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João Baptista Herkenhoff

Diálogo sadio não é importante só na religião, mas também na política

Na Religião, na Filosofia, na Política, o diálogo é construtivo. O anátema e a pretensão de ser dono da verdade não produzem qualquer fruto positivo

Publicado em 24 de Setembro de 2019 às 16:14

Públicado em 

24 set 2019 às 16:14

Colunista

Em busca de tolerância política e religão Crédito: Divulgação
Refletimos neste texto sobre a necessidade de diálogo e tolerância entre as diversas religiões. A abertura para ouvir o outro não se limita ao domínio religioso. Também no campo político é preciso que pessoas divergentes, na maneira de pensar, sejam capazes de conversar, de entender as razões do opositor.
O ódio, as ofensas, o decreto da verdade, o sinete de inimigo da pátria ou a pecha de ignorante, aposto ao que diverge de uma determinada linha de pensamento, em nada contribui para que o Brasil vença suas dificuldades.
Sobre o entendimento entre as religiões, é oportuno relembrar uma advertência de João Paulo II:
“Fazem obra de paz aqueles que se aplicam em despertar a atenção para os valores das diferentes culturas, para a especificidade das sociedades e para as riquezas humanas de cada povo.”
Os valores humanistas estão presentes nas mais diversas tradições religiosas e filosóficas da humanidade.
Essas tradições afinam, nos seus grandes postulados, com as ideias centrais que caracterizam este conjunto de princípios que denominamos “Direitos Humanos.”
Estes não são monopólio do Ocidente ou propriedade cristã.
Fernand Comte estudou os livros sagrados budistas, confucionistas, hinduístas, muçulmanos, judaicos e cristãos. Concluiu que uma linha ética aproxima essas fontes do sagrado.
René Grousset visitou as religiões e filosofias da Índia, da China e do Japão. Numa atitude de devotado respeito às fontes da sabedoria oriental, Grousset revelou o profundo conteúdo dessa árvore filosófica.
Gautier, Gardé, Massé e Sourdel nos ajudam a compreender o Islamismo, com toda sua pujança e elevado cabedal ético.
Cornelius Castoriadis observa que as religiões em geral têm uma pretensão universalista, pretendem que sua mensagem enderece-se à humanidade inteira. Não obstante esse caráter “universalista da religião”, acreditamos que um elo de compreensão pode estabelecer-se através da tolerância.
Que haja comunicação entre as diferentes crenças e sistemas filosóficos, entre as pessoas que aderem a essas crenças e filosofias.
Que se estabeleça uma comunicação bipolar, que supõe um liame entre as pessoas que se falam, conforme assinalou François Marty.
Com acendrado espírito de busca e aproximação, Michel Lafon nos oferece um livro sobre preces e festas muçulmanas, especialmente dirigido aos cristãos.
Na Religião, na Filosofia, na Política, o diálogo é construtivo. O anátema e a pretensão de ser dono da verdade não produzem qualquer fruto positivo.
 

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