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Política

Uma cadeirada não pode ser maior que o futuro de nossas cidades

Prezado leitor, não deixe que a agitação das redes sociais, a polarização maluca e a lacração impeçam você de escolher o perfil de melhor gestor: sua cidade merece!!

Publicado em 26 de Setembro de 2024 às 03:00

Públicado em 

26 set 2024 às 03:00
Lauro Ferreira Pinto

Colunista

Lauro Ferreira Pinto

Uma cadeira voando, lançada às costas de um candidato falastrão que insultava outro, repórter policial com ambições de candidato, em debate político transmitido pela televisão, não é bem o que se espera de seriedade dos postulantes a prefeito da maior cidade do país. Teremos eleições em cerca de dez dias para os futuros administradores de nossas cidades. Não é pouca coisa.
O futuro da população mundial é urbano. Há poucas décadas, em 1950, apenas 30% da população mundial vivia em cidades, segundo a ONU. Hoje estima- se que 55% da população mundial viva em áreas urbanas. A OMS prevê que a população das cidades chegue a 70% em 2030. Em oito décadas estará ocorrendo uma absoluta inversão da proporção de habitantes entre o meio rural e o urbano. Essa proporção não será uniforme, aliás, já não é. A América do Norte terá 84,7% da população em cidades e a Europa 83,6%, já a África 56,7%.
A urbanização é considerada uma força positiva para o crescimento econômico, redução da pobreza e desenvolvimento humano. As cidades são lugares onde o empreendedorismo e inovação tecnológica podem prosperar, graças à diversidade,  à formação educacional da força de trabalho e à alta concentração de negócios.
As cidades podem ser hubs de desenvolvimento, onde a proximidade de comércio, governo e transportes proveem a infraestrutura necessária para compartilhamento de conhecimento e informação. Os moradores urbanos tendem a ser mais cultos, ter mais acesso à educação, e oportunidades de trabalho e moradia, e mesmo participação política. Essa é a teoria que explica a urbanização global, tendência irreversível. As oportunidades estão nas cidades.
Na prática, o que vemos, na realidade, não é bem assim. Se em pouco mais de duas décadas, mais de 2/3 da população brasileira estarão morando em cidades, ou escolhemos gestores preocupados com o planejamento das cidades, ou nossa vida ficará insuportável.
Os desafios do trânsito só vão piorar. Precisamos de transporte público mais eficiente e soluções de tráfego que ajudem a desafogar nossas artérias mais congestionadas. A violência nas grandes cidades brasileiras é um problema que não tem soluções fáceis e simplistas.
Datena agride Pablo Marçal com cadeirada durante debate em São Paulo
Datena agride Pablo Marçal com cadeirada durante debate em São Paulo Crédito: Reprodução/TV Cultura
Precisamos de educação de qualidade que dê condições reais e equidade de acesso às oportunidades que as cidades oferecem. Precisamos de equipamentos de saúde que atendam às necessidades da população que depende do SUS e espera um tempo interminável para acesso a exames e consultas de especialistas. O atendimento à pandemia só piorou a fila e demanda para as demais necessidades da saúde.
Enfim, prezado leitor, não deixe que a agitação das redes sociais, a polarização maluca e a lacração impeçam você de escolher o perfil de melhor gestor: Sua cidade merece!!

Lauro Ferreira Pinto

Doutor em Doencas Infecciosas pela Ufes e professor da Emescam. Neste espaco quer refletir sobre saude e qualidade de vida na pandemia.

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