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ES Gás

Casagrande decide vender companhia de gás para iniciativa privada

O governador Casagrande anunciou nesta quinta-feira a intenção de privatizar a ES Gás. Governo vai deixar a gestão da companhia e irá ofertar ações ao mercado, mas permanecerá com uma parte da empresa

Publicado em 05 de Março de 2020 às 14:25

Públicado em 

05 mar 2020 às 14:25
Beatriz Seixas

Colunista

Beatriz Seixas

Central de tratamento de gás, Cacimbas Crédito: Divulgação/Petrobras
O governo do Estado decidiu que vai vender o controle da ES Gás, companhia estatal de gás que foi criada em dezembro de 2018 juntamente com a BR Distribuidora. O governador Renato Casagrande (PSB) tornou a decisão pública nesta quinta-feira (5).
Ele conversou com a coluna e disse que pretende enviar à Assembleia Legislativa o pedido de autorização para ofertar ações da empresa ao mercado.
A ideia é que o governo deixe de gerir a companhia, mas permaneça com alguma participação no negócio. “O Estado continua com o ativo, mas a ES Gás passa a ter o controle da iniciativa privada. Assim, a empresa poderá ter uma condição mais adequada a um mundo de tanta competitividade. E tem ainda a vantagem que quem entrar terá um contrato totalmente moderno em termos de regulação, em sintonia com as novas normas e regras que vêm sendo trabalhadas pelo governo federal para o novo mercado de gás.”
A definição sobre a oferta da empresa começará a ser estudada pelo BNDES. Representantes do governo do Espírito Santo e da BR Distribuidora já tiveram uma primeira conversa com o banco, que deverá iniciar os estudos para definir a melhor modelagem para o negócio.
Casagrande acredita que as análises aconteçam ao longo deste ano e a empresa possa ser vendida em 2021. Antes disso, porém, é preciso que algumas etapas sejam cumpridas, como a operação efetiva da ES Gás.
O governador explica que primeiro a empresa deve ser instalada, o que deve acontecer até o próximo mês. Depois disso, haverá o encaminhamento à Assembleia Legislativa do projeto solicitando a venda de parte das ações do governo.
"Enquanto isso, ajustamos com a BR que ela ficará responsável pela gestão da ES Gás até que a oferta ao mercado aconteça. A BR será contratada pela ES Gás para gerir, assim não precisaremos fazer concurso público"
Renato Casagrande - Governador do Espírito Santo
A decisão de vender parte da companhia de gás foi tomada pelo governador há cerca de um mês. Questionado pela coluna sobre o que teria pesado nessa escolha, Casagrande justificou a capacidade de a iniciativa privada ter mais condições de ser competitiva.
 O governador Renato Casagrande avalia que a venda de ações da ES Gás vai trazer mais competitividade para o mercado capixaba Crédito: Carlos Alberto Silva
“O setor privado tem muito mais expertise no mercado de gás do que o setor público. Quanto mais capacidade você tem para fazer negociações e acordos empresariais eficientes e ágeis, mais você torna o negócio competitivo. A administração pública tem uma série de barreiras que impedem a tomada de decisões rápidas. Como encaramos o gás como um grande instrumento de desenvolvimento para o Espírito Santo, consideramos que para isso precisamos ter uma empresa mais eficiente. E, ao vender, também poderemos trazer parceiros com atuação nacional e até internacional, o que vai ajudar no dinamismo do Espírito Santo.”
O governador pondera que mesmo com a venda, o Estado vai continuar com ações. Dessa forma, vai defender os interesses da sociedade e também poderá ter parte dos resultados da empresa, recebendo dividendo.

Beatriz Seixas

Jornalista de A Gazeta, há mais de 10 anos acompanha a cobertura de Economia. É colunista desde 2018 e traz neste espaço informações e análises sobre a cena econômica

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