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Governo erra e a culpa é da comunicação

Aqui nos cabe perguntar: será que o governo acredita que uma campanha publicitária é o suficiente para resolver seus problemas de comunicação interna?

Publicado em 14 de Fevereiro de 2025 às 03:30

Públicado em 

14 fev 2025 às 03:30
Fernando Manhães

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Fernando Manhães

Recentemente, o governo federal mudou o ministro da comunicação, com a entrada do marqueteiro Sidônio Palmeira. O publicitário baiano foi responsável pela campanha eleitoral do Lula em 2022. A mudança ocorreu após o presidente Lula declarar publicamente que a comunicação do seu governo não estava indo bem. O governo reconheceu dificuldades em comunicar suas realizações e enfrentava embate digital com os seus opositores.
Coincidência ou não, o sinal amarelo também surgiu com a queda de popularidade do presidente e de seu próprio governo que atingiu o seu pior patamar do início do governo. Avaliação negativa do governo superou a positiva pela primeira vez e ficou em 37%. Segundo a pesquisa Genial/Quaest somente 31% veem como positiva atuação do governo.
Após o governo federal decidir revogar a norma da Receita Federal sobre o monitoramento das movimentações financeiras, incluindo o Pix, a Secretaria de Comunicação Social acionou suas agências de propaganda para solicitar uma nova campanha publicitária explicando a revogação e desmentindo a fake news sobre a taxação do Pix. Depois de toda essa polêmica, o governo percebeu a necessidade de ter uma estratégia e um plano de comunicação eficaz.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, participa da reunião Ministerial
Luiz Inácio Lula da Silva participa de reunião ministerial Crédito: Ricardo Stuckert / PR
Aqui nos cabe perguntar: será que o governo acredita que uma campanha publicitária é o suficiente para resolver seus problemas de comunicação interna, na qual  ministros não se entendem e a ingerência política do Partido dos Trabalhadores acaba desvirtuando os benefícios das medidas?
Ter um plano de comunicação é uma estratégia correta e o governo já está bem atrasado com a medida. Entretanto, a comunicação não pode ser a saída para medidas desarticuladas e programas populistas que, no fundo, não traduzem as necessidades da população. Quando o governo fracassa nas suas medidas e na articulação política, não tem comunicação que dê jeito.
Na internet o governo já promoveu algumas mudanças, começando de forma tímida a se comunicar com linguagens específicas para os seus diversos públicos. Muita coisa ainda precisa se ajustar, pois é muito fácil colocar a culpa na comunicação.

Fernando Manhães

É publicitário e escreve sobre suas experiência em Portugal, com foco em consumo e sustentabilidade.

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