Facebook: os dilemas de uma debutante das redes sociais

Nem o fogo cruzado, com vazamento de dados, e afastamento de anunciantes foram capazes de arrefecer seu desempenho

Publicado em 01/03/2019 às 14h41
Facebook. Crédito: Divulgação
Facebook. Crédito: Divulgação

A maior rede social do mundo acaba de completar 15 anos, criada por Mark Zuckerberg em fevereiro de 2004, num quarto da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos. Hoje, conta com mais de 2 bilhões de usuários. Essa simples história de sucesso alcançou resultados expressivos, tornando-se um dos gigantes da tecnologia, somados a ele o Instagram, o Messenger e o WhatsApp. E seus números são realmente colossais: segundo a France Presse, “a empresa está no dia a dia de 1/4 da humanidade, vale perto de 436 bilhões de euros na bolsa e obteve um lucro em 2018 de 192 bilhões de euros”.

Nem mesmo diante do fogo cruzado, com o vazamento de dados pessoais de 87 milhões de usuários pela Cambridge Analytica, e o afastamento público de grandes anunciantes globais, com a retirada dos seus investimentos publicitários, foram capazes de arrefecer o seu desempenho. Como diz o diretor de Comunicação do Facebook, Nick Clegg: “Todos têm um papel nisso. O Facebook não tem todas as respostas”. Ele tem demonstrado ao mercado uma capacidade enorme de “receber os golpes” e continuar de pé.

Mas, se analisarmos friamente, assim como o Google é o catálogo telefônico do presente, o Facebook é a fofoqueira da era moderna, apesar de não produzir conteúdo algum, pois nós somos os produtores do conteúdo e ele – o Facebook – entrega e distribui a informação da forma como bem entende. Ele é um produto viciante. Essa jovem adolescente de 15 anos tem demonstrado um fôlego impressionante, e busca na tecnologia e na inovação saídas para lidar com seu gigantismo, crescimento vertiginoso e a imagem chamuscada pela utilização da plataforma para fins políticos, sem o conhecimento dos seus usuários.

Quem poderá no futuro ameaçar a posição que assumiu de líder das redes sociais? Assumir os seus erros do passado pode ser o primeiro passo para se manter no topo, mas o Facebook precisa garantir a privacidade dos seus usuários, melhorar suas informações adotando regras de controle e de compliance, e assumir de vez que é um meio de comunicação poderoso nas estratégias de marketing dos clientes.

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