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Beatriz Seixas

Casagrande sobre reforma: "Se não era para melhorar, não precisava piorar"

Governador criticou proposta do governo federal para a aposentadoria dos militares

Publicado em 22 de Março de 2019 às 02:38

Públicado em 

22 mar 2019 às 02:38
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Renato Casagrande Crédito: Carlos Alberto Silva
O governador Renato Casagrande (PSB) conversou com a coluna na tarde desta quinta (21) e criticou duramente a proposta, feita pelo governo federal, de reforma da Previdência dos militares. Para o socialista, o texto inicial prejudica Estados que já se organizaram, como o Espírito Santo, e ainda cria um conflito entre categorias.
A proposta de reforma da Previdência para os militares é um abacaxi para o Estado?
Ela é bem aquém do que o mercado esperava, do que as pessoas esperavam. É de fato uma proposta que desfaz o que o Espírito Santo já fez. Ao invés de colaborar vai fragilizar.
Como o senhor vai trabalhar diante dessa situação?
Vou articular e conversar com demais governadores. Hoje (ontem), conversei com o governador da Paraíba (João Azevedo) e vou dialogar com governadores do meu partido para que a gente possa ter uma posição mais igualitária. É bom que a gente compreenda que é um prejuízo para alguns governadores (do RJ, GO e RS), que já subiram a alíquota para 14%. Então, se para nós é prejuízo (o ES tem uma alíquota de 11%), para quem já está com 14%, o prejuízo é muito maior. Agora é uma ação de articulação que a gente deve ter.
Há possibilidade de trabalhar em conjunto com a bancada para, por exemplo, sugerir uma emenda que não altere a alíquota do ES? Há caminho para isso?
Caminho existe. Vamos conversar massivamente sobre isso. No Congresso Nacional, quando alguma coisa é benéfica para servidores, é muito difícil você alterar. Quando é maléfica, é mais fácil. É um debate que nós vamos ter que fazer com muita responsabilidade, inclusive com os policiais.
Já há uma insatisfação dos policiais civis...
Existe porque (com a proposta) você cria uma diferença entre policial civil e militar. Já cria um atrito, um conflito. A proposta do governo não precisava piorar. Se não era para melhorar, não precisava piorar!
O aumento do custo com os militares em R$ 33,5 milhões nos próximos 3 anos impacta o caixa do ES? É um valor significativo?
Qualquer valor que aumente ainda mais o déficit já gigantesco que nós temos, nos preocupa. É lógico que nós vamos ter que assimilar, incorporar, se assim for aprovado. Vamos ter que nos organizar. O Estado não perderá a organização que tem hoje. Mas quando a gente pensa em reduzir o déficit, vem uma medida que pode aumentar o déficit.
 

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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