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Comunicação

Inteligência artificial e publicidade: a criatividade nunca foi tão importante

Mudaram as formas de se fazer comunicação e outros contornos ganham relevância e novos formatos começaram a fazer toda a diferença

Publicado em 19 de Janeiro de 2024 às 01:50

Públicado em 

19 jan 2024 às 01:50
Fernando Manhães

Colunista

Fernando Manhães

Em outubro de 2017, abordei aqui, em uma coluna, a necessidade de se colocar limites e maior transparência na relação do Google com seus clientes. O presidente do Google Brasil, o capixaba Fábio Coelho, abordou o tema “Comprometa-se Com o Futuro”. Já naquela época, dizia que a inteligência artificial iria ajudar a resolver grandes problemas com as tarefas rotineiras das nossas vidas. E foi mais longe: “A inteligência artificial vai fazer com que o conceito da publicidade seja revisitado, ressignificado e aprofundado”.
Pois bem. Isso foi há mais de cinco anos e me parece que o tema está bem atual. Entretanto, ainda não vivemos todo o impacto que a Inteligência Artificial provocará na atividade publicitária. Tenho repetido aqui que a publicidade tem sido a ferramenta mais utilizada ao longo dos anos nessa aproximação com as pessoas. Mudaram as formas de se fazer comunicação e outros contornos ganham relevância e novos formatos começaram a fazer toda a diferença.
O Google, de longe, é a plataforma com mais conteúdo publicitário e a mais versátil da internet. No entanto, a Meta é responsável por capturar a maior fatia do investimento do mercado publicitário mundial. Segundo a Warc, empresa de marketing analytics, o mercado publicitário mundial teria faturado, em 2023, 963,5 bilhões de dólares. Projetando para 2024 um número jamais visto de 1 trilhão de dólares em investimento. O que representaria um crescimento de 8,2%.
Embora os números de 2023 não estejam fechados, a projeção é para que o investimento publicitário na internet seja o maior da história atingindo 50,7% da verba publicitária, ou seja, mais da metade da verba publicitária global. Então, a questão é saber como as empresas e as marcas podem desenvolver uma relação direta com os consumidores, sem depender diretamente das big techs.
Empresas como Alibaba, Amazon, Google, ByteDance e Meta no fundo intermedeiam grande parte do conteúdo publicitário da comunicação. Talvez a IA associada à criatividade, na busca por soluções, a partir de aplicativos e canais de comunicação próprios, com estratégias digitais específicas e conhecimento mais profundo dos seus usuários, no futuro próximo isso possa mudar essa realidade.
Empresas de consultorias, de tecnologia da informação, de branding, de Big da Data e marketing estão se unindo ou mesmo trabalhando de forma independente para buscar soluções nesse sentido. Nunca a criatividade e abordagem criativa foram tão necessárias para o bom equilíbrio da comunicação no mundo. As ferramentas são frequentemente atualizadas e com o tempo se tornam obsoletas. O mesmo pode ocorrer com as ideias. No fundo, o exercício criativo é o grande diferencial.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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