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2020 é o ano dos livros, da cultura, da educação e do respeito

Na expectativa de uma fase agradável e de sonhos concretizados, repetimos o cronista capixaba Rubem Braga: “Desejo a todos um ano novo de muitas virtudes e alguns pecados suaves e bem aproveitados”

Publicado em 07 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

07 jan 2020 às 04:00
Herbert Soares

Colunista

Herbert Soares Herbert Soares
Livros, estante e biblioteca: valorização da cultura Crédito: Pixabay

“E sonhos não envelhecem”, assim o brilhante Milton Nascimento canta e nos inspira a seguir otimistas neste novo começo. Portanto, se ainda é permitido sonhar, não desperdicemos tempo: Bem-vindo 2020, o ano dos livros em primeiro lugar, da cultura devidamente valorizada e da educação pública de qualidade para todos.

O ano dos livros, físicos ou digitais, principalmente dos produzidos no Estado. O livro será o presente mais esperado, os lançamentos contarão com enorme público e haverá recorde de vendas para editoras, livrarias, sebos e autores capixabas. Teremos, consequentemente, o ano da leitura, período em que o livro tomará horas do celular e das redes sociais, ou seja, o início do ciclo de crianças e adolescentes carregando um exemplar e das bibliotecas repletas de frequentadores.

O ano do fortalecimento da cultura local, das pequenas comunidades, distritos, municípios e das periferias das grandes cidades. Cultura negra, dos descendentes de europeus e dos índios, todas encaradas como pertencimento, a nossa raiz, algo de inestimável importância e essencial até para o desenvolvimento econômico. Que assim seja, de Pedro Canário a Laranja da Terra, de Vitória a Bom Jesus do Norte, por todos os 78 municípios do Espírito Santo.

O ano da educação pública de qualidade para todos, considerada prioridade na prática e não apenas nos discursos. De escolas estruturadas, do transporte escolar totalmente seguro e de crianças e adolescentes de fato aprendendo. Será também o ano do professor, o obstinado, o herói verdadeiro da nação, agora com emprego estável, ótimos salários e condições ideais de trabalho.

Acima de tudo, que 2020 seja o ano do respeito, da moderação e da razão. De palavras gentis no mundo virtual e no dia a dia, de defesa das boas causas coletivas e não de políticos aproveitadores, fanáticos e passageiros. Enfim, um ano com menos atos ignorantes e violentos e mais amor.

Por último, na expectativa de uma fase agradável e de sonhos concretizados, repetimos o genial cronista capixaba Rubem Braga: “Desejo a todos um ano novo de muitas virtudes e alguns pecados suaves e bem aproveitados.”

Herbert Soares

Herbert Soares Herbert Soares

É mestre em História pela Ufes. Neste espaço, a história capixaba é a protagonista, sem deixar de lado as atualidades. Escreve às terças.

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