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Filipe Souza

Brasil passa vergonha dentro e fora de campo no Maracanã

Em campo, seleção foi derrotada pela Argentina com mais uma atuação pífia. Fora das quatro linhas, incompetência dos responsáveis pela partida criou um clima propício para o caos e cenas lamentáveis foram protagonizadas

Publicado em 22 de Novembro de 2023 às 05:42

Públicado em 

22 nov 2023 às 05:42
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Seleção Brasileira foi superada pela Argentina no Maracanã
Seleção Brasileira foi superada pela Argentina no Maracanã Crédito: Staff Images/CBF
Em uma campanha que empilha recordes negativos e que ocupa um inédito e amargo sexto lugar nas Eliminatórias para a Copa do Mundo, o Brasil vive um péssimo momento.
A situação é ruim dentro de campo, mas se mostrou ainda pior fora das quatro linhas. Na noite desta terça-feira (21), o Maracanã foi o palco da derrota da Seleção para a Argentina por 1 a 0, e também viveu uma das noites mais vergonhosas de sua história.
Diferente de outras oportunidades, eu estava no Maracanã apenas como torcedor, mas acabei assistindo in loco um episódio que não se justifica e extrapola qualquer nível de rivalidade saudável.
Antes de a bola rolar, ainda quando tocavam os hinos dos dois países no estádio, a surgiram conflitos no setor sul do Maracanã (veja vídeo abaixo). Ao tocar o hino argentino, parte da torcida brasileira vaiou os hermanos. Algo que por mais que seja questionável, se tornou uma prática em vários países da América do Sul, inclusive na Argentina, que já fez a mesma coisa com o Brasil em jogos da Seleção, e em duelos pela Libertadores.
O limite é rompido quando a violência assume o comando das ações, e infelizmente foi o que aconteceu.
Após um pequeno foco de conflitos de torcedores brasileiros e argentinos, a Polícia Militar do Rio de Janeiro protagonizou imagens que já rodaram o mundo. Uma truculência sem tamanho para lidar com a situação. Não souberam diferenciar torcedores envolvidos na confusão de inocentes, de famílias com crianças, e mais promoveram o caos do que resolveram a situação.
Revoltados com o ocorrido e com medo de familiares estarem expostos no conflito, os jogadores argentinos correram em direção à arquibancada e depois se retiraram de campo ameaçando não jogar.
Tudo isso porque a organização da partida definiu que não haveria separação entre as torcidas de Brasil e Argentina no setor sul. CBF, autoridades de segurança do Rio de Janeiro e a gestão de estádio entenderam quem havia pouco risco de conflito.
Um erro ridículo, e de total amadorismo, que mostra o despreparo das instituições para organizar o evento. Estava na cara que bastava muito pouco para vermos cenas lamentáveis, e foi o que aconteceu.
Com 27 minutos de atraso, a partida finalmente começou. O clima de animosidade também apareceu em campo. Muito jogo físico, faltas e pouco futebol.
No fim, Brasil derrotado dentro de campo com mais uma atuação muito abaixo da média e com o técnico Fernando Diniz sem saber como extrair o mais de seus jogadores. Fora do gramado, um país envergonhado por mostrar vários níveis de incompetência.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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