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A paz voltou: os bastidores da eleição do novo presidente do Sebrae-ES

Novo dirigente, eleito por unanimidade para um mandato-tampão, foi escolhido por ter um perfil considerado conciliador

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 26/02/2021 às 11h03
Atualizado em 26/02/2021 às 11h03
Carlão é um dos líderes do cooperativismo no ES
Carlão é um dos líderes do cooperativismo no ES. Crédito: Divulgação

O novo presidente do Sebrae-ES chega respaldado ao cargo. Carlos André Santos de Oliveira, mais conhecido como Carlão, foi eleito com os votos de todos os 13 membros do Conselho Deliberativo, na tarde desta quinta-feira (25). Ele vai substituir, até dezembro de 2022, o ex-deputado federal Carlos Manato, que há poucos dias foi destituído do cargo.

A eleição de Carlão, por unanimidade, põe fim à divisão do órgão de assessoria técnica às micro e pequenas empresas brasileiras. É preciso lembrar que quando Manato foi eleito presidente, no final de 2018, o Conselho do Sebrae-ES rachou. Ele recebeu sete votos contra seis dado ao seu oponente, o presidente da Fecomércio-ES, José Lino Sepulcri, num pleito marcado por acusações de traição e manobras políticas palacianas.

Carlão, segundo a coluna apurou, foi escolhido por ser conciliador, perfil considerado essencial neste momento da trajetória do Sebrae-ES. Contador e especialista em gestão de empresas, o executivo é o atual superintendente/diretor-executivo da OCB-ES, a Organização das Cooperativas Brasileiras.

POR POUCO, UM NOVO RACHA

A coluna apurou também que a divisão do Sebrae-ES voltou a ficar acirrada com a destituição de Manato. Em lados opostos do ringue, mais uma vez, estavam Findes e Fecomércio, entidades que já haviam se confrontado na eleição em que o ex-deputado federal foi eleito por apenas um voto, há pouco mais de dois anos.

A disputa estava evoluindo, mais uma vez, para a formação de duas chapas para concorrer à eleição desta quinta-feira. Mas, com o apoio decisivo do governo do Estado, que tem dois votos na eleição do Conselho (Aderes e Bandes), foi costurado um acordo e ficou decidido que Carlão seria a terceira via, o candidato de consenso das forças antagônicas no Sebrae-ES. Tudo em nome da pacificação.

E assim se chegou ao nome de conciliação. “Estou muito motivado, vamos reformular o Sebrae-ES, aprimorar o trabalho, fazer mais entregas para a sociedade, principalmente o público-alvo [micro e pequenos empresários]. Estou ciente dos obstáculos, dos desafios, mas ao mesmo tempo muito feliz com a oportunidade que o cooperativismo está tendo”, afirma Carlão.

A presidência do Conselho Deliberativo do Sebrae-ES não é remunerada - não há salários, tampouco gratificações. O dia a dia da entidade é tocado pela superintendência, comandada pelo empresário Pedro Rigo. “A presidência do Sebrae é uma missão. Parodiando Juscelino Kubitschek, quero fazer quatro, cinco anos em dois”, planeja o novo presidente, que já tomou posse.

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