O governador Renato Casagrande (PSB) mostrou-se surpreso com a Operação Circus Maximus, que mira supostas fraudes no Banco Regional de Brasília (BRB) e atinge o novo presidente do Banestes, Vasco Cunha Gonçalves, que assumiu nesta segunda-feira (28) o banco estadual. Gonçalves, que até o ano passado era presidente do BRB, é um dos alvos da Polícia Federal, que cumpre nesta manhã mandados de prisão e busca e apreensão contra dirigentes e ex-dirigentes do banco.
Diante da investigação pelo suposto recebimento de propina por Gonçalves enquanto atuava no Banco de Brasília, o governador Casagrande afirmou que designaria um presidente interino até que os fatos se esclareçam.
"Designaremos rapidamente um presidente interino para que o trabalho continue normalmente no banco. A gente precisa compreender um pouco mais (o que está acontecendo). Por enquanto, estamos sem informação. Fomos pegos de surpresa, literalmente de surpresa. Então, temos que designar um interino e vamos compreender um pouco mais os fatos para tomar uma decisão definitiva. Então, a gente estabiliza o banco, designando alguém para responder imediatamente”, declarou Casagrande, sem detalhar quem seria esse presidente interino.
O INTERINO
Auditor Externo do Tribunal de Contas do ES, ele ficará no cargo até que o novo presidente seja escolhido e nomeado.
A DECLARAÇÃO DE CASAGRANDE
A declaração foi dada à coluna pelo governador, que participa nesta manhã de evento na Casa da Indústria, da Firjan, no Rio de Janeiro.
O governador afirma que a surpresa acontece pelo fato de o nome de Vasco Cunha ter sido aprovado pelo Banco Central. "Fomos pegos de surpresa. Porque o nome dele foi aprovado pelo Banco Central sem nenhuma observação, não tinha processo nenhum contra ele. Fomos pegos de surpresa por essa delação que culminou com o mandado de prisão contra ele e algumas pessoas",disse Casagrande.
Vasco Cunha Gonçalves tem 49 anos. Conforme a coluna abordou em 5 de dezembro do ano passado, um dia após ele ser anunciado para o cargo de presidente do Banestes pelo governador do Estado, Gonçalves não tinha até então nenhuma relação com o Espírito Santo, a não ser como turista. A relação com o governador se deu a partir de 2015, quando Casagrande atuou como conselheiro do Banco de Brasília.
O OUTRO LADO
A respeito da operação deflagrada pela Polícia Federal, envolvendo o presidente do Banestes, Vasco Cunha Gonçalves, por atos que teriam sido cometidos em sua gestão no BRB, o Governo do Estado esclarece:
1. O nome de Vasco Cunha Gonçalves foi aprovado pelo Banco Central, que promove rigorosa análise dos currículos dos indicados para bancos públicos.
2. A operação estava em segredo de Justiça e o Governo foi, assim, surpreendido pelos fatos.
3. Como determina o estatuto do Banestes, seu Conselho Administrativo se reunirá hoje, até o final da tarde, para escolher, entre os atuais diretores, quem assumirá interinamente a presidência, até que o novo presidente seja escolhido e nomeado.