES. Contador e especialista em gestão de empresas, o executivo é o atual superintendente/diretor-executivo da OCB-ES, a Organização das Cooperativas Brasileiras.
A coluna apurou também que a divisão do Sebrae-ES voltou a ficar acirrada com a destituição de Manato. Em lados opostos do ringue, mais uma vez, estavam
Findes e Fecomércio, entidades que já haviam se confrontado na eleição em que o ex-deputado federal foi eleito por apenas um voto, há pouco mais de dois anos.
A disputa estava evoluindo, mais uma vez, para a formação de duas chapas para concorrer à eleição desta quinta-feira. Mas, com o apoio decisivo do
governo do Estado, que tem dois votos na eleição do Conselho (Aderes e Bandes), foi costurado um acordo e ficou decidido que Carlão seria a terceira via, o candidato de consenso das forças antagônicas no Sebrae-ES. Tudo em nome da pacificação.
E assim se chegou ao nome de conciliação. “Estou muito motivado, vamos reformular o Sebrae-ES, aprimorar o trabalho, fazer mais entregas para a sociedade, principalmente o público-alvo [micro e pequenos empresários]. Estou ciente dos obstáculos, dos desafios, mas ao mesmo tempo muito feliz com a oportunidade que o cooperativismo está tendo”, afirma Carlão.
A presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae-ES não é remunerada - não há salários, tampouco gratificações. O dia a dia da entidade é tocado pela superintendência, comandada pelo empresário Pedro Rigo. “A presidência do Sebrae é uma missão. Parodiando Juscelino Kubitschek, quero fazer quatro, cinco anos em dois”, planeja o novo presidente, que já tomou posse.