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Beatriz Seixas

Os planos de Amarildo Casagrande para o Banestes

Presidente diz que é preciso aproximar banco dos clientes

Publicado em 20 de Abril de 2019 às 23:08

Públicado em 

20 abr 2019 às 23:08
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Amarildo Casagrande é presidente do Banestes Crédito: Governo do Estado
O capixaba Amarildo Casagrande, de 54 anos, foi anunciado como presidente do Banestes em fevereiro e chegou logo depois que o banco se viu no meio do furacão após o recém-empossado no comando da instituição, Vasco Cunha Gonçalves, ser preso em operação da Polícia Federal por suspeita de crimes cometidos quando ele era do Banco Regional de Brasília (BRB).
O convite para chefiar o Banestes foi feito pelo governador Renato Casagrande (PSB), que apesar do sobrenome não tem parentesco com Amarildo, e surpreendeu não só o mercado capixaba – que vinha especulando nomes como o de Maurício Duque, Bruno Negris e Guilherme Dias – como o próprio Amarildo, que depois de trabalhar quase 40 anos no Banco do Brasil estava aposentado há sete meses.
“Fiquei surpreso quando o governador me ligou e me chamou para ir conversar com ele no Palácio Anchieta. A princípio, você leva um susto, mas ao mesmo tempo também é motivo para ficar muito feliz e lisonjeado”, contou Amarildo, que concedeu entrevista à coluna na última quinta-feira.
O presidente do Banestes não só assumiu o banco após um período conturbado como passou a liderar uma equipe que não foi montada por ele. Ao chegar, praticamente toda a diretoria da instituição já estava definida. O que externamente foi visto como um abacaxi, para Amarildo não representou um problema.
“Cheguei em um ambiente muito receptivo e com uma equipe altamente motivada. O episódio da prisão fez com que os profissionais se mobilizassem para não deixar isso afetar o banco. Então, além desse clima, encontrei um time muito competente e com grande experiência. Foi uma feliz surpresa.”
Cerca de dois meses depois de ter assumido, Amarildo se mostrou bem confortável no cargo e próximo (literalmente) à diretoria, uma vez que ele abandonou a ampla sala da presidência para se juntar ao espaço dividido pelos sete diretores do banco. A iniciativa faz jus à marca que ele afirmou querer deixar na sua gestão: proximidade.
Para ele, é preciso buscar uma aproximação com os funcionários e os clientes, mesmo em meio ao processo de transformação digital que o setor atravessa. “Temos que dar as ferramentas digitais quando é preciso, mas também oferecer um complemento com a presença.”
Do governador, Amarildo diz ter recebido a missão de manter o banco sólido e com resultados crescentes, pedidos que ele garantiu que vai cumprir, como bater o lucro recorde de 2018, de R$ 181 milhões.
Além disso, estão no escopo das metas do diretor-presidente aumentar a base de clientes do Banestes, hoje em cerca de 1,1 milhão, lançar até o final do próximo mês a conta digital, avançar na inovação e melhorar os processos tecnológicos, expandir a oferta de crédito, diversificar a carteira de clientes, passando a atuar mais junto às micro e pequenas empresas e também operar mais fortemente no segmento da agricultura.
Questionado se diante de um ambiente cada vez mais tecnológico o Banestes pretende fechar agências – hoje são 122 – Amarildo Casagrande disse que não, mas frisou que elas estão passando por um processo de reestruturação.
À coluna, adiantou que o banco vai abrir duas novas agências empresariais, uma em Jucutuquara (Vitória) e outra em São Mateus, de olho nos investimentos do Norte capixaba. Além disso, contou que será criada uma agência de governo, com objetivo de concentrar as demandas das secretarias, prefeituras e tribunais. “Assim conseguimos nos especializar e encontrar soluções que atendam esses órgãos públicos de maneira mais eficiente.”
Apesar da agitação no início deste ano para o Banestes, o momento agora é de águas calmas. Nos próximos dias será divulgado o resultado do primeiro trimestre do banco. Será um bom termômetro para ver se o barco está navegando na direção certa.
" ideia é continuar aumentando os resultados do banco. Para isso, vamos buscar melhorar a eficiência e avançar em tecnologi"
Amarildo Casagrande, presidente do Banestes - Cargo do Autor
Movimentação de passageiros cresce 20%
A movimentação de passageiros de janeiro a março deste ano no Aeroporto de Vitória teve um expressivo crescimento em relação ao mesmo período de 2018, com a alta de quase 20%. Embarcaram e desembarcaram pelo Eurico de Aguiar Salles, em 2019, 834.369 pessoas contra 705.320 no ano passado.
Vale lembrar que nos três primeiros meses de 2018, o novo terminal ainda não havia sido inaugurado. Sinal de que as obras de melhoria da infraestrutura surtiram efeito na movimentação. Claro que também deve ser levado em conta a recuperação (ainda que lenta) da economia nacional.
Cachu X Vix
Os consumidores da “capital secreta do mundo”, Cachoeiro de Itapemirim, estão saindo mais rápido do vermelho do que os da capital capixaba. Enquanto no acumulado do ano (jan-fev), houve uma queda de 1,1% no registro de inadimplentes no município do Sul do Estado, em Vitória, houve uma leve alta de devedores, de 0,2%. Os dados são da Boa Vista.
Bom exemplo
O Tribunal de Contas de Mato Grosso vai promover, na próxima quinta-feira, 25, o seminário “Ajuste Fiscal ou Desgoverno”, que terá como foco as experiências do Espírito Santo, único Estado a alcançar a nota A do Tesouro Nacional, em 2018. O ex-governador Paulo Hartung e o ex-secretário de Fazenda Bruno Funchal serão os palestrantes.
Boa a iniciativa do governo do ES de criar fundos com o dinheiro do petróleo. Mas para que o fundo soberano seja exitoso, o texto do projeto de lei precisa de ajustes.
O governo federal precisa alinhar seu discurso à prática. Mesmo se dizendo liberal protagonizou na última semana um bate-cabeça típico de intervencionistas.
NA LATA
 Perfil 
Nome: Claide Ghisolsi Rasseli
Empresa: Claid’s
No mercado: Há 29 anos
Negócio: Fábrica de biscoitos
Atuação: Santa Teresa (sede) e outras cidades do Espírito Santo.
Funcionários: 25 diretos
Jogo rápido com quem faz a economia girar
Economia: Pra quem está com o pé no chão e a empresa tem saúde financeira, a economia vai bem.
Pedra no sapato: O desperdício de tempo e energia com coisas burocráticas.  
Tenho vontade de fechar as portas quando: Nunca!
Solto fogos quando: Todos os dias quando acordo para trabalhar. Amo o que faço!
Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria...: A burocracia na contratação de profissionais. Reduziria as dificuldades para o empregador e para o funcionário.
Minha empresa precisa evoluir: Na oferta de produtos para atender a um público maior. Queremos avançar na produção de biscoitos para pessoas que não podem comer glúten.
Se começasse um novo negócio seria...: Biscoitos. É a minha paixão!
Futuro: Continuar melhorando a qualidade do produto, crescer a produção, mas sem perder a característica artesanal. Queremos ofertar mais biscoitos, como a crostata, que será lançada em breve.
Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro: Joice Rasseli. É minha filha e gerente de marketing da empresa. Ela é muito dinâmica e resolutiva.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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