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Empreendedores do ES

Na Lata: TimeNow vai diversificar negócio e entrar no setor da construção civil

A coluna conversou com o empresário Francisco Carvalho, que contou sobre os planos da empresa, que incluem expansão no exterior

Publicado em 27 de Setembro de 2020 às 15:23

Públicado em 

27 set 2020 às 15:23
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Francisco Carvalho é fundador da TimeNow Consultoria e Gestão de Projetos
Francisco Carvalho é fundador da TimeNow Consultoria e Gestão de Projetos Crédito: Arquivo pessoal
"O homem sensato adapta-se ao mundo. O homem insensato insiste em tentar adaptar o mundo a si. Sendo assim, qualquer progresso depende do homem insensato." A frase do escritor irlandês George Bernard Shaw é uma das preferidas do empresário Francisco Carvalho, que transforma essas palavras praticamente em uma filosofia no dia a dia dos seus negócios. 
Fundador da TimeNow Consultoria e Gestão de Projetos e envolvido em diversas outras iniciativas ligadas à tecnologia e inovação, como a Base 27,  ele vem buscando inovar e diversificar seus produtos e serviços, tanto é que vai entrar em um novo segmento em 2021: o da construção civil.
A empresa está no mercado desde 1996 e, ao longo desse período,  atua com consultoria e gestão em projetos industriais de setores como: celulose, mineração, químico,  siderúrgico, petroquímico,  automotivo, entre outros. 
A nova estratégia já começou a ser trabalhada neste ano. De acordo com Carvalho,  a ideia é  que a TimeNow  gerencie, para fundos de investimentos, grandes projetos da construção civil.  "O fundo coloca capital em algum imóvel. A construtora faz a gestão da obra e nós faremos a gestão do investimento, acompanhando de perto se ele está sendo bem aplicado ou não na obra. Este ano, já fizemos o piloto aqui no Espírito Santo. Estamos testando e iremos lançar a novidade nacionalmente no ano que vem. "
O empresário justifica que a entrada nesse nicho aconteceu quando a empresa percebeu a oportunidade que existia no setor,  que, em sua avaliação, é um dos menos inovadores do mercado. Para Carvalho, há uma grande carência quanto à aplicação de novas tecnologias bem como de modelos de negócios.
"Vimos aí uma oportunidade e o nosso objetivo é empregar todo o conhecimento que desenvolvemos na indústria, agora, na construção"
Francisco Carvalho - Fundador da TimeNow
A diversificação do negócio é uma constante na empresa, que começou trabalhando para o setor de celulose, mas logo expandiu e ganhou escala.  O fundador da companhia lembra que "a ficha caiu" para essa diretriz de crescimento quando prestava serviços para a então Aracruz Celulose.
 "A Aracruz Celulose nos ajudou na época a atender que não poderíamos depender muito dela.  Ela quase nos obrigou a diversificar. E isso nos ajudou a expandir os setores do negócio e também a nossa área de atuação. O ensinamento que tivemos lá atrás é aplicado constantemente até hoje. Somado a isso estamos com um foco muito grande em trazer mais tecnologia para o negócio com objetivo de ganhar em produtividade e qualidade."
Veracel Celulose: projeto de implantação da unidade foi gerenciado pela TimeNow
Veracel Celulose: projeto de implantação da unidade foi gerenciado pela TimeNow Crédito: Ricardo Teles/TimeNow Divulgação
A forma de trabalho da TimeNow tem rendido bons frutos. Tanto é que mesmo em meio à pandemia do novo coronavírus, a empresa vem alcançando resultados positivos. Neste ano, conseguiu fechar seis grandes contratos, não demitiu nenhum dos cerca de 700 empregados e prevê fechar 2020 com um faturamento de R$ 151 milhões, receita maior do que a de 2019,  de R$ 148 milhões, quando a companhia já tinha registrado um crescimento na casa dos 30%. 
Com os ventos soprando a favor, um dos próximos planos da empresa é ganhar corpo internacionalmente. A TimeNow já atua na África, mas quer ampliar seu alcance.  "Com o contrato de Moçambique, desenvolvemos um modelo de gestão à distância. E isso vai contribuir para ampliarmos nossa atuação em outros países. Não definimos os locais ainda, mas pensamos em ter uma filial em Portugal para atender a Europa."

