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Pandemia

Falta de coordenação institucional pode matar a "pátria amada"

Os poderes Executivos (União e Estados) e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal precisam se sentar à mesa para um entendimento que tire a sociedade brasileira dessa confusão

Publicado em 13 de Maio de 2020 às 08:30

Públicado em 

13 mai 2020 às 08:30
Delfim Netto

Colunista

Delfim Netto

Covid-19
Novo coronavírus Crédito: Viktor Forgacs/ Unsplash
Passaram-se quase 80 dias desde que a primeira vítima infectada pela Covid-19 foi descoberta em São Paulo, no dia 26/2. Continuamos, até agora, sem saber qual é a situação da sociedade brasileira em relação à terrível pandemia, mais uma das muitas zoonoses que habitam a história do homem. Desde o primeiro momento, os responsáveis pela saúde pública invocaram a "ciência" como sua orientação.
Ora, a essência do enfoque científico é "medir e medir!", coisa que nunca fizemos e que substituímos pela retórica midiática. Gastamos tempo proclamando o remédio prescrito pela ciência ("fique em casa"), mas ignoramos o seu método de apreensão da realidade, o que, afinal, significa negá-la!
O pouco que sabemos sobre a pandemia, com todas as suas limitações, devemos ao competente trabalho da Fiocruz. Sua estatística informa que, desde as primeiras notícias de infectados pela Covid-19 (em 26/2), tivemos quatro dias até que se revelasse o segundo.
Se tomarmos o dia 28/2 como a origem dos registros até 11/5 e os dividirmos em "blocos" de sete dias, teremos dez blocos completos (que terminam em 6/5) e um hoje ainda incompleto, de três dias de observação e que só se completará em 13/5. Por conveniência, é melhor chamá-los de "semanas".
O primeiro bloco (a primeira "semana") vai de 28/2 a 5/3. Nele, a expansão da pandemia foi incrivelmente rápida: de 1 a 7 infectados, ou seja, uma expansão de 32% de infectados por dia! As taxas de aumento de infectados dentro das dez "semanas" foram as seguintes: 29% no segundo bloco, 30% no terceiro, 18% no quarto, 13% no quinto e 10% no sexto. 
A partir da sétima (em torno da terceira semana de abril no calendário: dia 16 a 22), verifica-se que ela se estabilizou numa taxa entre 6% e 7%, mas que produziu um acréscimo de quase 50 mil infectados entre a 9ª e a 10ª "semana".
É preciso reconhecer que os poderes Executivos (União e Estados) e os presidentes da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal, se não se sentarem à mesa para um entendimento que coordene a saída da sociedade brasileira da confusão que a descoordenação entre eles produziu, conseguirão o que parecia impossível. Matar a pátria amada.

Delfim Netto

Delfim Netto é um dos colunistas de A Gazeta

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