A exibição dos Jogos Olímpicos de Tóquio, mesmo com a diferença de fuso horário, com sua cobertura maciça pela televisão, trouxe para perto da gente a magia do esporte e ocupou com méritos o noticiário já desgastante da pandemia. Embora o esporte de elite não seja lá muito saudável (bata ver o histórico de cirurgias e contusões de vários atletas de ponta), ele ajuda a estimular a atividade física. Mais de um ano de pandemia, sem dúvida, agravou o sedentarismo. Já passou da hora de sair da poltrona!
Estima-se que mais de um quarto (1,4 bilhão de pessoas) da população mundial seja sedentária. A inatividade física é responsável por mais de 7% das mortes prematuras por ano e custa aos sistemas de saúde mais de 53 bilhões de dólares anuais. O sedentarismo está ligado à várias doenças crônicas, como doenças cardíacas, diabetes e vários tipos de câncer.
Os benefícios de atividade física constante se estendem ainda à saúde mental, funções cognitivas, melhoria da qualidade do sono além de prevenir quedas e injúrias relacionadas a elas. Até a imunidade melhora. Foram divulgados trabalhos mostrando melhor resposta vacinal em que não é sedentário.
A grande maioria das diretrizes internacionais sugerem um mínimo de 150 minutos de atividade aeróbica por semana, se possível com 60 minutos de atividade mais vigorosa. Exercícios de flexibilidade e musculação também são necessários à medida que envelhecemos para preservar equilíbrio e proteger do risco de quedas.
Os governos em seus vários níveis podem e devem estimular esportes, facilitar e proteger transportes alternativos como o ciclismo. A atividade física pode ser feita a qualquer hora, de manhã, de tarde ou de noite, de acordo com a disponibilidade de cada um. Não pode haver desculpa de falta de tempo.
Na época das Olimpíadas de Atlanta, o serviço de saúde americano estimulou, por exemplo, que usuários de transporte publico, saltassem do metrô, ou ônibus, em uma ou duas estações antes e fizessem o restante do caminho a pé...
O medo e as restrições criadas pela pandemia agravaram o sedentarismo. Portanto, saia da poltrona, desligue sua TV, largue este jornal e vá ao menos caminhar. Sua saúde agradece!