PROGRAMAS DE ESTÍMULO À INOVAÇÃO

Para crescer, Francisco Carvalho avalia que não há outro caminho a não ser o que passe pela inovação.  Por isso, a empresa tem investido 2% da receita anual em inovação e estimulado diversos programas com esse foco. Um deles é o InoveNow, que é aplicado há três anos.
"Todo ano esse programa vai se aperfeiçoando e amadurecendo. Em 2020, já tivemos resultados muito bacanas.  Nos primeiros 8 meses recebemos  1.200 ideias dos nossos colaboradores e dessas 1.200 já temos 84 implantadas, além de uma série de outras em processo de implantação ou análise."
Outra iniciativa nessa linha é o programa de empreendedorismo interno.  Quando algum projeto surge de uma ideia de um funcionário, se a empresa avaliar que essa ideia é interessante para o negócio, o profissional é convidado a empreender, em conjunto com os sócios, e a transformar sua proposta em um novo produto ou serviço.
Além das ações dentro da TimeNow, Carvalho criou neste ano o hub de inovação Base27, que reúne empresas de diversos segmentos e tem o objetivo de criar ambiência para estimular soluções e práticas inovadoras. 
"O propósito é transformar as empresas e a economia do Espírito Santo através da inovação e, para isso, precisamos cada vez de mais gente envolvida nesse processo. Transformando a cabeça das pessoas, transformaremos o Estado"
Francisco Carvalho - Fundador da TimeNow e presidente da Base27
Confira abaixo o bate-papo do "Na Lata".
Parada em indústria da mineração em Moçambique, na África, foi planejada pela TimeNow
Parada em indústria da mineração em Moçambique, na África, foi planejada pela TimeNow Crédito: TimeNow/Divulgação

PERFIL

  • Nome: Francisco Carvalho
  • Empresa: TimeNow Consultoria e Gestão de Projetos
  • No mercado: Há 24 anos
  • Negócio: Gestão de projetos industriais
  • Atuação: Brasil, com sede em Vitória, e Moçambique, na África
  • Funcionários: Mais de 700 diretos

JOGO RÁPIDO COM QUEM FAZ A ECONOMIA GIRAR

Economia:

Penso na trasformação e na diversificação da matriz econômica capixaba através da inovação.

Pandemia do novo coronavírus:

Foi uma oportunidade para aplicar o que a havíamos nos preparado do ponto de vista da transformação digital.

Pedra no sapato:

O negativismo e o negacionismo diante de oportunidades. Quando pessoas colocam dificuldade em tudo ao invés de propor soluções.  

Tenho vontade de fechar as portas quando:

Vejo notícias sobre corrupção, mau uso dos recursos públicos e burocracia.  

Solto fogos quando:

Consigo perceber que os colaboradores estão engajados com a transformação e a inovação na empresa.  

Se pudesse mudar algo no meu setor, mudaria:

A forma como as empresas acabam se fechando em si. Precisamos compartilhar mais. Assim, crescemos não só como organização, mas também como sociedade, e ajudamos a desenvolver o país.  

Minha empresa precisa evoluir:

No modo de desenvolver pessoas. É preciso diminuir hierarquias e burocracias para que o potencial das pessoas seja aflorado na organização. 

Se começasse um novo negócio seria:

Um que reúna várias iniciativas com objetivo de resolver uma dor do mercado.

Futuro:

Será de novidades e novas experiências e produtos na nossa empresa.  

Uma pessoa no mundo dos negócios que admiro:

Elon Musk, fundador da Tesla. Gosto de pessoas que desafiam o lugar comum.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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